quinta-feira, agosto 17, 2006

Acabou a manteiga

Numa simples manhã de um dia qualquer da semana, a gente acorda e percebe o quanto mudou ao longo destes anos que mais pareceram poucos dias, porque a emoção esteve presente em todos, mas só de alguns a gente lembra.
E emoção é uma coisa que muda, muda muito, mas não só ela como nossos pensamentos, nossas atitudes, a forma de ver a vida e até o humor quando a gente acorda.
Ao ler os primeiros textos que deixei aqui, fico rindo sozinho e pensando o que passava pela minha cabeça, mas seria pedir demas, visto que não sei ainda explicar o que penso hoje, e já não tenho mais essa busca como objetivo.
O que eu me impus como norma para aqui escrever não me serve mais hoje.
Eu realmente acredito que todos podem ter uma vida de comercial de margarina, mas a verdade é que eu prefiro manteiga, e daquelas que não passam num comercial de TV.
E já que falei de TV, então vamos desta forma:
Gostaria de agradecer todos os comentários, as críticas, o tempo de ler e me dar a opinião que eu sempre cobrei.
E hoje, este é o último episódio de um blog sobre o café da manhã, mas outro virá sobre todo o resto do dia.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Ops...de novo?

Erre os erros bobos da vida, porque esse é um dos prazeres mais gostosos que ela pode porporcionar.
Mas quem os vê de fora da pele daquele cujo o cometeu troca a risada pela crítica, porque não sente no coração o prazer sensacional de rir dos próprios erros, ou dos erros alheios, dos companheiros, amigos, colegas, próximos.
Sabe aquele risinho preso de quem lembra aquele momento divertido, numa hora completamente imprópria, num lugar público, e faz todos olharem pra você com olhos curiosos, críticos ou até de menosprezo?
E melhor que errar, é achar alguém com quem dividir este conceito do erro; aquela pessoa que vai querer estar ao seu lado pra poder rir o riso companheiro de quem participa e desfruta dos erros.
Uma simples troca de olhares basta, e pra vocês tudo se acaba em risos e comentários de momentos que milhares de palavras e muitos minutos de narração não substituem a lembrança de viver aquele segundo.
O que é poder estar com alguém de quem você pode rir à vontade, sem que a alegria vire deboche, machuque, magoe?
Só quem já viveu sabe.
Que vivamos sem medo e erremos, sozinhos ou juntos, seja com quem for e principalmente, possamos rir sempre, ou gargalhar de vez em quando, certo Paloma?

terça-feira, agosto 08, 2006

Correntes

Mal acordo e me sinto retraído pelas paredes do meu quarto. Demoro pra aceitar que tenho que levantar, passar minha roupa, tomar meu banho e seguir em frente.
Na rua, a luz do sol acaba com a tranquilidade dos meus olhos e banha o mar de cores do mundo, como um tapa forte no rosto que traz a lembrança das milhares de outras coisas que a minha realidade nem imagina.
Caminhando e tomado pela atenção dos sons das pessoas acordando pra mais um dia, pego o trem e, olhando tudo passando pela janela tão rápido quando os dias, meses e anos, sinto-me preso, com a impressão de não pertencer ao mínimo espaço que me resta, a caminho do trabalho; saudades da caminhada na ilha grande, quando a mais livre natureza e a mais simples das vidas me confortava e me dava um prazer que nenhuma digitalização consegue trazer do mais perfeito analógico.
Ao chegar na minha mesa, a primeira coisa é abrir as cortinas e ver o azul do céu, o mar da baía de guanabara e me imaginar estando lá fora, em algum lugar das montanhas que vejo na paisagem, e depois de abrir os olhos com o susto do telefone tocando, volto a sentir o peso das correntes da minha vida cotidiana.

Shhhh!

A imagem que tenho comigo neste exato momento é dos famosos posteres de hospital, hoje não mais encontrados, onde aquelas enfermeiras sinalizavam a necessidade de silêncio.
E foi isso que fiz hoje ao descer do ônibus a caminho de casa: desliguei o diskman, e deixe que o turbilhão de pensamentos, idéias e questionamentos tomassem vez, e assim os organizando em fila, dando a cada um deles um tempo razoável para que pudesse analisar a importância e relevância de cada um deles.
Depois de alguns minutos praticando meu exercício, me dei conta da calma que me tomava gradativamente, do silêncio e da paz que tanto precisava: a música, que eu já não conseguia ouvir, criava uma concorrência com os pensamentos, que também ficavam inconclusos.
Acho engraçado o quão temerosas são as pessoas diante do silêncio, e tomo meu trabalho como um ambiente de exemplo: as pessoas não sabem que reação tomar, que atitude esperar de uma pessoa que vive brincando e falando, mas que um dia chega completamente muda e restrita a dizer o essencial. Como eu sempre disse, qualquer relacionamento é forte baseado no convívio com o silêncio, e este nada mais é do que uma necessidade de alguém que precisa se ouvir, se organizar, se responder; elas costumam levar o silêncio como algo pessoal, como uma queda de ibope, uma opinião negativa ou um tipo de insatisfação por parte do detentor.

Eu na sala lendo um livro, um romance ou qualquer outro gênero qualquer de livro que não seja trabalho, deitado, ou melhor, esparramado no puff, concentrado; ela, deitada no sofá com as pernas esparramadas pelo braço, lendo uma revista, muito mais atenta nas figuras, lendo um comentário ou outro sobre os lugares, imaginando como será viajar por eles. Nenhum dos dois pronuncia um suspiro sequer, entregues às suas diversões, esquecidos do mundo, num paradoxo de estarem tão perto e tão longe ao mesmo tempo, distraídos.
Por anos imaginei esta cena de intimidade de um casal, que parece surreal pra mim, porque poucos são os que sabem respeitar o silêncio alheio, e nesta imagem, vejo compreensão de que acima da distância, existe o respeito pelo espaço, a consciência da felicidade além dos sinais óbvios constantemente cobrados, causados pela necessidade incessante do ser humano de ter seu ego medido, avaliado, testado.

Ouça suas perguntas sem medo, responda as que você já sabe com consciência e pule as que você não sabe sem a menor cobrança de ter que saber de tudo.

domingo, agosto 06, 2006

Hipocrisia...

Neste exato instante, eu me sinto um hipócrita de marca maior.
Sabe aquelas horas em que você faz tudo aquilo que tem a completa certeza de que não deveria fazer? De agir e pensar de uma forma que você condena, e sabe que faz mal a você?
E no meu caso, a hipocrisia se encaixa no ponto em que eu escrevo aqui tudo que eu aprendo para tornar minha vida melhor e fazer essas idéias e descobertas valerem no meu dia-a-dia, mas ultimamente, muitas dessas lições não entram em prática.
Sabe quando você está de dieta e luta contra sua força de vontade para não comer o bendito doce que sorri pra você toda semana na geladeira, e depois de uma batalha épica dentro da sua cabeça, você já está lambendo os dedos, tão sujos agora quanto a sua consciência, que pesa mais que a soma da janta e o doce no seu estômago?
Esse peso é a dor do arrependimento, de ouvir agora sua razão ficar ecoando "eu te disse" na sua cabeça. E isso vive acontecendo ultimamente.
E agora, você começa a odiar o maldito doce, e o circulo vicioso que resultou de tudo isso.
Mas ao mesmo tempo que odeia o doce, você olha pra ele e lembra o quão gostoso ele é, e o quão feliz faz você ficar ao lamber os beiços, mas, você lembra que não ele não vai estar lá, porque você está de dieta. E como seria bom se ele estivesse sempre lá! Ah, como seria...
Mas um dia você passa a reparar ao redor do doce, e a geladeira se mostra um lugar tão grande, com tantas coisas boas a te oferecer, e quando você menos espera, você olha o doce e descobre que não há mais graça nenhuma nele, e que não entende como pode sofrer tanto por aquele pequeno pedaço de açúcar.
Pois aí está a hipocrisia, agora somada ao ódio de saber que todo este último parágrafo é uma utopia, e que eu continuo olhando pro raio do doce atá hoje.

segunda-feira, julho 24, 2006

Duelo de titãs

Coração: Vai, luta! corre atrás
Razão: Cuidado...
Eu: Cuidado?
Coração: Ah, esquece esse velho rabugento! a vida é curta, você pode se arrepender...
Razão: Exato, pode se arrepender de fazer! e aí, já era!
Eu: Bem, melhor se arrepender de fazer do que de não fazer né?
Coração: Também acho!
Razão: A não ser que...
Coração: A não ser o quê??
Eu: É, o quê?
Razão: A não ser que esteja se precipitando.
Eu: Hmmm, será que não é hora?
Coração: Mas e se deixar passar e não tiver mais oportunidade?
Razão: Ô drama...
Coração: DRAMA!?
Razão: É, até parece que ele nunca deixou nada pra depois...
Eu: hmmm, é verdade.
Coração: E isso é motivo pra deixar de fazer agora?
Eu: É, boa hora pra mudar, certo?
Razão: É, mas cuidado com o que vai falar
Coração: Ah é, olha que disso eu entendo
Eu: Só quero expressar meus sentimentos
Razão: O que ainda não lhe dá o direito de magoar os dela.
Eu: Mas eu só ia dizer que... ah, quer saber? esquece.
Razão: Desistiu?
Coração: É, desistiu?
Eu: É, cansei.
Razão: Tem certeza?
Coração: Vai resistir?
Eu: Ah, vai saber...

Sol

Todos somos astros no universo da vida.
E como astro, precisamos de itens básicos para garantir a vida dentro da nossa atmosfera, e um dos itens fundamentais desta lista de muitos é luz e calor.
Pois eu tenho um sol, um daqueles bem amarelos, com um sorriso que só na nossa infância existia, que me aquece de uma forma boa, e me dá luz com todo aquele brilho lindo, que nenhuma outra galáxia conhece.
Mas sofro do porém de não ter uma lua, porque eu como um jovem astro inocente venho de muito tempo pensano apenas no sol, sem nunca ter me indagado a importância das luas, que alguns dos que me cercam tem, e alguns deles tem várias.
E ao prestar atenção nos meus dias e nas minhas horas, percebi que o sol não está tanto tempo assim comigo; que ele vem e mostra sua intensidade, mas não tem uma constância, e o que é isso para um astro? Uma atmosfera fria, gelada, inabitável.
Mas a lua tá sempre lá, todas as horas do dia, e isso é algo que na minha órbita é importante: a constância de poder contar com aquele brilho, que mexe com as minhas marés, que ilumina o canto frio da noite, o brilho romântico dos poetas.
Eu adoraria poder pedir a reestruturação do meu sistema, e querer que meu sol estivesse pertinho como minha lua, mas ocupar o lugar do sol parece ser de uma importância fundamental pra ele.

quinta-feira, julho 20, 2006

Amigos

Não é a primeira e nem vai ser a última vez que escrevo em homenagem a vocês.
Digo e repito que, depois da minha família, vocês foram o maior presente que a vida me deu, e que as lições que aprendo com vocês são tudo que eu tenho de verdade, assim como todos os momentos, sejam eles bons ou ruins.
Conviver é um dos maiores e mais difíceis aprendizados que temos na vida, e a prova mais fácil de perceber isso é que todos os anos que vivemos com nossas famílias não é suficiente para que continuem havendo alguns atritos, discórdias em alguns pontos, discussões bobas; mas tudo isso se supera no amor que existe para com aqueles que consideramos importantes.
E por isso que a amizade deve ser valorizada: encaramos todos os encargos e embargos do convívio com alguém sem a menor obrigação, pura e simplesmente porque enxergamos naquela pessoa um traço de nós, e muitos outros bem diferentes que nos encantam, que nos encorajam, que nos trazem um pouquinho mais da felicidade que todo mundo deseja.
Pra vocês, meus amigos, eu desejo tudo de bom e do melhor que a vida pode dar a cada um, porque me aturar também não é mole né?

E pra você, meu grande amigo Eric, eu penso que os aplausos que vi no dia que se foi deveriam se repetir todos os dias, assim como olhar pra aquela nossa foto todos os dias me mostra o quão orgulho sinto de ter sido seu amigo enquanto esteve aqui, e que esteja onde estiver, sinto sua falta.

Feliz dia da amizade.

sexta-feira, junho 09, 2006

Lembranças

Estava indo dormir, quando olhei pra nossa foto, que mostra o quão ridículos podem ser os gostos das pessoas, e como nós mudamos seguindo o curso da vida.
E olhando pra foto, comecei a prestar atenção nos pensamentos de reclamação, queixas, dúvidas, incertezas, insatiafação, e outros que nos tomam várias vezes ao dia, pra que não percamos o hábito de questionar nossas vidas.
Vida.
É desta vida que ele foi privado, de sofrer com os amores, de se espantar de como as pessoas andam, de ter que lembrar que a grana tá curta, de reclamar de não ter o que fazer no próximo fim de semana, de ir dormir tarde e saber que vai acordar com sono, de lembrar dos afazeres do trabalho amanhã...
E quem quer abdicar de viver isso tudo, se precisar escolher entre continuar aqui e morrer agora?
E não é que os problemas da vida, num instante, viram uma dádiva que ainda temos?
Viva.

domingo, junho 04, 2006

Vazio!?

Num desses dias vendo um filme, me pego a lembrar dela, e me lembro de nunca ter pego no olhar dela aquele brilho de quem sonha.
Há muito tempo atrás descobri que papai noel não existe, e foi um trauma superado, que não me fez perder a esperança nas outras muitas magias que a vida nos traz. Sei que tem muitos de nós que ainda não chegaram na idade que nossos pais acreditam ser a hora de perder uma fatia dessa magia na nossa vida, mas ela parece que ainda não se recobrou do trauma dessa descoberta, como se mais nada na vida tivesse o brilho, ou valesse a pena brilhar.
Nunca perguntei a ela dos sonhos, dos planos, dos desejos, do futuro, talvez eles estejam escondidos em algum lugar lá dentro, lugar esse muito bem escondido por sinal, caso haja.
E agora me pergunto se talvez não seja a falta dos sonhos dela que não me mostram ela nos meus ?

quarta-feira, maio 24, 2006

Razão?

Sinto falta da minha alegria natural, ela anda de férias por lugares onde não sei, e sem ela aqui, a colega de quarto dela, incerteza, tá fazendo a festa: tudo é motivo de questionamento, de dúvida, de "mas", "'será", "porém".
E pensei que talvez seja porque perdi os olhos da razão, ultimamente tenho visto as coisas das piores formas possíveis, muito mais envolvido emocionalmente, quando na verdade o ideal seria ocupar o lugar de um espectador, ver de uma perspectiva de fora das coisas, analisar com cuidado, um jogo de xadrez; a única diferença é que no jogo de xadrez há regras para que a vida se movimente. O ideal é que tenhamos nossa casa segura para qualquer que seja o ataque que vem de lá, ou então, desistir de esperar e raciocinar quando o problema real existir, e não viver com os passos contados.
Mas...
Quando é hora de esperarmos da vida e quando não?
É ótimo receber um alô, email, telefonema, mensagem de texto, visita de alguém que não esperamos, é surpreendente, novo. Sendo assim, paramos de sonhar, ou nos iludir, com o futuro que é tão incerto quanto a certeza dessa afirmação.
E o que acontece com aquela sensação de desejarmos tanto algo, e sentir aquele desejo realizado? morre? paramos de sonhar?
O que deve ser esperado, e o quê não?
Deixo estas perguntas aqui, porque não as quero pesando em minha cabeça, que já se ocupa demais com coisas desnecessárias.
"A alegria é constante e inerente à pessoa, enquanto a felicidade é baseada em fatos."

segunda-feira, maio 22, 2006

Do alto!

