quarta-feira, dezembro 28, 2005

Amigos!

Definitivamente, a maior lição da vida é nos ensinar a fazer amigos. Não são como parentes, que nascem da sua família, e você aceita como condição de ter nascido, mas são pessoa que você conhece pelo meio do seu caminho, e que se identificam no mesmo objetivo, ou em algo em comum, mas que estarão sempre ao seu lado, pro que der e vier, independente de onde vieram e para onde vão.
Passei o dia de hoje escrevendo muitas mensagens aos amigos, mas ainda assim não consegui escrever para todos. E para eles, compensa toda a criatividade, esforço, tempo, e tudo mais envolvido para que pudesse lembrar a cada um deles que são importantes na minha vida, cada um de um jeito, do seu modo e não importando quem chegou primeiro: eu amo todos vocês.
Adorei suas mensagens de volta! Vocês são o tesouro que a vida me deu, e são a mais valiosa e preciosa recompensa de todo esse tempo.
Amo vocês! Feliz 2006!!!

terça-feira, dezembro 27, 2005

Tô de volta!

A vida de circo é uma vida de mudanças, vai pra cá e pra lá, desarruma e estende lona, monta camarim, uma série de preparativos.
E nesse tempo de mudanças, esse palhaço aqui andou pensando na vida, com todo esse tempo vago antes que o espetáculo de 2006 comece, pra que aquele sorriso acompanhado da gargalhada em volume alto e incontido - que é a fonte de alegria e sustento do coração do palhaço - possa voltar à toda.

Um trecho de Pedro Mariano, na canção "De repente", diz o seguinte:

"Não há nada a perder, não há nada a ganhar, a não ser o prazer de ser o mesmo mas mudar;
Não há nada só bom, nem ninguém é só mau, se o início e o final de nós todos é um só."


E refletindo na vida, sem maquiagem nem peruca, olhando pro meu eu lá dentro do espelho, encarei e tentei perguntar o porquê da tristeza que me abateu por todo esse tempo. E nada de resposta.
A vida é um mistério divino, um segredo guardado a sete chaves, algo que nem ao mais puro dos corações é entregue, e sabe porquê? Porque cada um tem sua palavra-cruzada, seu quebra-cabeça, ou seu desafio que não importa o nome: é uma lição que cada um precisa superar, precisa aprender a lidar com todas as facetas, superar, mesmo tendo a certeza que nem sempre sairemos vencedores ou nem mesmo a certeza da melhor resposta às perguntas.
E voltando pro espelho, eu vi um alguém, que muito mais do que todo aquele colorido que se vê por fora; e não deixando, mas pondo minha vista de lado ao meu próprio reflexo, eu vi uma vida feliz, mesmo que carregada de momentos não explicáveis.
E que se abram as cortinas, porque o palhaço tá de branco, esperando os fogos chegarem, e desejando a todos um feliz 2006!

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Faltando...

Completamente sem sono, por incrível que pareça e pela hora que fui dormir ontem, acordei. Nada, nem sequer um vestígio de álcool, nem uma dor de cabeça, mas o que mais me incomodou foi a ausência de qualquer emoção, sentimendo ou pensamento na minha cabeça e coração.
Lembro de uma frase do meu pai, um dos responsáveis pela herança genética do genio bobo que tenho, que dizia alguém chato quando "dormia fora da geladeia"; fazendo uma pequena adaptação à ela, parece é que fiquei por demais na geladeira, e tudo aqui dentro de repente parou há algum tempo, e eu não tenho nem sequer um fósforo pra acender, um isqueiro pra esquentar, quem dirá uma vela.
Parece repetitivo e maçante ficar escrevendo desse meu vazio incessantemente, algo triste e chato, sem graça, que não adiciona nada a ninguém; agora tente imaginar sentir tudo isso, sem nem ao menos saber porquê.
É como se algo tivesse faltando, uma pequena peça do quebra-cabeça que ninguém sabe qual é, aliás, uma peça que ninguém sabe nem se existe, porque o vazio não tem marca, forma ou padrão; a verdade é que a peça que falta é descobrir que não me falta nada, ou ao menos saber, sentir esta certeza. Ainda não tenho a convicção de que posso ter tudo no mundo, mas hoje sei que tenho um pouco de tudo que uma pessoa precisa pra ser, não só feliz, mas muito feliz.

