Hoje, indo almoçar, pensei numa tese, lembrando de uma pessoa muito especial.
"A individualidade é uma das bases de qualquer relacionamento".
Todo mundo pensa em relacionamento como algo mútuo, em que duas partes participam, de comum acordo. E como duas pessoas combinam com individualidade?
Vou explicar, mas como eu adoro usar analogias, lá vai:
Imagine você morando num bairro lindo, numa rua sem saída, com um quintal enorme, de gramado e flores, a duras penas cultivado e...
Seu vizinho jogando bola nele, junto com a galera do churrasco que ele faz numa bela tarde de sábado, sem nem ter te chamado.
"Passa a bola!", "Tô livre na esquerda", e lá se vão as flores, o caminho de pedras e a grama então, nem se fala. Pois é, e o infeliz não sabe que aquele não é o quintal dele? Ah, você sempre foi civilizado, sempre respeitou a calçada, sempre evitou que suas visitas não parassem o carro na calçada dele, vai que ele chega com visitas, certo? Filho da puta.
Deu pra entender o porquê agora?
A individualidade é o pleno conhecimento de quem somos, do quê somos, do que temos e não temos. Precisamos disso, antes de mais nada, para cuidar do que é nosso, e depois, para que saibamos respeitar o espaço alheio. Sabemos bem como é o nosso quintal, como estão dispostas as pedras do caminho até a porta da frente, quais as cores das flores, que horas molhamos a grama. Até que você conhece alguém que passa a frequentar sua casa, seu quintal, seu espaço. Depois de algum tempo, terminado ou não esse relacionamento, é necessário ter aquele conhecimento, porque precisamos saber como estão as coisas; alguns retoques bobos, umas pequenas flores pra plantar, ou talvez até a necessidade de trocar toda a grama. Enquanto isso, nada de visitas, até que tudo fique como a gente gosta, porque talvez seu vizinho possa piorar ainda mais o que o outro conseguiu destruir.
Certo Nati?
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário