Hoje, indo almoçar, pensei numa tese, lembrando de uma pessoa muito especial.
"A individualidade é uma das bases de qualquer relacionamento".
Todo mundo pensa em relacionamento como algo mútuo, em que duas partes participam, de comum acordo. E como duas pessoas combinam com individualidade?
Vou explicar, mas como eu adoro usar analogias, lá vai:
Imagine você morando num bairro lindo, numa rua sem saída, com um quintal enorme, de gramado e flores, a duras penas cultivado e...
Seu vizinho jogando bola nele, junto com a galera do churrasco que ele faz numa bela tarde de sábado, sem nem ter te chamado.
"Passa a bola!", "Tô livre na esquerda", e lá se vão as flores, o caminho de pedras e a grama então, nem se fala. Pois é, e o infeliz não sabe que aquele não é o quintal dele? Ah, você sempre foi civilizado, sempre respeitou a calçada, sempre evitou que suas visitas não parassem o carro na calçada dele, vai que ele chega com visitas, certo? Filho da puta.
Deu pra entender o porquê agora?
A individualidade é o pleno conhecimento de quem somos, do quê somos, do que temos e não temos. Precisamos disso, antes de mais nada, para cuidar do que é nosso, e depois, para que saibamos respeitar o espaço alheio. Sabemos bem como é o nosso quintal, como estão dispostas as pedras do caminho até a porta da frente, quais as cores das flores, que horas molhamos a grama. Até que você conhece alguém que passa a frequentar sua casa, seu quintal, seu espaço. Depois de algum tempo, terminado ou não esse relacionamento, é necessário ter aquele conhecimento, porque precisamos saber como estão as coisas; alguns retoques bobos, umas pequenas flores pra plantar, ou talvez até a necessidade de trocar toda a grama. Enquanto isso, nada de visitas, até que tudo fique como a gente gosta, porque talvez seu vizinho possa piorar ainda mais o que o outro conseguiu destruir.
Certo Nati?
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Montanha-russa!
A fila é grande, eu em pé sob o sol cruel do verão esperando pacientemente a minha vez. Ando a passos de formiga, e quanto mais perto chego, mais nervoso fico, mais a adrenalida aumenta, a vontade cresce inversamente proporcional à paciência.
Finalmente, agora é minha vez de escolher onde sento, e do meu lado um alguém que não conheço, sorrio, e me afivelo. Que venha, seja lá o que for.
Segundos de suspense que parecem uma eternidade de horas, e finalmente começo a sentir movimento; os carrinhos encaram uma subida que parece deixar as nuvens pra trás, as pessoas parecem insetos.
Até que o barulho cessa, e de repente...
O coração bate desesperado, como se prevesse um turbilhão de emoções da qual não sabe se vai dar conta, o corpo joga adrenalina em todas as veias e vasos possíveis, posso enxergar em um segundo tudo ao meu redor como se durassem minutos em câmera lenta.
A adrenalina acostuma, até mais, vicia, e a sensação de medo se perde na emoção de querer mais, de não querer parar, de sentir cada volta fazer o estômago parar na boca, o vento na cara com força, os braços pro alto e a garganta se esgotando de tanto esforço pra gritar e colocar pra fora toda aquela emoção que me esforço pra descrever.
E no meio de tantas sensações, a adrenalina vicia o ego como droga, faz parecer que nem o Super-Homem é tanto assim, que o céu não é limite nenhum e que tudo está ao meu alcance, incondicionalmente.
Até que a velocidade vai diminuindo, as voltas vão parando, tudo vai se ajeitando, começo a sentir a exaustão do corpo, o desgaste emocional e mental, o tempo ao meu redor volta a correr junto do relógio, e de repente, tudo para.
Uma tristeza se abate, olho pra aquela fila lá fora, vejo todos aqueles brinquedos e já não sei mais se um simples "bate-bate" ou uma "roda-gigante" já me atraem, se me dão a mesma sensação de poder tudo como sinto aqui.
Me levanto, olho a fila, e volto a escolher outro lugar, quero mais, denovo! Uma outra pessoa ao meu lado, sorrio, olho pra ela me perguntando o que teremos nesse novo passeio, e mesmo sabendo que o trajeto é o mesmo, as emoções são completamente diferentes. E vamos nós...