domingo, dezembro 25, 2005

Desculpas

Estou tão insuportavelmente sem paciência e saco com as coisas, que seria extremamente mal-educado ao responder nesse momento uma pergunta do tipo "por quê?".
Realmente não consigo entender a origem de tão mal comportamento, mas o que ninguém além de mim sabe é que essas semanas tem sido de completa provação do meu autocontrole; aprendi que em vez de uma resposta mal-criada, eu posso guardar pra mim e no máximo transparecer uma cara de puto, mas com meu próprio comportamento acompanhado de um medo lá de dentro que crio ao imaginar que meu lado mais frio possa me tomar por completo.
Pra escolher algo pra ouvir enquanto escrevo foi uma tortura, como se a voz alegre de cada pessoa que cantava entre minhas escolhas me agredisse com tanta alegria.
Como posso gostar, ou ao menos ter carinho com os meus próximos sem nem ao menos me tolerar? Mas esse desafio eu tenho superado, na forma evasiva de sair de um ambiente que me irrita, ou simplesmente não responder a um comentário sarcástico, ou até fazer uma carranca, porque cara feia é pouco, mas ainda assim sem perder o controle, e responder calmamente um "não quero falar agora".
Não está em livro nenhum, em nenhuma lição de moral de qualquer filme que passe na tv a cabo, ou principalmente em algum conselho amigo do fundo de um coração amável: está em mim a resposta pra este comportamento, mas talvez por ter chegado a uma fase de resolver tantas coisas pendentes, de explorar lados não conhecidos como diz meu horóscopo de hoje, e até de tentar mudar coisas que não gosto e não gostar de coisas que estão mudando.
Aos meus familiares eu só tenho a agradecer por toda a paciência, até quando ela durar, por tudo mesmo. Amo estes únicos dois próximos que me acompanham dia a dia e conhecem minhas caras de longe e já possuem armadura de tanto coice e pontapé.
Aos amigos próximos eu agradeço, mas graças à educação dada pela minha querida mãe, é possível que não tenha transparecido tanto, mas como diz Seu Jorge na canção "Chatterton": "e eu, PUTA QUE PARIUUUUU, não vou nada bem..."
Aos de fora, que são apenas colegas, que tenham opiniões que queiram, que pensem o que quiserem, que ajam como acham que tem que agir, porque isso é direito de todo mundo; só peço desculpas por magoar alguém que não é de direito com meus problemas.
E Feliz natal pra todos.

Chocolate!

Acordo no susto em casa, olho pro relógio e vejo 6, na janela o tempo escuro e o susto aumenta, penso que acabou o dia, minha razão acorda pra vida e vejo que na verdade são só 6 da manhã!
E no susto, as palavras me invadem sem pedir licença nem por favor, e todo o texto brota na minha mente, as palavras emboladas, tudo completamente bagunçado, mas as vejo, ouço as idéias, vou juntando uma na outra, "cadê meu caderno porque preciso escrever", as palavras que preciso pra juntar todas as idéias vem de livre e espontânea vontade, como quem se doa pra participar de algo bonito no final.
"Não adianta vir com guaraná pra mim..." é a música que vem na minha cabeça e me faz rir como um bobo que sou; nessa hora, ninguém mais que minha musa marisa cantando me lembrando dela, a bendita curiosidade do meu coração, e digo bentida porque não posso ter certeza, mas tenho fé de que essa curiosidade pode render bons frutos, ou doces...
E da lembrança me vem que o nome é novo pra mim, mas este apelido já passou na minha vida através de uma outra gata que caiu de pára-quedas na minha vida, tanto quanto essa; a de antes deixou boas lembranças, mas o lado antisocial, antipático e escandaloso se sobresairam e me fizeram acabar com a nossa história, afinal de contas, ninguém merecia ela querendo miar a madrugada inteira, parecendo estar no cio todos os santos dias. Falei antes da bendita curiosidade, mas tá percebendo que além disso ele é fantasioso e teimoso? Porque dessa vez eu acho que pode ser melhor...
Dizer não saber a razão de tanto interesse e curiosidade que tenho é não acreditar que o pouco tempo que conheço ela não seja suficiente pra ter despertado este "encantamento", este querer saber mais, beliscar um pedacinho maior dessa tentação de doce.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Questionamento

Estava eu hoje no metrô prestando a atenção na conversa de duas pessoas, que se chamar de "humildes" soa arrogante, mas se chamá-las de "pobres" parece discriminativo. Enfim, além da conversa, reparava no modo de se comportar, na forma de agir, e instintivamente, o que o ser humano faz, incluindo a mim pois faço parte dessa raça, é criticar.
Ultimamente, tenho tentado deixar essa palavra de lado, do uso ao comportamento referente a ela, e em troca, estou praticando muito mais uma outra interessante: questionar. Acredito que entendendo os porquês consigamos respeitar, ou até perdoar, o próximo. Entenda: não acho que tudo seja justificável, mas entendível, e assim, perdoável.
"Por favor, obrigado e desculpe" são 3 palavras fundamentais da grandiosa educação que minha mãe me ensinou, e sou eternamente grato a ela pois hoje não tenho queixas em relação à forma que me porto ao mundo. Realmente, são coisas fundamentais... são? porquê? Porque ela me ensinou. Se alguém me esbarra na rua, nem me olha e sai andando, é tão rápido como um raio a idéia do ultraje que este ser mal-educado acaba de cometer; logo em seguida, dependendo do quão absurdo possa nos ser, vem as palavras do vocabulário que mãe nenhuma ensina, mas fazemos questão de usar.
O aprendizado que tenho praticado é me perguntar se essa pessoa teve, não o conhecimento do quão importante o "desculpe" tem pra mim naquela hora, mas qualquer conhecimento sobre uma forma amigável de viver em sociedade, do quão importante é sentir pelo próximo algo que não queiramos sentir. As pessoas não se questionam isso; "não me importa, não é problema meu" é a mais célebre das frases. Quem quer saber se a pessoa não recebeu educação pra saber a finalidade de um simples "por favor", as pessoas acham que elas tem que saber! Aliás, simplesmente dizer um "não me importa" é de uma hipocrisia tremenda, pois se realmente não importasse não ouvir "desculpe" depois de um tremendo esbarrão, porquê então se irritar e indignar com tal fato? Com as coisas que eu não me importo, simplesmente passam despercebidas, inócuas.
O ser humano é o mais egoístas dos animais: espera amor usando de incompreensão e indiferença.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Manual