Lá do alto, as coisas não são diferentes de como são aqui embaixo, só as vemos como realmente deveríamos ver, mesmo daqui de baixo.
De lá, tudo parece pequeno: desde o que achamos muito, que achamos importante e na verdade é insignificante, o que realmente importa é a nossa vida, somos nós, o que sentimos, o que estamos vivendo agora.
Nossas escolhas podem não ter volta: somos só nós, nossos riscos, ninguém pra culpar, podemos contar com conselhos, vozes alheias, mas onde colocamos os pés, onde firmamos as mãos depende apenas de nossas escolhas.
Tudo que carregamos é apenas o essencial, necessidades básicas: quando a sede bate de verdade, não há nada que substitua a simples e sem graça água potável, qualquer alimento mata a fome e dá gosto, e as marcas e origens do que vestimos não diminuem o frio que sentimos.
A vista é mágica: podemos apreciar tudo de valor ao nosso redor, que todos os dias vemos de perto e nada de importante nos parece; conseguimos relembrar o que é fazer parte desse mundo maravilhoso.
O tempo é curto: a qualquer hora, corremos o risco de não estarmos mais neste plano, vivendo esta vida, por mais que as pessoas não gostem de dizer sobre; e já que não sabemos o quanto, temos que aprender a fazer o melhor que podemos com o nosso tempo, que não sabemos o quanto nos resta.

sexta-feira, maio 19, 2006

Namorando!

Hoje, vindo pra casa, tive a certeza que fui tomado pela paixão, meu coração já não responde mais a mim.
Me peguei pensando nela em todo o caminho, lembrando das características, qualidades, defeitos. A gente percebe o quão envolvido está, quando vê um mar de encantos até nos defeitos.
Eu até já conheço a família dela! O pai é um homem poderoso, trabalha com gente, uma pessoa amável que você não gostaria que ficasse do lado oposto; A mãe é jovial, uma ternura em pessoa. Gosto muito dos dois, e sou grato pelo excelente trabalho que fizeram.
Muitos gostam dela, inclusive meus amigos e família, pois é inegável que ela faz todos se sentirem ótimos com sua presença, que se perdida, é como se um pedaço da felicidade que nos levassem.
Ela ama a vida, do jeito que lhe foi ensinada, junto de algo genético, e dessa degustação minuciosa fez seu próprio tempero. Sabe mostrar a cada um de nós o melhor dela como mais ninguém consegue, no ponto exato em que cada um precisa, na medida certa. E como gosta dos prazeres da vida! Ah, ela sim sabe dar valor.
Mantém a infância que reside em cada um de nós acesa, porque sabe o quanto ela nos afasta das preocupações mundanas e do crescimento, estas por sinal, nos dão iniciação à sabedoria, que nos leva embora a vivacidade, a graça, a simplicidade e uma doçura que é tão cara.
Sinto sua falta por todo o tempo que não a conhecia, mesmo conhecendo-a tão pouco.
E não consigo mais esconder o que sinto, e o quão tolo fui de nunca querer mais a presença dela na minha vida, mesmo com o medo de me envolver a tal ponto de não ter mais volta. Antes viver cada dia a finco ao lado dela, com a alegria que ela proporciona, como sendo o último, que com a tristeza de só admirá-la ao longe por toda a eternidade da minha paixão.
A grande maioria das pessoas que eu conheço sabe quem ela é, e caso não, tenha certeza que ainda a conhecerás, porque a vejo na vida, e a quero na minha.

segunda-feira, maio 08, 2006

44!

Meu coração é uma criança de 8 anos, e quero!
Como eu quero, quero muito muito mesmo.
E quero tudo!
Choro pra ter, sem me importar com o quê vai dar.
Já não consigo viver sem, aliás, não sei como consegui esse tempo todo.
Tenho, mas só metade.
Mas nada adianta chorar tanto, porque não consigo tudo.
Pedi de todas as formas possíveis, mas não tive.
Querer só me fez mal, me fez sofrer.
Não quero mais.
Nem sei porquê queria tanto.
O que era mesmo?

Porquê o 44?
É o meio termo que tão feliz me faz, mas meu coração quer mais.

Etiquetas

Porquê nossos relacionamentos tem nomes, definições?
Um motivo que vem à minha cabeça no instante que penso nisso é segurança, que na verdade é uma "segurança".
Nascemos no berço de uma família, e este nome traz um peso importante, de pessoas que estariam ao seu lado por toda a vida. E em nossa jornada, conhecemos outras pessoas, que moram ao nosso lado ou próximas, em lugares que frequentamos, através de pessoas que convivemos; as menos próximas chamamos de colegas, as que confidenciamos damos o nome de amigo.
Há também outras que, nem sempre sabemos explicar, gostamos de um jeito diferente daquelas que chamamos de amigos sem ser mais importante, pessoas que queremos próximas o tempo todo, que nos despertam sentimentos até hoje inexplicáveis.
E minha dificuldade está aí.
Todos estes títulos não fazem destas pessoas eternas, não sustentam as bases do relacionamento que existe entre as partes, deixando sobre nossa responsabilidade tratá-las da melhor forma que merecem, e ainda assim não esperar retorno pelo que fazemos, mas sim que elas gostem de nós por livre e espontânea vontade.
Assumo que sou dependente da etiqueta, que gosto de saber que temos algo diferente, algo em comum de acordo entre as partes, ainda assim sabendo que mesmo não tendo a tal etiqueta, eu vivo todas as coisas boas que o relacionamento me dá.
Mas eu ainda as quero, tanto ela como a etiqueta.

quinta-feira, maio 04, 2006

Implicante!

Há quem diga que não liga, que não sente falta, mas a verdade é: quem não gosta de carinho? Mas como tudo na vida deve ser uma troca, a minha pergunta é como você o dá?
As pessoas usam das mais variadas maneiras para demonstrar o carinho: beijos, mordidas, caretas, brincadeiras, sorrisos contidos, abraços, gestos vários, palavras bonitas, elogios, provocações...
E, pensando cá com meus botões, achei que uma das razões pra não demonstrar carinho como carinho sincero e original seria por insegurança, afinal, quem nunca teve medo de demonstrar algo e não ser correspondido?
Sempre me achei uma pessoa carinhosa, tanto com meus amigos como amigas, com minha família, com as pessoas do meu trabalho, com minhas namoradas e coma as pessoas que tenho intimidade para me aproximar.
E ontem eu descubro que...

"Você é muito implicante! de verdade."

...usei do mesmo artifícil pra tentar, de uma forma frustrada, nada mais que carinho! Caí na cilada do receio!
Ah, como eu quis dizer que a adoro, que a companhia dela é ótima, que ela me diverte, que sinto saudades, o quanto eu a quero por perto, que queria muitos beijos, que queria abraçá-la, que os bicos e as birras são parte do charme dela, e tantas coisas mais quis dizer, mas a verdade é que nada disso deu lugar à pura insegurança, em forma de implicância.
Entendeu, linda?

quarta-feira, abril 26, 2006

Eu?

Quem sou eu? Já não sei mais.
Lembro de mim há algum tempo atrás e vejo que tanta coisa mudou, coisas boas e ruins, coisas que afetam a meus amigos, aos que me cercam e principalmente a mim.
Mas engraçado... me sinto bem, solto, talvez de uma maneira completamente nova. Mas fui pego de surpresa com uma pergunta:
"Porquê você mudou tanto?"
A vida em si é uma constante mudança, um furacão sem direção, uma metamorfose contínua, e essa é uma das grandes qualidades que podemos usufruir dela: seja sempre você mesmo, sem ser obrigado a ser o mesmo.
Mude, mostre quem você é, mostre que é você, independente do que seja, tanto que seja autêntico, seja real, seja satisfatório, livre.
Sinta-se livre!
Seja, mas seja não quem é você para todo o mundo ao seu redor, e sim alguém quem você sempre teve vontade de ser.
Seja generoso, mas não ao ponto de sacrificar-se, de ser vítima de seu próprio vício em elogios.
Seja egoísta, mas somente ao ponto de não se tornar escravo do capricho e desejo alheios.
Livre-se da opinião alheia, e pense se você gosta do que é.