Mas depois de tantas voltas, sinto que a diversão fica mais por conta do meu ego, que suga minha adrenalina e a sensação de poder; já não sinto mais tanta graça, já me cansa demais, meu coração já não aguenta de tanta força pra sustentar tudo isso, minha cabeça não sabe mais o que pensar, em que lugar sentar, quem mais eu vou ver nessas tantas voltas. Quero descer, mas depois de uma volta no parque, sinto que ela me chama, mas a verdade é que sinto saudade dos brinquedos mais calmos, sinto a falta de me divertir com o simples, sem nada mais sofisticado e complicado.
E agora? Estou perdido no parque...
Finalmente, agora é minha vez de escolher onde sento, e do meu lado um alguém que não conheço, sorrio, e me afivelo. Que venha, seja lá o que for.
Segundos de suspense que parecem uma eternidade de horas, e finalmente começo a sentir movimento; os carrinhos encaram uma subida que parece deixar as nuvens pra trás, as pessoas parecem insetos.
Até que o barulho cessa, e de repente...
O coração bate desesperado, como se prevesse um turbilhão de emoções da qual não sabe se vai dar conta, o corpo joga adrenalina em todas as veias e vasos possíveis, posso enxergar em um segundo tudo ao meu redor como se durassem minutos em câmera lenta.
A adrenalina acostuma, até mais, vicia, e a sensação de medo se perde na emoção de querer mais, de não querer parar, de sentir cada volta fazer o estômago parar na boca, o vento na cara com força, os braços pro alto e a garganta se esgotando de tanto esforço pra gritar e colocar pra fora toda aquela emoção que me esforço pra descrever.
E no meio de tantas sensações, a adrenalina vicia o ego como droga, faz parecer que nem o Super-Homem é tanto assim, que o céu não é limite nenhum e que tudo está ao meu alcance, incondicionalmente.
Até que a velocidade vai diminuindo, as voltas vão parando, tudo vai se ajeitando, começo a sentir a exaustão do corpo, o desgaste emocional e mental, o tempo ao meu redor volta a correr junto do relógio, e de repente, tudo para.
Uma tristeza se abate, olho pra aquela fila lá fora, vejo todos aqueles brinquedos e já não sei mais se um simples "bate-bate" ou uma "roda-gigante" já me atraem, se me dão a mesma sensação de poder tudo como sinto aqui.
Me levanto, olho a fila, e volto a escolher outro lugar, quero mais, denovo! Uma outra pessoa ao meu lado, sorrio, olho pra ela me perguntando o que teremos nesse novo passeio, e mesmo sabendo que o trajeto é o mesmo, as emoções são completamente diferentes. E vamos nós...
Mas depois de tantas voltas, sinto que a diversão fica mais por conta do meu ego, que suga minha adrenalina e a sensação de poder; já não sinto mais tanta graça, já me cansa demais, meu coração já não aguenta de tanta força pra sustentar tudo isso, minha cabeça não sabe mais o que pensar, em que lugar sentar, quem mais eu vou ver nessas tantas voltas. Quero descer, mas depois de uma volta no parque, sinto que ela me chama, mas a verdade é que sinto saudade dos brinquedos mais calmos, sinto a falta de me divertir com o simples, sem nada mais sofisticado e complicado.
E agora? Estou perdido no parque...
terça-feira, janeiro 24, 2006
Cobranças!
-Tô Mais ou menos.
-Mais ou menos? Como assim mais ou menos?
-Ué, não pode não? Eu não sou de ferro! Era tudo que eu queria ser nessa hora...
-Mas tem que ser! Estamos falando do André Souza, 25, amigo, companheiro, um bom ouvido e ombros, bom irmão e bom filho, um respeitado funcionário de uma empresa multinacional, tem até sua mesa, seu ramal! Você é um doce, um "casadinho", inteligente, simpático, escreve bem, tem até muitos fãs no orkut!
-Ok, ok, falando assim, eu até me sinto bem. O problema é quando olho no espelho, e tento ver lá dentro... não tô me achando!
-Ah, se vira, dá seu jeito! Você tem que estar bem.
-TENHO QUE ESTAR BEM? Chega! Não aguento mais cobrança, não dá mais. Porquê eu tenho que ser assim? porquê não posso ter problemas? porquê tenho que estar 100%, 100% das vezes? Ninguém é assim, porquê essa cisma comigo? porquê tanta cobrança?