Saindo do restaurante hoje, parei em frente as revistas do jornaleiro enquanto esperava o Rafael pagar seu almoço; ia repassando as capas, procurando coisas interessantes, muitas variedades, cores, fotos, muiros assuntos, até que me deparo com uma matéria de uma revista masculina que trazia um manual de pé-na-bunda: como passar por isso numa boa.
Deu vontade de rir na hora, na exata mesma hora que também achei ridículo! Ah, como se a vida tivesse manual.
"Responda a este simples questionário, some os pontos e veja o que deve fazer:
1 a 5 pontos: Você está melhor, já consegue dormir numa boa, quem sabe já até anda sonhando com aquela vizinha...
6 a 10 pontos: Hmmmm... Já consegue ouvir algo mais animado no diskman, mas aquela trilha sonora da novela das 8 ainda rola e muito...
10 a 15 pontos: É, não tira o papel higiênico da mochila tão cedo garotão..."

Ridículo. Fico aqui me indagando se este talvez fosse um dos motivos pela qual tantas menininhas leram essas revistas de adolescente, que trazem todas as respostas para suas perguntas indelicadas, indecorosas e indescritíveis. Tão fácil seria a vida se alguém pudesse enquadrar nossas experiências num simples questionário, separados por assuntos: andaríamos com um almanaque, uma bíblia do "Como fazer para viver".
A vida nos traz muitas surpresas, isso é tão certo quanto a morte. Cada um tende a um lado da surpresa: A boa ou a ruim? Escolha seu lado.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Experiência

"A experiência transforma o sofrimento em vivência."
A paciência é a maior das virtudes, com certeza. No início, eu reagia instintivamente, sem respirar, como um cão de caça treinado. O tempo passa, aquele incômodo já não é o primeiro, você já ouviu aquilo mais de uma vez, a mesma pessoa sempre com os mesmos problemas, vai ficando mais tranquilo, é quase cotidiano, e reagir daquela forma não deu certo, vou tentar de outro jeito. A vida mostra muita coisa, te coloca do outro lado, agora você é a vítima e no seu lugar tem alguém que fazia aquela cara de quem não tá nem um pouco afim de ouvir; você olha, se irrita, não admite tal tratamento, é um absurdo, falta de compaixão, sujeito babaca. Depois, você lembra que aquele gesto é familiar, não admite em hipótese nenhuma na frente daquele babaca, mas é exatamente como você fazia!
Você volta pro seu papel de ouvinte, o hábito não muda da noite pro dia, mas com certeza existe lá no fundo, emergindo aos poucos, um lado humano que pelo menos esconde a expressão de intolerância, uma brincadeira daqui, um comentário de quem se identifica dali, e vai ficando mais fácil de levar; resolvido o problema, vem uma sensação estranha, uma alegria esquisita, um bem estar de quem acabou de se sentir útil, prestativo, sem nem requerer elogios.
Os dias passam, e quem aprende o valor que tem, seu papel dentro do todo e o quão gratificante é poder ajudar aprende a ver as coisas ruins como experiências, bagagem, portfolio.
Afinal, caímos para aprendermos a nos levantar.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Ela

Pego meu celular na mochila, ou meu despertador, e coloco em cima da mesa, pra que ele me lembre que amanhã começa tudo de novo. Como quem não quer nada, olho com calma, com cuidado e nenhum sinal. Coloco meu rádio do trabalho pra carregar na tomada, e mais uma vez busco algum sinal dela, mas nada.
Me pego pensando nela, no que ela deve estar fazendo, se ela pensou, se ela lembrou, me dá vontade de escrever.
Depois de beber algumas cervejas, todos os medos e dúvidas sobre o poder ou não estar ao lado dela desaparecem, e deixam espaço pra coragem de ligar, de falar, de tentar; mas ainda há um vestígio do medo da diferença dos mundos, do medo dela não gostar do mesmo, de não dar certo como dá, de não ter certeza.
Depois de pensar, maior inimigo do fazer sem pestanejar, prefiro ficar aonde estou e me ajeitar pra domir, e lembrar que amanhã começa tudo de novo.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Amor, paixão