domingo, abril 23, 2006

Nada é seu

Há algum tempo atrás nós nascemos nesse mundo. E hoje temos nossas posses, como se cada um de nós ganhasse um porquinho pra guardar o que quisesse, sem restrições.
Sem perceber possuímos enormes cofres, com tudo guardado que vimos no caminho, tudo que foi possível ser acumulado. Muitas das vezes, tantas coisas guardadas que nem temos idéia do quanto, do quê ou da mínima importância ou real uso, e pior, privando do uso alheio, do desfrute de outras pessoas que poderiam dividir tais posses sem que nenhum de nós se prejudique.
Mas a vida passa na mesma proporção que o peso do cofre aumenta, e o caminho é mais tortuoso, mais complicado, às vezes íngrime, e quase sempre sem a menor projeção do destino, ou dos próximos cruzamentos, bifurcações e escolhas.
E no final do caminho, aonde não há mais saída, quando nos damos frente a única certeza que nasce conosco, olhamos nossas posses e descobrimo-nos tão preocupados em ter tudo que o desejo material nos instiga que esquecemos que quando esta hora chega, não podemos levar nada.
Tudo aqui é emprestado.
O que levamos de verdade são os resultados de nossas atitudes, as lições de moral vindas do sofrimento, de como contornamos as más situações, de como deixamos o orgulho de lado, de como nos portamos em relação ao próximo, de como fomos no papel de seres humanos para com o mundo, de como crescemos por dentro com tudo isso.
Ninguém é o que tem ou o que carrega por fora.
Usufrua do que a vida lhe dá, provinda do seu ou do esforço alheio, sabendo dar o valor e sempre lembrando que além de ser emprestado, tudo que vem pode voltar na mesma intensidade: tudo que é material é perecível ao tempo.
Você realmente precisa de tudo que tem? Você realmente usa tudo que tem?
O quanto do seu cofrinho não é material?
Só a matéria carrega o que é material. E quando a matéria acaba?

sexta-feira, abril 21, 2006

Curto.

Trabalho.
À toa.
Música.
Calor.
Descalso.
Sem idéias.
Nada de palavras.
Só ela.
Aonde está?
Quero ouvir.
Não vou ligar.
Saudade?
Paixão?
Hmmm...
Quero sair.
Praia.
Meus amigos...
Aonde?
Outra música.
Desanimo.
Boa música!
Sono.
Ela de novo?
Ela pensa?
Sente?
Quer?
Preciso sair.
Ocupar a mente.
Sem palavras.
Onde foram?
Pensamentos curtos.
Conclusivos.
Vazia?
Sem criatividade.
Desisto.

segunda-feira, abril 17, 2006

Só você

Nunca ponha sua felicidade nas mãos de uma outra pessoa, jamais faça isso, pois ninguém no mundo é capaz de fazer você feliz além de você mesmo. Você é sempre responsável pelo que acontece com a sua vida, é sempre quem dá a última palavra, quem aceita, quem tomas as decisões, quem permite ou omite, quem ganha ou perde.

Não confunda independência com orgulho: que tentemos caminhar sós, mas sabendo aceitar uma mão estendida caso tropecemos;

Não confunda individualidade com individualismo: cada um de nós é um só, mas não somos só nós.

As pessoas que encontramos na vida, tanto as que ficam e as que vão, são suplementos, simplesmente adicionam, acrescentam, somam; elas sempre tem um propósito, algumas maiores, outras menores, mas todos importantes. Cada um de nós é importante, sendo quem somos.
Somos o que somos, não o que temos.

Conte comigo para o que eu puder fazer para ajudar você, mas nunca por você, ou para você: viva sua vida, seja você mesmo, sofra, desfrute-se, conheça-se, alegre-se, aprenda, observe, caminhe o seu caminho.

segunda-feira, abril 10, 2006

Amor ou guerra?

Pensei nessa frase, depois de passar a noite desse domingo pensando em como minha situação afetiva anda:
"Ame e desarme-se!"

Vamos aos entendimentos:
Cansei da vida de guerras emocionais, de disputas de ego quando haveriam de ser trocas intermináveis de carinho, brincadeiras sem parar, sorrisos não contidos, felicidade, tranquilidade, paz.
Não aguento mais conter toda a minha vontade de dizer a ela que sinto falta, que adoro o jeito que ela faz bico, de poder vê-la pelo simples prazer da companhia, de elogiar incondicionalmente, de cortejá-la sem me preocupar em quem sai perdendo ou ganhando, mas meu medo é tão grande quanto a população de egos que encontro na minha trilha amorosa.
Será que existe alguém aí fora que esteja preparado para mergulhar, de mãos dadas, num abismo de altruísmo, simplesmente feliz por estar ao lado da pessoa certa, sem nem se preocupar quando é o fim da queda chega e quem se machuca mais ou menos?
Talvez eu seja mais um idealista sentimental idiota, que sempre vai perder nas disputas até que alguém resolva fazer valer, não sendo um jogo mas mesmo assim sendo só um amistoso.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Falta

Sinto tua falta.

Quero poder te dar as mãos de novo
onde quer que estejamos
sem a menor dúvida de que pensaste
o quanto demorei para ir do teu encontro.

Sinto por demais a falta do nosso silêncio
que talvez dure segundos ou horas
e traz a certeza do quão forte é a nossa ligação.

Tenho vontade de te admirar novamente de longe
como um espectador orgulhoso da própria felicidade.

Me faz falta teu olhar preocupado
carente
distante
e principalmente compreensivo
de quando preciso ter meu tempo só
comigo mesmo.

Como me faz bem lembrar das nossas risadas juntos
do quão somos criativos para nos divertir.

Nunca tivemos uma guerra
disputa de egos, maus tratos, ou nada do tipo
sempre foi um relacionamento.

Teus braços sempre foram e sempre serão um lar
assim como tua voz no telefone conforta
mesmo sem dizer uma palavra do que já não sei.

O doce jeito de pedir carinho sempre foi teu forte
e meu fraco.

Lembro dos ciúmes
sempre os mesmos jeitos saudáveis
de pedir carinho, conforto, beijos e abraços.

Mas o que mais me assusta é,
mesmo sabendo que nunca me deixou,
nunca esteve e talvez
nunca estará do meu lado.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Perfeccionismo

Me tornei viciado no próprio ego, escravo do perfeccionismo, vítima dos meus elogios, e por isso, brinco com uma referência a um texto meu antigo:
Tentei dois mergulhos, mas acredito que fiquei mais impressionado com a opinião dos juízes do que com o próprio salto, o que resultou em dois fracassos.
Sou um ator no tablado da vida, e hoje, me encontro em crise na minha carreira. Olho as crianças brincando na rua, e não vejo nelas os pesos das preocupações que sinto hoje, cobranças essas que eu mesmo criei.
Parece que depois de tantos anos atuando, simplesmente esqueci o prazer de estar na peça da vida, e me viciei nas opiniões dos críticos, nos aplausos, nos holofotes, e nada mais importa na minha carreira.
O grande espetáculo da vida é ao vivo, sem cortes, sem testes, sem repetições com direito a corrigir os erros; mas em toda e qualquer peça, existem os improvissos que seguem logo após as risadas ou críticas de um tropeço ou de uma fala errada, mas cheguei a um ponto que não me permito mais ouvir comentários ruins, opiniões negativas.
Sou um tremendo egoísta, porque acho que os defeitos humanos tem graça nas pessoas, mas não permito que os meus sejam admirados, criticados ou até elogiados, tenham graça para os outros. Conhecer uma pessoa é saber seus defeitos e qualidades, e achar graça de ambos, saber rir dos dois lados, se irritar também com os dois: tudo na existência é feito de uma dualidade, e parece que esqueci isso.
Sou um atleta que esqueceu o espírito competitivo, que não sabe mais o que é a paixão pelo esporte, mas só gosta do brilho do ouro, das flores que carrego nas vitórias, e o medo de ocupar um lugar mais baixo no pódio.
Sou um farça, que sempre encorajou as pessoas a serem elas mesmas sem nem mesmo ter a mesma coragem de mostrar todos os meus lados, de deixar que os amigos reais continuem gostando de mim pelo todo que sou, não apenas pela parte que conforta, que ajuda, que se mostra sempre disponível para ajudar, que sempre está firme e intransponível como uma fortaleza, que não se preocupa.
Não, não me sinto falso, mas incompleto, só uma parte, um pedaço, um meio-alguém que sente receio pela opinião alheia, que teme não ser gostado, amado, querido, adorado, etc...
Minha vontade agora? Largar o teatro, abandonar o esporte, aprender a viver de novo, do novo.
É, acho que eu é que preciso fechar pra balanço.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Ela!

Acordo de manhã, olho o celular e nada: nem ligação perdida, nem mensagem de texto.
Sigo minha rotina pro trabalho, me distraindo com a música, olhando a paisagem lá fora, me pego rindo sozinho de coisas bobas, resultado da felicidade que me toma quando lembro dela; canto sozinho, gesticulo, quando mais empolgado, fecho os olhos e eles se tornam meu público, sem nenhuma vergonha.
Chego no trabalho, mas ele não começa sem antes ver se ganhei um recadinho novo!
Um amigo escreveu, meu irmão brincou comigo, uma outra amiga me perguntou alguma coisa, mas nada dela. Será mesmo? não vi errado? Não, não tem mesmo.
Bem, tenho que trabalhar né?
Eis que a conformidade que já me toma aos poucos perde espaço pro aviso de que ela entrou no MSN! Hmm... mas ela pode estar ocupada...
E não é que ela vem falar comigo? Pronto! Agora sim meu dia começou bem!
Toca o telefone, resolvo o problema, respondo uma pergunta do meu chefe, comento algo de ontem, faço alguma palhaçada, mas ela tá lá, falando comigo!!! Prometo!
Conversa vai, conversa vem, mas não dá pra parar! Não quero parar! Conversar com ela é tão bom, sem falar na guerra de elogios! Isso mesmo: "Guerra de elogios", porque é uma disputa pra ver quem ganha mais! Eu sei, você nunca ouviu falar disso né? Não sabe o que está perdendo!
É tão bom quando ela diz que eu consigo tratar ela tão bem... vai dizer que você também não gostaria de saber que está tratando bem uma pessoa que te faz sentir bem, especial, único? Me entende né?
E ela ainda tinha receios... a gente se machuca tão mais por prazeres tão menores que isso! Não sei você, mas conheço tanta gente que se maltrata por coisas que chegam a ser incomparáveis perto do que eu tô vivendo. Medo de errar na vida todo mundo tem, mas duvido que você não tenha um monte de alegrias pra contar! Claro, um monte de tristezas eu também tenho, não é só você não, e no meu caso, não me arrependo nadinha de ter vivido, e ainda quero mais! Duvido que você não queira, até porque, se tá aí dizendo que tem muitas tristezas, que tal aprender com elas a evitá-las? De perder o medo?
Eu sei que tem horas que dá vontade de desistir mesmo, que a gente não vê uma boa razão, não tem uma alegriazinha de nada, que a vida não dá um incentivo, também já passei por isso. Mas chega mais pertinho, dá uma olhada aqui dentro... viu? Não dá vontade de viver isso?

sábado, fevereiro 04, 2006

Problemas?

Mais uma vez, tenho que dar os parabéns para o espetáculo da vida, e bato palmas de pé, reconhecendo mais uma grande lição que tive hoje.
Depois de dormir apenas 4 horas e acordar no sofá, com uma leve dor de cabeça e um nó no estômago, ligo a tv e tento descansar mais um pouco, mas depois de várias tentativas em vão, eu resollvo despertar.
Lembro de ter chegado ontem confuso, com muitas coisas na cabeça, muitas delas sob efeito do álcool, outras acumuladas dessa longa semana. Que semana! Realmente, essa que passou foi uma boa prova de fogo, pra testar minha paciência, minha mente, meu coração e tudo mais um pouco, e posso dizer que foi duro, mas é mais uma pra conta.
Resolvi ir pra rua, ver a vida lá fora que não encontrava aqui dentro. Sol, os cachorros latindo, gente conversando na rua, pessoas levando o café pra casa, e eu, tentando esquecer um pouco a dor de cabeça, as dores da cabeça e do coração. Peguei meu carro, e resolvi ir pro alto, pra ver as coisas de outro ponto de vista, me distrair um pouco, pensar só num lugar mais tranquilo.
Tudo corria muito bem, até que chegando no alto da boa vista meu carro resolve enguiçar. Pronto! Não obstante ter problemas suficientes de segunda a sexta, no sábado eu também tive a minha cota já reservada.
Parei num lugar bonito por sinal, com muitas casas bonitas, arborizado, tranquilo, e foi quando pensei na tranquilidade que lembrei o quão difícil seria arrumar um mecânico pra tentar resolver o problema do carro.
Andei até uma guarita, que seria de um conjunto de ruas fechadas, como um condomínio, e pra minha sorte, me informei de alguns mecânicos que por ali trabalhavam. Quem diria! Eu, no que parecia um lugar bem afastado com mais de um mecânico pra resolver meu problema...
Eu falei sorte? Que tal se nenhum deles pudesse resolver meu problema? Bingo! foi exatamente o que aconteceu: um "não tinha tempo", outro não trabalhava mais com mecânica, um deles não tinha ido trabalhar, e o último não era mecânico.
Depois de tanto subir algumas ladeiras, volto eu pro mesmo lugar, pro meu carro parado num lugar que agora parecia distante de tudo, num sábado pela manhã que eu planejava fazer um passeio pra pensar na vida. Mal sabia eu que tinha acabado de fazer o passeio que precisava, mas só reparei isso depois de botar meu carro ladeira a baixo e fazer ele pegar na marra.
"E então havia luz".
Quando meu carro parou de funcionar, todos os meus problemas desapareceram, dando lugar ao único e exclusivo desafio de voltar pra casa. Não haviam aborrecimentos, dores do coração, problemas mal resolvidos, mais nada, e foi aí que percebi que talvez essa grande mania do ser humano de dramatizar as dificuldades da vida é completamente desnecessária, e ver as coisas por um outro ângulo, mesmo que precisemos de uma "ajudinha", é fundamental. Eu costumo fazer isso, mas ter dado foco demais aos problemas me cegou para essa forma de resolvê-los; bem, talvez não resolvê-los, nem ignorá-los, mas não dar a importância que eles não mereçam.
Bem, eles continuam aí, não os resolvi, mas eles não me fazem parar, posso continuar meu caminho, continuar caminhando e talvez mais lá na frente eu consiga achar alguma solução pra eles. E enquanto não resolvo, vou reverter o status da minha segunda parte do sábado, vou botar meu bloco na rua e aproveitar.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Indivíduos

Hoje, indo almoçar, pensei numa tese, lembrando de uma pessoa muito especial.
"A individualidade é uma das bases de qualquer relacionamento".
Todo mundo pensa em relacionamento como algo mútuo, em que duas partes participam, de comum acordo. E como duas pessoas combinam com individualidade?
Vou explicar, mas como eu adoro usar analogias, lá vai:
Imagine você morando num bairro lindo, numa rua sem saída, com um quintal enorme, de gramado e flores, a duras penas cultivado e...
Seu vizinho jogando bola nele, junto com a galera do churrasco que ele faz numa bela tarde de sábado, sem nem ter te chamado.
"Passa a bola!", "Tô livre na esquerda", e lá se vão as flores, o caminho de pedras e a grama então, nem se fala. Pois é, e o infeliz não sabe que aquele não é o quintal dele? Ah, você sempre foi civilizado, sempre respeitou a calçada, sempre evitou que suas visitas não parassem o carro na calçada dele, vai que ele chega com visitas, certo? Filho da puta.
Deu pra entender o porquê agora?
A individualidade é o pleno conhecimento de quem somos, do quê somos, do que temos e não temos. Precisamos disso, antes de mais nada, para cuidar do que é nosso, e depois, para que saibamos respeitar o espaço alheio. Sabemos bem como é o nosso quintal, como estão dispostas as pedras do caminho até a porta da frente, quais as cores das flores, que horas molhamos a grama. Até que você conhece alguém que passa a frequentar sua casa, seu quintal, seu espaço. Depois de algum tempo, terminado ou não esse relacionamento, é necessário ter aquele conhecimento, porque precisamos saber como estão as coisas; alguns retoques bobos, umas pequenas flores pra plantar, ou talvez até a necessidade de trocar toda a grama. Enquanto isso, nada de visitas, até que tudo fique como a gente gosta, porque talvez seu vizinho possa piorar ainda mais o que o outro conseguiu destruir.

