segunda-feira, julho 24, 2006

Duelo de titãs

Coração: Vai, luta! corre atrás
Razão: Cuidado...
Eu: Cuidado?
Coração: Ah, esquece esse velho rabugento! a vida é curta, você pode se arrepender...
Razão: Exato, pode se arrepender de fazer! e aí, já era!
Eu: Bem, melhor se arrepender de fazer do que de não fazer né?
Coração: Também acho!
Razão: A não ser que...
Coração: A não ser o quê??
Eu: É, o quê?
Razão: A não ser que esteja se precipitando.
Eu: Hmmm, será que não é hora?
Coração: Mas e se deixar passar e não tiver mais oportunidade?
Razão: Ô drama...
Coração: DRAMA!?
Razão: É, até parece que ele nunca deixou nada pra depois...
Eu: hmmm, é verdade.
Coração: E isso é motivo pra deixar de fazer agora?
Eu: É, boa hora pra mudar, certo?
Razão: É, mas cuidado com o que vai falar
Coração: Ah é, olha que disso eu entendo
Eu: Só quero expressar meus sentimentos
Razão: O que ainda não lhe dá o direito de magoar os dela.
Eu: Mas eu só ia dizer que... ah, quer saber? esquece.
Razão: Desistiu?
Coração: É, desistiu?
Eu: É, cansei.
Razão: Tem certeza?
Coração: Vai resistir?
Eu: Ah, vai saber...

Sol

Todos somos astros no universo da vida.
E como astro, precisamos de itens básicos para garantir a vida dentro da nossa atmosfera, e um dos itens fundamentais desta lista de muitos é luz e calor.
Pois eu tenho um sol, um daqueles bem amarelos, com um sorriso que só na nossa infância existia, que me aquece de uma forma boa, e me dá luz com todo aquele brilho lindo, que nenhuma outra galáxia conhece.
Mas sofro do porém de não ter uma lua, porque eu como um jovem astro inocente venho de muito tempo pensano apenas no sol, sem nunca ter me indagado a importância das luas, que alguns dos que me cercam tem, e alguns deles tem várias.
E ao prestar atenção nos meus dias e nas minhas horas, percebi que o sol não está tanto tempo assim comigo; que ele vem e mostra sua intensidade, mas não tem uma constância, e o que é isso para um astro? Uma atmosfera fria, gelada, inabitável.
Mas a lua tá sempre lá, todas as horas do dia, e isso é algo que na minha órbita é importante: a constância de poder contar com aquele brilho, que mexe com as minhas marés, que ilumina o canto frio da noite, o brilho romântico dos poetas.
Eu adoraria poder pedir a reestruturação do meu sistema, e querer que meu sol estivesse pertinho como minha lua, mas ocupar o lugar do sol parece ser de uma importância fundamental pra ele.

quinta-feira, julho 20, 2006

Amigos

Não é a primeira e nem vai ser a última vez que escrevo em homenagem a vocês.
Digo e repito que, depois da minha família, vocês foram o maior presente que a vida me deu, e que as lições que aprendo com vocês são tudo que eu tenho de verdade, assim como todos os momentos, sejam eles bons ou ruins.
Conviver é um dos maiores e mais difíceis aprendizados que temos na vida, e a prova mais fácil de perceber isso é que todos os anos que vivemos com nossas famílias não é suficiente para que continuem havendo alguns atritos, discórdias em alguns pontos, discussões bobas; mas tudo isso se supera no amor que existe para com aqueles que consideramos importantes.
E por isso que a amizade deve ser valorizada: encaramos todos os encargos e embargos do convívio com alguém sem a menor obrigação, pura e simplesmente porque enxergamos naquela pessoa um traço de nós, e muitos outros bem diferentes que nos encantam, que nos encorajam, que nos trazem um pouquinho mais da felicidade que todo mundo deseja.
Pra vocês, meus amigos, eu desejo tudo de bom e do melhor que a vida pode dar a cada um, porque me aturar também não é mole né?

E pra você, meu grande amigo Eric, eu penso que os aplausos que vi no dia que se foi deveriam se repetir todos os dias, assim como olhar pra aquela nossa foto todos os dias me mostra o quão orgulho sinto de ter sido seu amigo enquanto esteve aqui, e que esteja onde estiver, sinto sua falta.

Feliz dia da amizade.