Como bem minha mãe sempre me disse, eu amo o amor e sou apaixonado pela paixão!
Sou apaixonado pela vida, amo tudo que ela tem!
Tem coisa melhor que o amor? do que a paixão?
Todas as alegrias, os sofrimentos, as lições, as decepções, a dúvida, as descobertas...
Ame a paixão, apaixone-se pelo amor!

terça-feira, setembro 20, 2005

Hipocrisia:

substantivo feminino
1 característica do que é hipócrita; falsidade, dissimulação
Ex.: com a h. que lhe é peculiar, pôs-se a adular a sogra
2 ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções; fingimento, falsidade
Ex.: ela veio com a habitual h., mas não me enganou
3 caráter daquilo que carece de sinceridade
Ex.: a h. das palavras

Essa é a definição que tenho do mundo hoje, talvez um tanto exagerada, ou muito generalizada. Cada um de nós vive seu próprio universo, nos fazendo centro de gravidade dessa visão pequena do que realmente é o mundo lá fora. As pessoas esqueceram que a única verdade na vida que nasce conosco é de que um dia morreremos, e estamos de passagem, assim como outros milhares que darão lugar a novas e novas gerações de transeuntes. Até 2 semanas atrás, meu vizinho, Seu Armindo, ficava sentado lá em baixo do prédio admirando as coisas na rua, quieto, olhando os carros passarem; talvez, sem nem saber que dentro poucos dias ele descobriria um cancer generalizado que iria tirar sua vida, ele tenha entendido sua real dimensão dentro desse universo único.
E dentro desse universo, não temos sido solidários com aqueles que precisam de ajuda. Como eu gosto dos ditados, cito mais um: "Não dê o peixe, ensine a pescar". Concordo plenamente com esse ditado, e nesse mundo, a pesca é uma oportunidade que nem todo mundo teve. Fácil é se usar de exemplo de sucesso, olhando pro seu próprio mundinho, esquecendo de pensar quantas chances e vantagens na vida você já teve, que aquela pessoa carente de suporte nem imagina ser possível.
Falo isso porque hoje, no caminho do trabalho, uma pessoa cega pedia ajuda encarecidamente, e a visão das pessoas é de algo errado, incômodo, mas é claro que é incômodo: quantos de nós sabemos que podemos ajudar, com o pouco que usamos pra alimentar nossos caprichos, nossas pequenas luxúrias. Eu, por exemplo, tinha 2 reais na carteira, que usei pra comprar esse mate que estou tomando enquanto escrevo, mas se pensar que o mate é meu café da manhã, talvez eu consiga esconder a indignação de ter sido tão egoísta, a sensação de me sentir tão pequeno e hipócrita.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Erros

A vida é uma grande lição, e a grande maioria das pessoas deve estar cansada de ouvir isso de muitos conselhos baratos que dizem por aí. Mas eu não falo pelos conselhos tantos que já ouvi, e sim da própria vida me mostrar como ela age, e o quão irônica ela pode ser; bem, irônica eu digo pra não falar sacana, filha da puta, vingativa... é o que sinto na hora que ela mostra do que é capaz, mas esse efeito de raiva passa e vem a compreensão, independente do tempo que leve, de que é o jeito dela de dar suas lições.
Posso dizer hoje que muitas vezes minha vida teve que mostrar o lado ruim, talvez o pior em alguns aspectos, pra que eu pudesse dar valor ao que realmente é importante; mas são tantas coisas importantes pra mostrar, só que o mais engraçado é que não são as que pensamos importantes, mas extremamente o contrário: são as mais simples, as que viramos a cara, não damos importância e sempre fica pra segundo plano.
E ultimamante ela tem se mostrado de uma forma que eu até acho engraçado, mesmo que esteja falando de desgraças...
"Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você". Quem nunca ouviu esse ditado? Poucas, mas as que conhecem fazem tanto dele quanto estas que são ignorantes.
Pois eu fui um dos hipócritas acima: fiz recentemente o que eu odiaria que acontecesse comigo, e sei disso porque já aconteceu antes, e entenda bem que não foi vingança, não sou esse tipo de pessoa.
Bem, hoje vem a vida e me mostra que mesmo que não haja conhecimento dos possíveis feridos, a vida faz questão de mostrar pra mim como essas pessoas sentiriam, e essa é a parte mais engraçada: descobri hoje, depois mesmo de já ter acontecido, que existem pessoas ao meu redor que não são dignas de confiança.
Não entendeu a piada, né? eu explico: ter acontecido antes e eu não saber, é fácil de explicar com outro ditado: "O que os olhos não vêem, o coração não sente".
E ter descoberto hoje, foi como se tivesse acontecido no momento em que eu soube; do jeito que a vida quis, "você fez, agora sente".
Não vou ser hipócrita duas vezes dizendo que não vou errar de novo, talvez agora esteja sendo consciente do que faço, porque sei o quanto vou estar fazendo alguém sofrer, o que me torna pior. Mas quem não erra? Basta aprender a conviver com a idéia de que amanhã pode ser você.

sexta-feira, agosto 12, 2005

Jogo da vida... e dia dos pais!