Certo Nati?

Montanha-russa!

A fila é grande, eu em pé sob o sol cruel do verão esperando pacientemente a minha vez. Ando a passos de formiga, e quanto mais perto chego, mais nervoso fico, mais a adrenalida aumenta, a vontade cresce inversamente proporcional à paciência.
Finalmente, agora é minha vez de escolher onde sento, e do meu lado um alguém que não conheço, sorrio, e me afivelo. Que venha, seja lá o que for.
Segundos de suspense que parecem uma eternidade de horas, e finalmente começo a sentir movimento; os carrinhos encaram uma subida que parece deixar as nuvens pra trás, as pessoas parecem insetos.
Até que o barulho cessa, e de repente...
O coração bate desesperado, como se prevesse um turbilhão de emoções da qual não sabe se vai dar conta, o corpo joga adrenalina em todas as veias e vasos possíveis, posso enxergar em um segundo tudo ao meu redor como se durassem minutos em câmera lenta.
A adrenalina acostuma, até mais, vicia, e a sensação de medo se perde na emoção de querer mais, de não querer parar, de sentir cada volta fazer o estômago parar na boca, o vento na cara com força, os braços pro alto e a garganta se esgotando de tanto esforço pra gritar e colocar pra fora toda aquela emoção que me esforço pra descrever.
E no meio de tantas sensações, a adrenalina vicia o ego como droga, faz parecer que nem o Super-Homem é tanto assim, que o céu não é limite nenhum e que tudo está ao meu alcance, incondicionalmente.
Até que a velocidade vai diminuindo, as voltas vão parando, tudo vai se ajeitando, começo a sentir a exaustão do corpo, o desgaste emocional e mental, o tempo ao meu redor volta a correr junto do relógio, e de repente, tudo para.
Uma tristeza se abate, olho pra aquela fila lá fora, vejo todos aqueles brinquedos e já não sei mais se um simples "bate-bate" ou uma "roda-gigante" já me atraem, se me dão a mesma sensação de poder tudo como sinto aqui.
Me levanto, olho a fila, e volto a escolher outro lugar, quero mais, denovo! Uma outra pessoa ao meu lado, sorrio, olho pra ela me perguntando o que teremos nesse novo passeio, e mesmo sabendo que o trajeto é o mesmo, as emoções são completamente diferentes. E vamos nós...
Mas depois de tantas voltas, sinto que a diversão fica mais por conta do meu ego, que suga minha adrenalina e a sensação de poder; já não sinto mais tanta graça, já me cansa demais, meu coração já não aguenta de tanta força pra sustentar tudo isso, minha cabeça não sabe mais o que pensar, em que lugar sentar, quem mais eu vou ver nessas tantas voltas. Quero descer, mas depois de uma volta no parque, sinto que ela me chama, mas a verdade é que sinto saudade dos brinquedos mais calmos, sinto a falta de me divertir com o simples, sem nada mais sofisticado e complicado.
E agora? Estou perdido no parque...

terça-feira, janeiro 24, 2006

Cobranças!

-Tô Mais ou menos.
-Mais ou menos? Como assim mais ou menos?
-Ué, não pode não? Eu não sou de ferro! Era tudo que eu queria ser nessa hora...
-Mas tem que ser! Estamos falando do André Souza, 25, amigo, companheiro, um bom ouvido e ombros, bom irmão e bom filho, um respeitado funcionário de uma empresa multinacional, tem até sua mesa, seu ramal! Você é um doce, um "casadinho", inteligente, simpático, escreve bem, tem até muitos fãs no orkut!
-Ok, ok, falando assim, eu até me sinto bem. O problema é quando olho no espelho, e tento ver lá dentro... não tô me achando!
-Ah, se vira, dá seu jeito! Você tem que estar bem.
-TENHO QUE ESTAR BEM? Chega! Não aguento mais cobrança, não dá mais. Porquê eu tenho que ser assim? porquê não posso ter problemas? porquê tenho que estar 100%, 100% das vezes? Ninguém é assim, porquê essa cisma comigo? porquê tanta cobrança?
-Ah, deixou que isso acontecesse, agora fica com a auto-estima em baixa por problemas normais do dia-a-dia, se cobrando ser o Super-Homem.
-É minha mesmo né?
-um-hum.
-Que saco. E agora? como eu desfaço isso?
-Ué? Você tá se cobrando? pára de se cobrar! Bota na cabeça que você é normal, e como todo mundo erra né?
-Não é fácil, pra quem passou tanto tempo se cobrando tanto, mas eu vou tentar. Aliás, já estou bem melhor.
-Eu sei como não é fácil ser você.
-Nós sabemos como é ser.

domingo, janeiro 22, 2006

Em guarda!

"Choose your battles"
Uma amiga minha sempre me dizia essa frase, que hoje eu entendo o quanto ela tem valor. Por melhor cavaleiro que fosse, minha espada e armadura sofrem desgaste, se quebram e vão me deixar indefesos pra continuar.
Hoje, exausto de tantas causas que tomei sem tem uma importância necessária pra lutar, estou aprendendo a reavaliar o valor de cada questão que cruza meu caminho.
Pessoas, causas, motivos, questões, dúvidas, assuntos: tudo isso tem uma escala de prioridade, de valor, da qual eu só tomarei como meus os valores que realmente importam mais, deixando todo o resto de lado.
Não menosprezo as causas menores, ou não acho que sou mais que elas, mas como diz uma frase que aprendi com a minha mãe:
"Eu não quero ter razão, eu quero ser feliz"

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Auréola pro lixo

Chega. Hoje foi a gota d'água, com essa vida de anjo.
Anjo só se fode, porque todo mundo acha que o anjo sempre se safa, sempre dá um jeito de aguentar, e o egoísmo foi me mantando aos poucos, e hoje, eu desisto da profissão de anjo.
Sei que não é fácil abdicar disso, sei que o tempo vai ser meu maior aliado, mas não tem como fazer que isso desapareça de um dia pro outro. A culpa não é de uma única pessoa, minha carta de demissão tem um pouquinho de todo mundo que usou e abusou da fé que eu posso me curar sozinho, me fuder sozinho, cair e não precisar de ajuda pra levantar. Vamos todos agora cuidar das nossas vidas, inclusive eu.
Sempre me pus à disposição desse meu emprego, e como muitos, me tomou demais da minha vida, que agora precisa de algumas alegrias sem ser a do próximo. Eu quero o que eu tenho direito, quero o que é meu, e porquê não ser egoísta e querer o que pode ser só meu?
Não vou acordar amanhã completamente diferente, mas a partir de hoje, quem manda é a mente, o coração agora só opina.
Guardo o melhor da minha essência pra quando precisar, pra quem for de direito, e como vou saber? meu grande amigo, o tempo, vai mostrar.

Eu me odeio.