-Ah, deixou que isso acontecesse, agora fica com a auto-estima em baixa por problemas normais do dia-a-dia, se cobrando ser o Super-Homem.
-É minha mesmo né?
-um-hum.
-Que saco. E agora? como eu desfaço isso?
-Ué? Você tá se cobrando? pára de se cobrar! Bota na cabeça que você é normal, e como todo mundo erra né?
-Não é fácil, pra quem passou tanto tempo se cobrando tanto, mas eu vou tentar. Aliás, já estou bem melhor.
-Eu sei como não é fácil ser você.
-Nós sabemos como é ser.
-Mais ou menos? Como assim mais ou menos?
-Ué, não pode não? Eu não sou de ferro! Era tudo que eu queria ser nessa hora...
-Mas tem que ser! Estamos falando do André Souza, 25, amigo, companheiro, um bom ouvido e ombros, bom irmão e bom filho, um respeitado funcionário de uma empresa multinacional, tem até sua mesa, seu ramal! Você é um doce, um "casadinho", inteligente, simpático, escreve bem, tem até muitos fãs no orkut!
-Ok, ok, falando assim, eu até me sinto bem. O problema é quando olho no espelho, e tento ver lá dentro... não tô me achando!
-Ah, se vira, dá seu jeito! Você tem que estar bem.
-TENHO QUE ESTAR BEM? Chega! Não aguento mais cobrança, não dá mais. Porquê eu tenho que ser assim? porquê não posso ter problemas? porquê tenho que estar 100%, 100% das vezes? Ninguém é assim, porquê essa cisma comigo? porquê tanta cobrança?
-Ah, deixou que isso acontecesse, agora fica com a auto-estima em baixa por problemas normais do dia-a-dia, se cobrando ser o Super-Homem.
-É minha mesmo né?
-um-hum.
-Que saco. E agora? como eu desfaço isso?
-Ué? Você tá se cobrando? pára de se cobrar! Bota na cabeça que você é normal, e como todo mundo erra né?
-Não é fácil, pra quem passou tanto tempo se cobrando tanto, mas eu vou tentar. Aliás, já estou bem melhor.
-Eu sei como não é fácil ser você.
-Nós sabemos como é ser.
domingo, janeiro 22, 2006
Em guarda!
"Choose your battles"
Uma amiga minha sempre me dizia essa frase, que hoje eu entendo o quanto ela tem valor. Por melhor cavaleiro que fosse, minha espada e armadura sofrem desgaste, se quebram e vão me deixar indefesos pra continuar.
Hoje, exausto de tantas causas que tomei sem tem uma importância necessária pra lutar, estou aprendendo a reavaliar o valor de cada questão que cruza meu caminho.
Pessoas, causas, motivos, questões, dúvidas, assuntos: tudo isso tem uma escala de prioridade, de valor, da qual eu só tomarei como meus os valores que realmente importam mais, deixando todo o resto de lado.
Não menosprezo as causas menores, ou não acho que sou mais que elas, mas como diz uma frase que aprendi com a minha mãe:
"Eu não quero ter razão, eu quero ser feliz"
Uma amiga minha sempre me dizia essa frase, que hoje eu entendo o quanto ela tem valor. Por melhor cavaleiro que fosse, minha espada e armadura sofrem desgaste, se quebram e vão me deixar indefesos pra continuar.
Hoje, exausto de tantas causas que tomei sem tem uma importância necessária pra lutar, estou aprendendo a reavaliar o valor de cada questão que cruza meu caminho.
Pessoas, causas, motivos, questões, dúvidas, assuntos: tudo isso tem uma escala de prioridade, de valor, da qual eu só tomarei como meus os valores que realmente importam mais, deixando todo o resto de lado.
Não menosprezo as causas menores, ou não acho que sou mais que elas, mas como diz uma frase que aprendi com a minha mãe:
"Eu não quero ter razão, eu quero ser feliz"
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Auréola pro lixo
Chega. Hoje foi a gota d'água, com essa vida de anjo.
Anjo só se fode, porque todo mundo acha que o anjo sempre se safa, sempre dá um jeito de aguentar, e o egoísmo foi me mantando aos poucos, e hoje, eu desisto da profissão de anjo.
