Uma das verdades que andei pensando é que vou morrer sendo julgado pelos meus atos, sejam eles bons ou ruins. Ainda não aceito isso com muita tranquilidade não, mas é inevitável, e acho até que na maioria dos vereditos não são justos.
E sabe porquê penso isso?
Só e somente eu, mais ninguém, sei com 100% de precisão a sucessão dos fatos, e até como ator principal, talvez não consiga encontrar palavras pra descrever o que vivi. Sendo assim, como você ou qualquer outra pessoa possa entender?
Ok, "ponha-se no lugar do outro" você diz.
É onde começa o problema: ponha-se no meu lugar, veja o que eu vi, sinta o que havia no ar, ouça as pessoas falando com você, e dê seu voto. É tão simples como dizer a alguém "sinta-se apaixonado", e esperar que um cérebro tente imitar um sentimento que pertence ao coração e, falando de coração e principalmente amor, não existe definição como num livro de ciências do colégio. Fácil não?
Não, não é.
Justo? muito menos.
Sei que já escrevi isso antes, mas digo novamente: erros não são justificáveis, são entendíveis.
Normas, legislações, leis, regras, metodologias são livros: muitas folhas de papel agrupadas pra nos dizer como fazer.
Nós temos coração, os livros não.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
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