Há muito tempo eu tenho um bloqueio em aceitar que sou adulto, mas não por fugir das responsabilidades, mas pelo peso da palavra; eu que há pouco tempo atrás era um menino e vivia tentando ser um, finalmente cheguei lá e hoje percebo que foi como fazer 18 anos: continuei fazendo as mesmas coisas de 17 anos.Hoje de manhã me veio à cabeça que na infância eu brincava de jogo da vida. Ah,como era divertido pegar meu carrinho, colocar-me nele e caminhar pelas casinhas dos anos, e casar-me, ter filhos, e brincar de afortunar-me nas alegrias e tristezas que esse caminho tortuoso me apresentava. E o tempo passou, e adivinhe? Continuo jogando o mesmo jogo, só que com regras mais duras, e consequências maiores que apenas perder uma rodada.É, a vida. Temos muitos jeitos de vivê-la, e talvez por isso não existe um manual: já pensou que a gastaríamos inteira pra tentar aprender, e quando soubéssemos, não nos serviria de nada todo aquele conhecimento?Dos muitos lados que talvez possamos pensar que existem, podemos conseguir resumir a dois: ser positivo ou negativo, ver o bom ou o ruim da vida.Então alguém decidiu que aprenderíamos aqui, no meio do jogo, e cá estamos nós, caminhando no tabuleiro sem ter a menor idéia do que vem pela frente e tendo a única certeza que lá existe um fim, e que não começa uma nova partida.
Vou aproveitar e imendar nessa partida da vida, aquela hora em que não todos, mas a maioria dos jogadores passa: ser pai. Engraçado, penso no meu pai e ele sim é adulto, eu não.Ah, se fosse tão fácil quanto só colocar as pecinhas no carrinho e continuar o jogo... mas aquela pecinha é realmente tão pequena como no jogo, mas ela se mexe, está viva, tem vida! olha pra você e ri, chora, fita, percebe as coisas no mundo lá fora e precisa de ajuda! E você tem ela no colo, mas tanto quanto ela, não sabe o que fazer: são dois perdidos, cada um com suas novidades e problemas.E você, que como eu até pouco tempo, era apenas um menino tentando transpor obstáculos na vida, vai tentar ensinar como sabe, o que sabe, pra que essa pequena pessoa que vem ao mundo, como fazer isso sem que ela sofra tanto quanto você sofreu, mesmo sabendo que o sofrimento lhe tornou forte; vai tentar dar a ela todo o conhecimento que tem, mesmo sabendo que precisa aprender muito.Ah, se fosse tão fácil como imaginar e escrever como eu faço... mas não é. E acredito que chegamos a uma idade, depois de muito ver e experimentar dessa vida, que percebemos o quanto foi difícil fazer esse trabalho, e o quanto cobramos dessas pessoas que tanto se esforçaram pra nos dar tudo que elas nem tinham. Como acredito em Karma, vamos ter a chance de viver o quanto é difícil tal tarefa, mas reconheço só pelo pouco que passei que talvez um manual, mesmo que extenso, pode ter feito falta em muitas horas.Meus parabéns à vocês, pais, pai e mãe, que tentaram, por opção ou não, nessa tarefa difícil que é ser o que vocês são: pais e mães.
Feliz dia dos Pais.

quarta-feira, agosto 03, 2005

Fechem as cortinhas.

Chega. Tem certos atos do espetáculo da vida que eu realmente acho desnecessário. Tem horas que a encenação cansa, enjoa, e gasta o precioso tempo com atitudes evasivas que só nos levam a mais dúvidas.
Deixo de lado todo meu esforço de fazer esse texto ter toda uma poesia, porque é exatamente de verdade crua e nua que falamos, ou da falta dela.
Porquês não vamos direto ao assunto, pra quê rodear? Porquê não assumimos escancaradamente o que pensamos e sentimos, e ouvimos o outro lado em seguida? Pra quê esse teatro interminável pra fingir o que não queremos?
Eu quero, e quero muito, então eu procuro o que quero; mas se procurar demais, me torno fácil, e posso fazer perder o interesse, então que ela procure; mas ela não procura, será que ela não quer? Talvez ela queira, mas não queira admitir que quer.... ah, porquê tenho que continuar querendo se ela não quer? Opa! ela sentiu falta! então eu procuro... ou não? hmmm.... Claro! porque corro atrás do que quero! Mas será que ela quer? Hmmm....