Sei que não é fácil abdicar disso, sei que o tempo vai ser meu maior aliado, mas não tem como fazer que isso desapareça de um dia pro outro. A culpa não é de uma única pessoa, minha carta de demissão tem um pouquinho de todo mundo que usou e abusou da fé que eu posso me curar sozinho, me fuder sozinho, cair e não precisar de ajuda pra levantar. Vamos todos agora cuidar das nossas vidas, inclusive eu.
Sempre me pus à disposição desse meu emprego, e como muitos, me tomou demais da minha vida, que agora precisa de algumas alegrias sem ser a do próximo. Eu quero o que eu tenho direito, quero o que é meu, e porquê não ser egoísta e querer o que pode ser só meu?
Não vou acordar amanhã completamente diferente, mas a partir de hoje, quem manda é a mente, o coração agora só opina.
Guardo o melhor da minha essência pra quando precisar, pra quem for de direito, e como vou saber? meu grande amigo, o tempo, vai mostrar.
Anjo só se fode, porque todo mundo acha que o anjo sempre se safa, sempre dá um jeito de aguentar, e o egoísmo foi me mantando aos poucos, e hoje, eu desisto da profissão de anjo.
Sei que não é fácil abdicar disso, sei que o tempo vai ser meu maior aliado, mas não tem como fazer que isso desapareça de um dia pro outro. A culpa não é de uma única pessoa, minha carta de demissão tem um pouquinho de todo mundo que usou e abusou da fé que eu posso me curar sozinho, me fuder sozinho, cair e não precisar de ajuda pra levantar. Vamos todos agora cuidar das nossas vidas, inclusive eu.
Sempre me pus à disposição desse meu emprego, e como muitos, me tomou demais da minha vida, que agora precisa de algumas alegrias sem ser a do próximo. Eu quero o que eu tenho direito, quero o que é meu, e porquê não ser egoísta e querer o que pode ser só meu?
Não vou acordar amanhã completamente diferente, mas a partir de hoje, quem manda é a mente, o coração agora só opina.
Guardo o melhor da minha essência pra quando precisar, pra quem for de direito, e como vou saber? meu grande amigo, o tempo, vai mostrar.
Eu me odeio.
Hoje, posso dizer que quem me amava incondicionalmente, com exceção da minha mãe, se foi, e abro meu coração pra dizer que sinto falta de como era tratado, independente desse meu jeito.
Me colocaram aqui em cima, desse lugar alto e não consigo descer. Vejo todo mundo lá em baixo, elas me vêem aqui em cima, mas eu não consigo ter contato com elas, e elas pensam que meu lugar é aqui, mas não acho que sozinho seja meu destino aqui no alto.
Ganhei troféus, medalhas, flores, honras, me disseram que sou muito legal, quase perfeito, que entendo tudo, que sou simpático, que eu mereço o melhor do mundo, só tem um problema: eu não conheço nada que seja do jeito que as pessoas dizem que eu mereço, só conheço pessoas normais, como eu.
Sou só mais um, tenho uma porrada de defeitos, não sou diferente de ninguém, e como sendo um reles mortal, só quero meu lugar no sol, mas tudo que os meus fazem é achar que o sol talvez seja prejudicial demais pra mim. Merda!
Nem todos os elogios do mundo hoje vão mudar isso. Ninguém vai me fazer, ao menos hoje, não desejar ser outra pessoa, ter um outro jeito, dizer coisas completamente diferentes...
Hoje, eu vejo que talvez eu tenha compreendido demais as pessoas, mas parece que me expressei mal, ou não fui correspondido nessa arte de entender. Hoje, eu não tenho como agradecer por tudo que ouvi, porque todas as palavras que a mim foram atribuídas, independente delas caberem um guardanapo ou num enorme livro, não me deram um simples pedido num momento oportuno.
Talvez, alguém aqui no alto me veja como eu sou, entenda o que eu preciso, e veja que não vai me doer tanto assim arriscar um pouco.
Me colocaram aqui em cima, desse lugar alto e não consigo descer. Vejo todo mundo lá em baixo, elas me vêem aqui em cima, mas eu não consigo ter contato com elas, e elas pensam que meu lugar é aqui, mas não acho que sozinho seja meu destino aqui no alto.
