terça-feira, abril 13, 2004

Aprender a viver um dia de cada vez é uma das maiores lições que estou tentando aprender na minha vida.
Com os problemas de ontem que já resolvi, virarão lembranças; os que não consegui resolver, se tornarão novos amanhã.
Com as lições que aprendi ontem, se tornarão as forças do amanhã; com as que não consegui, se tornarão os desafios.
Com as pessoas que perdi ontem, lembrarei delas como parte da minha história; com as que conhecerei amanhã, me ajudarão no curso dela.
Do amanhã eu não sei. Enquanto Deus inventa, eu descanso pra poder estar de pé e participar.
Boa Noite.

domingo, abril 11, 2004

Depois de mais um comercial fantasioso de uma margarina dessas da vida, andei pensando que talvez ainda não tenha encontrado a margarina da minha vida. Alguns, escalam as varandas dos vizinhos, outros acordam cantando e dançando, mas eu, continuo com sono pela manhã e não me arrisco pelas paredes alheias. Quantas pessoas como eu passaram muitos anos da vida, se ainda não passam, esperando que a margarina ideal, ou o refrigerante certo dê sabor as suas vidas? Tolas, acreditando que a culpa de nossa vida não ser aquelas de novela é por faltar o que os contra-regras usam nos cenários?
Eu aprendi que quem faz a minha vida ser a maravilha que ela é, sou eu e meu ponto de vista. "Ponto de vista?"
É, a forma de como eu encaro e vejo as coisas na vida. Um exemplo: se pensar que o chefe do escritório onde eu trabalho ganha 10 vezes mais que eu, vou me sentir um idiota. No entanto, se pensar que tem milhares de pessoas que adorariam ter meu emprego, sou uma pessoa sortuda. Parece difícil?
Porém, muitas pessoas vão confundir isso com comodidade. Sou uma pessoa comodista, porque não passo todo tempo pensando que poderia ter o emprego do chefe do meu escritório? Quem disse que não quero? Só não fico pensando nisso 24h, me torturando, e ao invés, faço uma faculdade pra correr atrás da minha evolução, já que posso.
No mercado, lembre que tanto faz qual margarina compra, importante é lembrar que quem faz o dia ser um "happy day", é você. E televisão, é coisa de outro mundo.

quinta-feira, abril 08, 2004

Eu e meu irmão na cozinha, tomando cerveja, discutindo sobre as mulheres, essas que são parte fundamental na nossa vida, fato que elas não podem saber de jeito nenhum.
Mulher bonita ou inteligente? Ainda é um tabu, que uma mulher consiga ter as duas coisas, pelo ao menos na nossa opinião. A beleza, vem primeiro como um cartão de visita, mas a inteligência sustenta aquela admiração. É como uma música, que começa com uma boa batida, mas a letra e os músicos estão totalmente desconjuntados. A beleza conquista no instante, mas a inteligência, a cultura e o recheio prendem pelo tempo, e nós concordamos que o recheio é mais importante.
Enquanto Jack Johnson canta e toca seu violão no som, meu irmão gasta nas suas idéias sobre os eventos, vários eventos que ele tem na cabeça. Se depender das idéias dele, esse garoto vai longe.
E por falar em ir longe, será que vamos longe na vida sem mudar nada em nossas muitas perspectivas?
Eu acho que não. Ser tolerante é ideal, mas é difícil; devemos saber aceitar as pessoas como elas são, e deixar de pensar que todos só são normais se estiverem dentro dos nossos ideais. Elas podem e são ótimas pessoas, sendo quem elas são. E se pararmos pra pensar, talvez sejam até interessantes por esse lado diferente de nós; também é uma forma de aprendermos com elas, porque em toda a diferença, há sempre algo que nosso preconceito não nos deixa ver que é positivo.
É como pensar que as brigas demonstram que existe uma imcompatibilidade entre as pessoas. Minha mãe costuma dizer que só se briga com quem se ama, porque se não for do seu interesse, agente simplesmente não liga. Brigar na maioria das vezes é a nossa mania, nossa natureza de querer impor nossa opinião como única, como principal. Um dia, simplesmente ouça, numa conversa, a opinião sobre seus amigos em relação a um assunto calado, espere até o final, e resista à mania de opinar e pense sobre o que essa pessoa acabou de falar. Você vai acabar percebendo que nem sempre discordou querendo discordar. Viva as diferenças.
Pensar que tudo na vida tem um propósito é uma excelente filosofia, mas tem seus perigos.
Se a cada vez que espirrar, pensar que tinha que acontecer por um bom motivo passa a ser exagero, fanatismo em cima desta idéia. A verdade é que qualquer um pode adotar esse ponto de vista, que mais é um estilo de vida. "Suas experiências só são possíveis devido as suas convicções."
Pense nisso.

domingo, abril 04, 2004

Bem, concluindo a parte do meu raciocínio que o sono não deixou...
Sendo a nossa vida um rally, eu gosto de enfatizar a parte do caminho, que acho bem parecido:
Como um mapa, dividido em trechos em formas de cubos, que gosto de pensar que são momentos. A única diferença é que em uma competição como um rally, o navegador conhece técnicamente as curvas do trajeto, mas nunca passou por elas. Ele consegue visualizar como fazer, a quanto estar no carro, frear ou não, e o que fazer caso as coisas saiam do controle. Na vida, na realidade, temos a teoria de como viver bem, de maneira certa, mas a teoria fica mais distante da realidade. Fica um pouco mais difícil, porque a vida não é tão técnica quanto uma competição. Existe uma parte maior sob responsabilidade da intuição, dos nossos sentimentos que as técnicas e a ciência não explicam.
Hoje em dia, eu estou aprendendo a tentar ler as curvas na minha frente, e até tentando fazê-las da minha forma, algo como mudar o trajeto. Mas sei que posso derrapar nas escolhas, e a decepção entra com tudo, pra acabar com a minha confiança. Tudo na vida, inclusive pra isso, exige equilíbrio, nada de extremos. É planejar com convicção, mas sabendo que algo pode dar errado.
Minha vó diria que não, que nunca devemos planejar pensando nas dúvidas, porque é pensando nelas é que criamos a chance do erro aparecer na história. Eu ainda não sei, ainda estou aprendendo o que melhor se adapta a mim. Por enquanto, observo o passado, olho por onde já passei, a maneira como passei por tudo, e avalio de qual das muitas formas fui mais feliz, e prejudiquei menos a mim e a todos ao meu redor.
Neste exato momento, deitado no meu quarto, lembrei de uma visão que tive indo para o trabalho, sobre um novo ponto de vista em relação a vida.
Nossa vida parece um rally, um paris-dakar pra ser sincero. Porquê este específico? por ser o mais desafiador de todos eles, ou você conhece um desafio maior que viver?
Somos piloto e co-piloto nesta corrida de obstáculos tão cheia de armadilhas e lições. Nosso caminho é muito parecido com o mapa de um navegador: tudo codificado, dividido em pequenos trechos, com muitas informações que não podemos deixar escapar; talvez, até informações demais, que não conseguimos captar, e fazemos uma curva mais aberta do que o esperado, mas passada a curva, o caminho continua.
Nossa mente é um computador de bordo, GPS, medidores vários, e outras funções mais que nos auxiliam a tomar decisões sobre esse atrelado caminho.
Parte do nosso corpo e da nossa mente seria o veículo que nos locomove nestas pistas variadas, e que ao longo da prova, sofre muitas e muitas avarias, se adapta ao caminho, ou quebra de vez.
Mas a meânica tá sempre la, ejudando a nos tirar do sufoco.