"Olha, eu gosto de você, não consigo parar de pensar o dia inteiro, quero você por perto, do meu lado, e vc?"
Parece mais fácil, certo? Imagine também que a quantidade de letras que usei pra expressar cada atitude seriam como dias, ou horas... também parece mais rápido de resolver, certo?
Não quero explicação do porquê fazemos isso, porque essa resposta não vai nos fazer deixar de agir assim. Que então fechem as cortinas desse ato idiota e que a disputa de egos cesse, e que tenhamos ao menos a certeza de sermos ou não correspondidos.
Que pulemos pra próxima cena, seja ela de amor ou de dor.

terça-feira, agosto 02, 2005

Confusão na mente...

Ontem lendo o livro "Montanha Russa" da Martha Medeiros, uma crítica em particular me despertou a atenção: Felicidade realista.
Resumindo, ela fala sobre a nossa cultura surreal e exagerada em relação aos sentimentos, e eu concordava com tudo que ela dizia. Não vou discutir aqui de quem é a culpa, mas nos tornamos exploradores incessantes dos máximos de tudo, completamente extremistas.
Não acordamos mais pensando em viver nossas vidas, queremos viver A vida, fazer dela o Máximo do Supra Sumo, porque a nossa vida é só a nossa vida, nada demais.
Ou seja: passamos nossa insignificante vida tentando viver uma vida que não é nossa, e qual o resultado? Não vivemos vida nenhuma!
E mais: somos felizes sim, mas estamos tão ocupados tentando ser os mais felizes do mundo, numa felicidade que só existe em novela, ou filme, ou num comercial de margarina (meu marketing né) que nem percebemos isso.
Continuo pensando e afirmando que essas coisas não existem, mas a felicidade sim, essa eu sinto presente na minha vida.

quinta-feira, julho 28, 2005

Idiota

Amargurar uma atitude passada é perda de tempo, mesmo que esteja falando de 5 minutos passados. De qualquer forma, vai passar.
Conhecimento não é mérito nem justificativa pra que uma pessoa possa se sentir superior aos demais, nem muito menos tratar um próximo de tal forma. Mas conhecer nossos defeitos não é ser maior que o hábito que eles nos exercem; o esforço é grande pra que possamos mudar velhos hábitos, mas basta que consigamos magoar uma pessoa querida pra sentir na pele o quanto esses hábitos precisam mudar, e rápido.
E como diz um ditado que eu ouço muito no trabalho, "Tempo de casa não é hierarquia", nem muito menos significa tolerância; devemos tomar muito cuidado é com esses, amigos íntimos de mais tempo, porque a perda é muito maior.
Somos quem somos, e não devemos mudar quem somos, mas quem conhecemos não tem obrigação de nos aturar como somos. Devemos sim, ter nossa essência, mas ter também cuidado pois nossos defeitos ferem.

quinta-feira, junho 02, 2005

Sede de respostas

Descobri que uma das maiores fontes de sofrimentos de muitos é a sede de respostas, é querer explicação demais pra tudo que acontece na vida. Entenda bem: não é saber as coisas, porque se você já sabe, paciência! O problema é querer saber. Conheço pessoas que simplesmente aceitam a vida, seguem em frente depois do tombo, sem a menor vontade de buscar o erro no caminho; ali tinha uma pedra, e eu tropecei, pronto. Fica a lição de ter cuidado com elas, mas elas não querem entender se andam errado, ou se a pedra está no lugar certo.No final, depois de tanto estipular pensamentos, chegamos a conclusão de que obtivemos resposta, que não diminui a dor do tombo, nem muito menos vai evitar as futuras pedras do caminho. E essa busca vira um vício, uma vida de procura, o sofrimento na ausência das respostas, uma vida completamente explicada, científica, surreal. É como buscar o porquê do amor; acredito que a maioria das pessoas, assim como eu, tem um estereótipo daquela pessoa que vai estar ao nosso lado quando tudo já for lembrança, numa varanda de frente pro lago numa cadeira de balanços, aos sons dos netos. Mas ele acontece de acordo com nossas escolhas? Temos o poder de enquadrar nossos objetivos e desejos numa pessoa e dizer: "Ok, essa pessoa seria ideal, apesar de não ser exatamente como queria, mas é legal descobrir coisas novas"? Será a necessidade de ter controle sobre tudo e todos que nos leva à explicações? Será a nossa aversão ao inseguro, ao diferente? Dependendo de como cada um pensa, pegar um ônibus errado pode ser a conquista de um novo território, ou um medo terrível de um lugar desconhecido, muito longe de casa. Bem, eu e Uma amigona minha, Dayse , concordamos na conclusão: o amor é por si só, arrogante, metido (a frase é dela). Não tem pré-requisitos, nem sempre convém com nossas vontades, não precisa de nada e ninguém, e quando forte, desafia, quebra tradições e regras, e rasga nossos planos como se nada fossem. O pior é que depois de toda uma nova visão de tudo isso, o velho hábito nos leva a pensar sobre...

segunda-feira, maio 30, 2005

Descobertas e novas visões.