Hoje, posso dizer que quem me amava incondicionalmente, com exceção da minha mãe, se foi, e abro meu coração pra dizer que sinto falta de como era tratado, independente desse meu jeito.
Me colocaram aqui em cima, desse lugar alto e não consigo descer. Vejo todo mundo lá em baixo, elas me vêem aqui em cima, mas eu não consigo ter contato com elas, e elas pensam que meu lugar é aqui, mas não acho que sozinho seja meu destino aqui no alto.
Ganhei troféus, medalhas, flores, honras, me disseram que sou muito legal, quase perfeito, que entendo tudo, que sou simpático, que eu mereço o melhor do mundo, só tem um problema: eu não conheço nada que seja do jeito que as pessoas dizem que eu mereço, só conheço pessoas normais, como eu.
Sou só mais um, tenho uma porrada de defeitos, não sou diferente de ninguém, e como sendo um reles mortal, só quero meu lugar no sol, mas tudo que os meus fazem é achar que o sol talvez seja prejudicial demais pra mim. Merda!
Nem todos os elogios do mundo hoje vão mudar isso. Ninguém vai me fazer, ao menos hoje, não desejar ser outra pessoa, ter um outro jeito, dizer coisas completamente diferentes...
Hoje, eu vejo que talvez eu tenha compreendido demais as pessoas, mas parece que me expressei mal, ou não fui correspondido nessa arte de entender. Hoje, eu não tenho como agradecer por tudo que ouvi, porque todas as palavras que a mim foram atribuídas, independente delas caberem um guardanapo ou num enorme livro, não me deram um simples pedido num momento oportuno.
Talvez, alguém aqui no alto me veja como eu sou, entenda o que eu preciso, e veja que não vai me doer tanto assim arriscar um pouco.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Baile de fantasias

Cada dia que passa, a impressão fica mais forte, e a um ponto está de virar uma convicção de que vivo num baile de máscaras.
Olho as pessoas ao meu redor, e vejo seus rostos adornados, coloridos, enfeitados, lindos sorrisos, belos olhos, cantos de boca, cordialiade, e tudo que elas queiram parecer.
E quem são as pessoas por baixo das máscaras? não sabemos. Nos restam 2 opções:
Podemos nos aproximar, e com delicadeza, receber o direito de conhecer aquela personagem por trás de tudo aquilo, ver realmente quem são as pessoas, ver defeitos, qualidades, aprender a lidar com elas, não gostar de sua compania, mas saber de verdade quem são.
Ou também podemos fantasiar quem são, ouvir os murmurinhos que correm pelo salão, as fofocas, os comentários, deixar nossa criatividade fluir, que cria pessoas boas e ruins ao mesmo tempo, e nos deixa na cruel dúvida de escolher que lado damos ao caráter de nossa vítima. Podemos errar e muito, mas o que parece é que as pessoas não querem se dar ao trabalho da intimidade, do conhecer, da descoberta.
Acredito que existam milhares de razões, principalmente porque estas são individuais, mas a que mais me incomoda é a questão do "senso-comum".
Senso comum pro inferno!
Este aí é o maior inimigo da individualidade, do eu de cada um, da diversificação das coisas.
Estamos tão preocupados em parecer como todos que esquecemos que uma das maiores características do ser humano é a individualidade. Somos capazes de optar, numa fila de banco, o mesmo caixa mesmo vendo milhares vazios, porque não queremos ser diferentes, temos medo dos dedos nos apontando, dos cochichos, dos comentários. Não compramos as roupas que temos vontade, mas sim aquelas que todos tem. Somos iguais. O que houve?
"O que será do azul, porque todos gostam do verde!?"
Eu adaptei esta frase para com a minha preocupação no futuro, principalmente com essa falta de interesse do ser humano de buscar a sua e a individualidade alheia. Me desculpe os termos, mas falando de algo tão babaca, eu digo foda-se o todo mundo, cada um é cada um.
Deixemos de lado o que os outros pensam de nós, deixemos também a vontade de ser o que eles nos pensam!
E o que será do baile de máscaras, com todo aquele encanto, porque não falta muito pra que todos usemos as mesmas fantasias.

M.D.P, é pra você.

Ganhei o dia!

Sabe aquela pessoa que você recorre em todas as horas que não sabe mais o que fazer, e mesmo que esta mesma pessoa também não saiba o que você deve fazer, ou mesmo que nunca tenha passado pelo problema que você apresenta, ela acaba resolvendo, talvez não o problema, mas dá um jeito de motivar você a encarar de frente, e claro, depois contar como foi.
Quais são os poderes de uma pessoa dessa? Amor, carisma, carinho, um sorriso, muitas risadas, muitas palavras, sarcasmo na dose certa, e no final, as palavras que você precisa ouvir, mesmo que sejam duras.
Essa pessoa não precisa ser mais velha, ter o mesmo sexo, ter escolhido a mesma carreira, morar no mesmo bairro, te ver todos os dias, ter tido a vida do Indiana Jones ou muito menos James Bond: basta gostar de você e querer seu bem, mesmo que como você, ela erre mas você sabe que vai estar do seu lado quando cair.
Eu escrevo esse texto em homenagem a uma das minhas ídolas, a voz do além que fala dentro do meu coração, que me escreve um simples e-mail, que se torna um prêmio, um troféu, um testamendo do coração que eu levo pro resto da minha vida.
Tenho a sorte de ter na vida muitas pessoas queridas ao meu redor, mas hoje, o dia é dela, porque ela fez do meu, com o simples e-mail de resposta, o melhor de todos de todos que eu conheço! Me torna alguém capaz de abrir esta janela do meu prédio, e me jogar ao ponto de acreditar que além de nada me acontecer, eu posso voar.

Daysinha, te amo!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

A prova da vida!

A vida é um grande vestibular, que te prende a atenção, te faz rezar pra ter feito tudo certo e poder desfrutar o melhor resultado. Mas não pense nela como uma prova de ontem, hoje ou amanhã: é uma prova de todos os dias, em que acertamos ou erramos, e em alguns casos, vamos morrer sem saber se acertamos nas nossas escolhas.
E cada escolha vale um ponto, mas esqueça uma pontuação comparativa: pontos no critério alegria, felicidade, pontos do coração, porque ninguém é feliz porque é mais ou menos que os outros; a felicidade é absoluta, e não relativa.
Nossas questões não tem padrão, não são divididas por assunto, não tem hora certa pra começar e terminar, e muito menos uma quantidade de opções previamente definidas. A cada minuto você pode se deparar com uma bem fácil de resolver, que te dá muitas opções, ou também estar face a face com um simples "sim" ou "não".
E como respondê-las? Não há livros que ensinam a vida, ou cursinhos intensivos que te fazem vivê-la mais rápido do que você deva viver; viva, lembre das questões que já respondeu até hoje, use seus conhecimentos passados caso tenha tido sucesso, ou arrisque novas respostas e veja no que dá: cada um faz a sua, não dá pra colar.
Bem, a minha prova eu ando fazendo, mas ultimamente passei por umas questões difíceis de responder. Olhei, cocei a cabeça...
Uni-duni-tê, salamê minguê...
A, B, C, D, E...
Sabe quando a gente tem que escolher uma resposta e torcer pra dar certo? Pois é...
Letra B!
Tô acertando até agora, mas a prova é longa, dura a vida toda. Vamos ver no que dá.

À moda antiga

"Tô liberado."
Sempre fomos criticados no mundo feminino por nossa insensibilidade, principalmente por tratá-las como objetos, até na forma de nos referirmos.
É, as coisas mudaram e muito! Começaram queimando soutiens (ou sutiãs) e agora nos tratam como objeto de escambo, simples produtos de diversão, sexo e satisfação. Ok, talvez como algo a mais, mas são raras as exceções.
A verdade é que muitas delas, que antes nos criticavam, aprenderam um novo termo para o que antes chamavam de errado: "divertido".
Porquê o errado agora é divertido? Se resolver perguntar aos que já conheciam a graça no proibido não vão encontrar respostas; eu passei meu almoço inteiro pensando e não cheguei a conclusão nenhuma, e Freud tentou explicar com egos, psiques e tudo mais, mas a mim não convenceu.
Há pouco tempo atrás, até escrevi sobre o quão estar na pele de alguém é difícil se você não viveu o problema, e o que aprendi nessa minha linha torta da vida foi a entender o que levaram as pessoas que passaram pela minha vida a pecar com a minha pessoa.
Mas como tudo na vida tem dois lados, levar essa minha vida de pecados não é exceção: gostei tanto, que até tenho uma diabinha particular...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Coisa de pele

Uma das verdades que andei pensando é que vou morrer sendo julgado pelos meus atos, sejam eles bons ou ruins. Ainda não aceito isso com muita tranquilidade não, mas é inevitável, e acho até que na maioria dos vereditos não são justos.
E sabe porquê penso isso?
Só e somente eu, mais ninguém, sei com 100% de precisão a sucessão dos fatos, e até como ator principal, talvez não consiga encontrar palavras pra descrever o que vivi. Sendo assim, como você ou qualquer outra pessoa possa entender?
Ok, "ponha-se no lugar do outro" você diz.
É onde começa o problema: ponha-se no meu lugar, veja o que eu vi, sinta o que havia no ar, ouça as pessoas falando com você, e dê seu voto. É tão simples como dizer a alguém "sinta-se apaixonado", e esperar que um cérebro tente imitar um sentimento que pertence ao coração e, falando de coração e principalmente amor, não existe definição como num livro de ciências do colégio. Fácil não?
Não, não é.
Justo? muito menos.
Sei que já escrevi isso antes, mas digo novamente: erros não são justificáveis, são entendíveis.
Normas, legislações, leis, regras, metodologias são livros: muitas folhas de papel agrupadas pra nos dizer como fazer.
Nós temos coração, os livros não.

