domingo, março 28, 2004

Todos nós temos um passado, uma história, uma época lá trás que fizemos coisas que hoje rimos, julgamos loucas, ousadas, e se talvez fizéssemos denovo, ou não seria tão bom ou seria algo sem senido agora.
Isso tudo que fomos, ainda é na nossa história, nunca vai deixar de ser. Mas nunca mais seremos esta pessoa que ficou no passaso. A vida é agora, no momento presente, neste exato instante.
Conheço algumas pessoas que vivem presas no passado, porque lá elas foram grandes pessoas, e hoje não tem muito orgulho do que são, ou do que fazem.
Somos nós responsáveis pela nossa felicidade, pelo que fazemos, por quem somos.
Olhar pra trás e ter orgulho e estarmos satisfeitos por quem somos é muito bom, mas quem é você hoje? o menino de anteontem, ou o adolescente de ontem?

sábado, março 27, 2004

Sábado, 21:40, ouvindo "Café del mar", relaxando...
Vou sair por esse mundo afora atrás de diversão, mas sem expectativas porque eu sei que a felicidade está comigo, e só eu posso permitir que ela aconteça ou não. As outras pessoas do mundo só podem fazê-la maior. Meu mal foi a vida inteira esperar demais das pessoas, quando o certo não é esperar muito, não contar demais, porque é daí é que vem a decepção.
Veja: se eu imaginar que um amigo sempre tem que estar lá quando eu precisar vou me decepcionar, porque sei que ele também tem suas dificuldades, seus problemas. Seria até injusto cobrar isso.
O segredo está nas pequenas coisas: poder sair à noite, ver gente (bonita é sempre melhor, mas sem preconceitos), poder conversar com meus amigos, rir e me divertir. Não penso que tenha que ser o melhor lugar, as pessoas mais lindas, a melhor cerveja, o melhor sábado à noite. E sei que vou me divertir com isso. Mas caso seja tudo isso de melhor que falei, otimo! Melhor ainda, porque veio de surpresa.
É como pedir algo de natal e ganhar o dobro. Não é bom?

domingo, março 14, 2004

Domingo. Acordei lá pelas 10 e poucas da manhã, pra me perparar pra iro pra terceira etapa do campeoato de arrancada, pra ver o Fabinho correr com a saveiro turbo dele. Chegando lá, o clima do lado de fora aparenta um lugar deserto, calmo, vazio, e totalmente diferente do que rola lá dentro. O carro vai chegando perto do portão, e o barulho dos canos de descarga vai aumentando, ficando mais alto que o som da música, vai liberando a adrenalina, a curiosidade vai crescendo, e tudo que você quer é estar naquelas arquibancadas torcendo, rindo, vibrando. É aquela emoção toda na veia!!
Foi show. Várias fotos, vários vídeos, muitas pessoas diferentes, tudo lotado, 10.
Saindo de lá, fomos ao Barrashopping, queria procurar uma mochila nova pra mim, que pudesse arcar com as novas bagagens da minha vida atual: trabalho, faculdade, inglês, revistas, discman. Achei a mochila ideal, e já saí usando ela. Rodamos o shopping e um fato muito marcante me fez escrever hoje.
Passamos pelo fliperama, chamado de HotZone, e dois molques brincavam numa máquina de kickboxing, onde você chuta pra marcar pontos. Os garotos chutavam e chutavam, passavam o cartãozinho e gastavam, e chutavam, repetidamente seguindo essa rotina. Olhava pra aquela máquina,e me va descarregando todo meu stress, minhas dúvidas, inseguranças, insatisfações. Bruno, ao meu lado, mordia os beiços, e se continuasse ali ou chutaria a máquina, ou o próximo que passase pela frente, como se o seu organismo pedisse aquilo, como um alívio, como uma dependência.
Dada uma certa hora, depois de uma muitos 20 chutes, duas meninas que pasaram inocentes pelo brinquedo, balançaram o alvo dos chutes, fazendo com que a máquina usasse o crédito dos garotos. Logo, os dois vieram ao encontro delas, desconcertados, informando elas que eles estavam usando a máquina, e que elas tinham gasto um crédito deles. Ela, imediatamente, puxou da bolsinha o cartão do fliperama, passou na máquina, devolveu o crédito, sairam , e tudo continuou.
Ao ver, não acreditava, não conseguia. Eu estava diante de uma dimensão diferente da minha, onde aquele cartãozinho mandava naquele outro mundo, dee maravilhas coloridas e divertidas, longe do mundo lá fora, onde toda aquela violência fere de verdade, não tem "Game Over" e nem tem recomeço ou nova chance ao simples usar de um cartão.
Minha mente entrou num conflito de milhões de pensamentos diante daquilo: seria um mundo que eu queria na infância, ou mesmo agora? foi melhor ter crescido do lado de fora do fliperama, e ver que meus erros não tinham segunda chance, mas me ensinaram a pensar até aonde posso ferir as pessoas com minhas atitudes? Será o melhor lugar de criar meus filhos? Não sei.