Foda essa coisa de coração, carência afetiva, de alucinar uma vida feliz do lado de uma pessoa.
Sou culpado assumido de criar minha própria fantasia emocional, e esperar que o próximo acontecimento afetivo venha a se tornar alvo de algo muito maior. Babaca.
Passei muito tempo da minha vida pensando se das coisas que tenho hoje eu teria certeza de ter amanhã, e a verdade de que descubro é que ontem, quando tinha, não desfrutei. Resultado é que as coisas que hoje já não tenho mais, não foram tão boas, mas não porque não eram boas de verdade, mas porque tê-las por muito muito tempo é que era a graça. O bom é o garantido, a ilusória vitória que nunca existiu, e não o caminho, o percurso, os fatos, o tempo que tinha.
A vida já não é mais um jogo de pôquer; já não me importa mais saber quem vai ganhar a próxima, se vou continuar na boa sorte, se vou conseguir segurar os grãos da areia do deserto.
Se algum dia a graça foi ter esses grãos em punho cerrado, firme pra que não pudesse perdê-los, hoje a vida se torna sentir a textura, saber que cor têm, que sensação eles provocam enquanto se esvaem da mão.
E a cada dia uma nova descoberta, uma nova preocupação que cai com o tempo. Tempo: a dose certa pra que cada um saiba ter equilíbrio em seu eu.
Meu eu! Eu estou descobrindo há pouco tempo que o tenho. Mais uma vez, procurei em todos os lugares aonde poderia estar, se ele poderia estar em algum lugar importante nas pessoas que eu conheço, em algum lugar especial nesse mundo. O único lugar em que esqueci de procurar foi aqui dentro, aonde ele sempre esteve esse tempo todo.
Nosso eu é algo que como sem conceito, sem explicação, mas com uma certa lógica: é tão valioso para quem nos importa quanto é pra nós. E foi aí meu erro: fiz da importância dele o que os outros pensavam, e minha consciência viveu como aquela criança que fica por última pra ser escolhida no futebol na rua.
Vamos ver no que dá.

terça-feira, março 01, 2005

Ponha-se no lugar

Já pensou na frase "Ponha-se no lugar do próximo"?
Quantas vezes ficou mais fácil imaginar que podemos fazer melhor do que o outro, porque o outro não fez do jeito que achamos que seria melhor? Notou que nada nesta frase anterior é certa, nada é concreto, são só suposições?
Esse tipo de atitude ajuda, mas ainda que resulte numa opinião negativa, já parou pra pensar que talvez não se tenha idéia do que o outro está vivendo realmente? Que imaginar um problema não seja realmente ter o problema?
Talvez também seja a melhor atitude ter soluções a críticas, porque quem tem os problemas geralmente não precisa ser lembrado o tempo todo, ou se precisa, não ajuda a resolver.
É como eu costumo fazer quando escrevo: vejo nos nossos erros cotidianos minha inspiração, mas não basta apenas escrever, e sim refletir no erro e fazer o possível pra corrigí-los.
"A respiração é a a chave do agora."
É nessa frase que me baseio para, todos os dias, poder lembrar que fico distraído no agora, sem ver o tempo passar, sem perceber que tomo atitudes mecânicas, baseadas num resumo de experiências anteriores, como num manual de sobrevivência. A experiência realmente nos faz aprender a como se portar em determinadas situações, mas também serve pra lembrar que a vida ainda tem muito que nos ensinar, que nada nela é limitada, sempre igual.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Descubra-se!