Loucura, loucura, loucura!

Tudo que eu sei é que eu já não sei de mais nada.
Sabe quando você procura, procura, procura e não acha? "É tão pouco que eu peço" você pensa, mas mesmo assim parece não fazer diferença. Procura mais um pouco, vê aqui e ali, mas muito pouco, até que existe uma chance, uma possibilidade mínima, mas que alimenta um pouco da sua esperança? Agora sim! talvez dê em alguma coisa...
Ledo engano.
Quer saber? que se dane! Já não quero saber de mais nada, tô bem assim, deixa pra lá! Pronto, resolvido!
Mas aí,
de onde você menos espera, surge do além e você, que já não queria, se acostumou com a idéia, desfruta como se fosse a última fruta do paraíso, mesmo sabendo que além de expulso de lá você ainda paga multa.
Maravilha!
Mas...
Lembra quando você chutou o balde? já não queria mais? pois é, agora você tem. Lá vai a pergunta de 1 milhão de euros:
E agora??
Você defronta as opções, olha, pensa, compara, raciocina, sente, coça a cabeça...
E?
Quer saber a resposta?
Pois é, eu também.

Vida!

O que fazer com ela?
Não tem nada mais sóbrio, enxuto e sucinto pra mim quando alguém me pergunta "E a vida?"
VIVA!
"Simple as that" como costumam brincar as pessoas do meu trabalho. Mas existe uma preocupação que pode trazer muitos porquês e complicar demais, e tornar uma simples palavra um manual, daqueles que ninguém tem saco de ler: o medo de errar.
Agora vejamos por outro aspecto, talvez filosófico até demais, mas importante ao meu ver para compreender que não é necessário tanto medo assim:
O erro é uma das maiores dádivas de viver, uma das maiores tarefas e desafios, o que dá a vida a graça que precisa.
Aí você pergunta "Como assim?"
Estranho não? Todo mundo quer ter tudo bem resolvido em todos os aspectos, sem problemas nenhum, ter amigos, família, amores, saúde, dinheiro, mas... onde entra o erro nisso?
Explico:
Quando sabemos que acertamos? depois de errarmos.
Como aprendemos a dar valor às coisas boas da vida? depois de vivenciar as erradas.
Esquecemos de quando éramos crianças, que a vida nos mostrou quando tirar as rodinhas da bicicleta nova e aprender a dor da queda, e ainda assim até hoje não esquecemos de como fazê-lo, sem o menor receio.
Não incentivo o erro, mas sei reconhecer o quanto eles foram responsáveis pelo meu crescimento como pessoa, e o quão feliz sou hoje, por saber que tenho tudo que preciso pra isso. O que vier é lucro.

Ah, verdade...

Como minha mãe me ensinou: "Verdade demais é falta de educação",. e é uma coisa que eu acredito fielmente.
Nem eu, nem você e nem ninguém está preparado pra ouvir que é gordo, ou que ronca, ou que fala o que ninguém quer ouvir; além de não estarmos preparados, não queremos ouvir, por mais que nos digam a mais pura e sincera verdade.
Ao longo de muitos e muitos séculos, fomos ensinados a viver das aparências, do que é agradável e de mascarar as coisas de como elas realmente são, e ponto final. Sabe quando você tem certeza que aquela pessoa fala mal de você, de um defeito que você está farto de tanto saber que é seu e ninguém tasca, mas não quer ouvir isso de outra pessoa, porque ele é só seu, e ninguém precisa saber? Pois é...
Erramos e somos todos humanos, e nossos erros não nos tornam piores ou melhores que os outros, mas um vilão chamado EGO, também conhecido como "o diabinho do ombro", nos torna o mais injustiçado de todos os seres vivos desse planeta, mas a verdade é: todos passamos por isso, e diferente da lingua portuguesa, não existe exceção.
Tentar nos equivaler pelos nossos problemas não nos torna iguais, melhores ou piores: a verdade está em como lidamos com eles, como choramos, sofremos, rimos, fingimos que não ligamos, sofremos horrores... só nos torna iguais, do mesmo jeito, sem tirar nem por.
Essa eu aprendi com a vida, e não com a minha mãe:
"Arrependa-se das coisas que não fez, afinal, a vida é uma só".
Sabe porquê?
Porque eu tô de saco cheio de tantos anos que deixei de fazer tantas coisas que eu tenho certeza que foram erradas, mas até hoje, vivendo a vida "certinha", fico me imaginando como teria sido errar...

terça-feira, janeiro 10, 2006

Procura-se

Engraçado... a verdade era, há algum tempo atrás, que toda mulher sempre procurou um príncipe num cavalo branco, que a levasse embora, deixando pra trás tudo de ruim, e trazendo consigo no cavalo o final feliz que toda novela digna de horário nobre tem.
As coisas mudaram.
Lembro de hoje na hora do almoço, com um amigo meu, me dizendo que tudo que ele precisava era de uma mulher, daquelas que te faz perder a cabeça com tudo, que faz todo o resto na vida parecer segundo plano.
E aí que me deparei com uma verdade do mundo moderno, de direitos iguais: agora somos nós que procuramos as princesas encantadas, as nossas heroínas!
Mas diferente de nós, que precisávamos de cavalos, roupas antigas e um buquê de rosas, as nossas heroínas são bem diferentes:
Vão do terninho ao vestidinho florido, do salto alto à sandalinha, com ou sem óculos e aparelho, sem discriminação. Eu particularmente procuro companheirismo, daqueles que não discrimina lugar nem hora, que tá sempre lá do lado: não tem coisa mais importante. Ou será que elas pensam que nós não temos sonhos?
E por falar nos heróis, você deve estar se perguntanto: "O que houve com eles?"
Deixaram seus cavalos de lado, jogaram fora o buquê de rosas, entraram pra academia e agora são os gostosões com cara de mal e barba pra fazer, de barriguinha de tanquinho das fotos nuas em preto e branco que circulam pelos emails da mulherada.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Idiotas

Minha vontade é de dizer que definitivamente o ser humano é idiota, um completo idiota. Mas me reprimo, me acho intolerante demais pra dizer tanto, e concluo apenas que somos muito estranhos, às vezes parecendo sem a menor noção das coisas.
Fiquei completamente perplexo ao ver pessoas se esgueirando em minúsculas marquises, fugindo da chuva!
Chuva!
Sabe o que é chuva? É água, que molha a o tecido da roupa, que vai pra máquina, e depois de seca, é só passar e usar de novo. Não tenho a menor intenção de menosprezar ou desrespeitar a mãe natureza, mas eu adoro a chuva, e odeio guarda-chuva!
Perdi a conta de quantas vezes dispensei a carona de um guarda-chuva pra poder sentir a grandiosidade dessa mãe natureza, que a ciência cria palavras pra explicar, mas que um simples "maravilhoso" resume tudo; adoro caminhar pela chuva, ouvir música do meu diskman e pensar na vida, observar as coisas, refletir, e vendo na água que cai a simplicidade das coisas.
A chuva, como tudo, tem seu lado destrutivo, devastador, assustador; mas na história do nosso mundo, a mãe dela é vítima, que só cumpre o papel dela.
Me deixa pasmo ver o ser humano temer coisas tão simples, e fazer coisas tão ruins; eles esquecem, mas diante do poder da mãe natureza, somos todos iguais, independendo de que lado da guerra entre o bem e o mal estamos.