O título deste texto é um desafio pra mim até hoje, não pense que é uma batalha vencida.
Pensei nisso há pouco tempo, quando descobri que não gosto do trabalho que faço. Que direito tenho eu de falar de um emprego que muitos brigariam pra ter? Quantas pessoas tem empregos muito piores do que o meu, e os fazem felizes? Quantos nem tem emprego?
E a lista do que não aceito em mim não termina no trabalho não, ela se estende pelo lado pessoal, afetivo, fraterno, e por onde eu puder achar que poderia ter feito melhor, porque não posso me dar ao luxo de cometer os erros alheios que me fazem sofrer. Ou seja: me cobro ser perfeito. O único e maior problema foi olhar pro lado em que julgava o próximo, e esquecer de olhar o meu, ou o que minhas atitudes causaram a mim mesmo e consequentemente aos que tanto quis agradar.
Descobrir, ou melhor, resolver assumir que sempre me escondi atrás da pele "do cara que nunca quis arrumar problemas" foi estufar o peito e admitir que nessas ocasiões eu na verdade tinha medo de ser eu e saber qual seriam as consequências com as pessoas. Admito que encarar esse medo é uma meditação de todo os dias, e agora que assumi, não consigo mais justificar as mentiras. Resolver ser eu mesmo me trouxe várias descobertas, principalmente no que diz respeito ao meu círculo de amigos: ou eles realmente gostam do que eu sou, seja lá o que eu for, ou não são meus amigos, mas sim do cara que sempre foi um "sofá confortável", como diria minha amiga Flavica.
Vejo, por exemplo, meu irmão. Nesse ponto, sempre foi uma pessoa admirável, confiante do que quis, sonhando e lutando pelos seus objetivos, mesmo que esses durassem 10 minutos. Ele é livre dos outros, não está realmente nem aí; mas como tudo tem dois lados, um leve escorregão nessa qualidade e ela se torna um defeito que chamamos de falta de consideração.
Dizer o que quer não significa do jeito que quer; posso expressar minha opinião sem que precise ofender quem a pede, a não ser que essa seja a intenção, porque tem horas que só assim mesmo.
Hoje, não me sinto culpado de não gostar do meu trabalho: menosprezar a grandiosidade do que alguns diriam ser meu papel naquela empresa é pra mim ter a certeza de não deixar de ter sido um sonhador, e querer buscar o que tanto pensei em fazer; não gostar de algumas pessoas do trabalho me faz lembrar que elas são quem são, como estou aprendendo a ser, mas me lembra que nem sempre vou ser aceito, e gritar e destratar os outros não vai me ajudar; minhas futuras companias afetivas descobrirão quem sou, junto comigo e eu descobrirei se elas gostam ou não.
Não sairei por aí dizendo o que bem penso das coisas, mas quando perguntarem; quando não expressar o que penso diante de algo que não concordo, será porque nem sempre terei o direito de intervir, como ninguém tem esse direito.

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Responsabilidades

Tudo na vida tem dois lados, como uma moeda. A responsabilidade é a moeda que, hoje na minha vida, tem girado e girado, criando aquele clima de expectativa até que revele qual dos lados sai vencedor.
A cada hora no trabalho, aquela moeda parece girar em câmera lenta, mostrando lentamente suas duas faces: horas tranquilas, fazendo parecer as decisões que tomo fáceis demais; em outras, aquilo parece um jogo de vida ou morte, a minha vida profissional.
Passei por maus bocados nas mãos das pessoas ardilosas do meu trabalho, que souberam tocar no meu ponto fraco, e me manipular como uma marionete fácil, o que me ensina que tenho muito que aprender até saber ter jogo de cintura pra isso. Difícil é a parte que tenho que evitar que esses atos mudem quem sou e o que sou, e principalmente, fazer perder a fé nas pessoas.
Mas como falei, existe o outro lado bom que ninguém aprende de cara, muito menos eu. É como um mestre sábio tentando lhe ensinar a lixar e esfregar um muro, sem que você entenda que tudo aquilo nada mais é que buscar dentro de você as respostas pros problemas que parecem imbatíveis (lembra de Karate Kid?).
Nunca se deixe dominar pelos sentimentos, por mais impossível que isso pareça. Quanto mais aprende, menos deixa de ter raiva - o que parece ser bom - e mais passa a sentir orgulho, que te toma mais e mais, fazendo pensar que já sabe e precisa de tudo, e quando menos espera, o tombo lá do alto do seu ego faz parecer uma queda de muitos metros. É a tal "humildade" de que todo mundo fala.

Responsabilidades

Tudo na vida tem dois lados, como uma moeda. A responsabilidade é a moeda que, hoje na minha vida, tem girado e girado, criando aquele clima de expectativa até que revele qual dos lados sai vencedor.
A cada hora no trabalho, aquela moeda parece girar em câmera lenta, mostrando lentamente suas duas faces: horas tranquilas, fazendo parecer as decisões que tomo fáceis demais; em outras, aquilo parece um jogo de vida ou morte, a minha vida profissional.
Passei por maus bocados nas mãos das pessoas ardilosas do meu trabalho, que souberam tocar no meu ponto fraco, e me manipular como uma marionete fácil, o que me ensina que tenho muito que aprender até saber ter jogo de cintura pra isso. Difícil é a parte que tenho que evitar que esses atos mudem quem sou e o que sou, e principalmente, fazer perder a fé nas pessoas.
Mas como falei, existe o outro lado bom que ninguém aprende de cara, muito menos eu. É como um mestre sábio tentando lhe ensinar a lixar e esfregar um muro, sem que você entenda que tudo aquilo nada mais é que buscar dentro de você as respostas pros problemas que parecem imbatíveis (lembra de Karate Kid?).
Nunca se deixe dominar pelos sentimentos, por mais impossível que isso pareça. Quanto mais aprende, menos deixa de ter raiva - o que parece ser bom - e mais passa a sentir orgulho, que te toma mais e mais, fazendo pensar que já sabe e precisa de tudo, e quando menos espera, o tombo lá do alto do seu ego faz parecer uma queda de muitos metros. É a tal "humildade" de que todo mundo fala.