Ganhei troféus, medalhas, flores, honras, me disseram que sou muito legal, quase perfeito, que entendo tudo, que sou simpático, que eu mereço o melhor do mundo, só tem um problema: eu não conheço nada que seja do jeito que as pessoas dizem que eu mereço, só conheço pessoas normais, como eu.
Sou só mais um, tenho uma porrada de defeitos, não sou diferente de ninguém, e como sendo um reles mortal, só quero meu lugar no sol, mas tudo que os meus fazem é achar que o sol talvez seja prejudicial demais pra mim. Merda!
Nem todos os elogios do mundo hoje vão mudar isso. Ninguém vai me fazer, ao menos hoje, não desejar ser outra pessoa, ter um outro jeito, dizer coisas completamente diferentes...
Hoje, eu vejo que talvez eu tenha compreendido demais as pessoas, mas parece que me expressei mal, ou não fui correspondido nessa arte de entender. Hoje, eu não tenho como agradecer por tudo que ouvi, porque todas as palavras que a mim foram atribuídas, independente delas caberem um guardanapo ou num enorme livro, não me deram um simples pedido num momento oportuno.
Talvez, alguém aqui no alto me veja como eu sou, entenda o que eu preciso, e veja que não vai me doer tanto assim arriscar um pouco.
terça-feira, janeiro 17, 2006
Baile de fantasias
Cada dia que passa, a impressão fica mais forte, e a um ponto está de virar uma convicção de que vivo num baile de máscaras.
Olho as pessoas ao meu redor, e vejo seus rostos adornados, coloridos, enfeitados, lindos sorrisos, belos olhos, cantos de boca, cordialiade, e tudo que elas queiram parecer.
E quem são as pessoas por baixo das máscaras? não sabemos. Nos restam 2 opções:
Podemos nos aproximar, e com delicadeza, receber o direito de conhecer aquela personagem por trás de tudo aquilo, ver realmente quem são as pessoas, ver defeitos, qualidades, aprender a lidar com elas, não gostar de sua compania, mas saber de verdade quem são.
Ou também podemos fantasiar quem são, ouvir os murmurinhos que correm pelo salão, as fofocas, os comentários, deixar nossa criatividade fluir, que cria pessoas boas e ruins ao mesmo tempo, e nos deixa na cruel dúvida de escolher que lado damos ao caráter de nossa vítima. Podemos errar e muito, mas o que parece é que as pessoas não querem se dar ao trabalho da intimidade, do conhecer, da descoberta.
Acredito que existam milhares de razões, principalmente porque estas são individuais, mas a que mais me incomoda é a questão do "senso-comum".
Senso comum pro inferno!
Este aí é o maior inimigo da individualidade, do eu de cada um, da diversificação das coisas.
Estamos tão preocupados em parecer como todos que esquecemos que uma das maiores características do ser humano é a individualidade. Somos capazes de optar, numa fila de banco, o mesmo caixa mesmo vendo milhares vazios, porque não queremos ser diferentes, temos medo dos dedos nos apontando, dos cochichos, dos comentários. Não compramos as roupas que temos vontade, mas sim aquelas que todos tem. Somos iguais. O que houve?
"O que será do azul, porque todos gostam do verde!?"
Eu adaptei esta frase para com a minha preocupação no futuro, principalmente com essa falta de interesse do ser humano de buscar a sua e a individualidade alheia. Me desculpe os termos, mas falando de algo tão babaca, eu digo foda-se o todo mundo, cada um é cada um.
Deixemos de lado o que os outros pensam de nós, deixemos também a vontade de ser o que eles nos pensam!
E o que será do baile de máscaras, com todo aquele encanto, porque não falta muito pra que todos usemos as mesmas fantasias.
M.D.P, é pra você.
Olho as pessoas ao meu redor, e vejo seus rostos adornados, coloridos, enfeitados, lindos sorrisos, belos olhos, cantos de boca, cordialiade, e tudo que elas queiram parecer.
E quem são as pessoas por baixo das máscaras? não sabemos. Nos restam 2 opções:
Podemos nos aproximar, e com delicadeza, receber o direito de conhecer aquela personagem por trás de tudo aquilo, ver realmente quem são as pessoas, ver defeitos, qualidades, aprender a lidar com elas, não gostar de sua compania, mas saber de verdade quem são.
Ou também podemos fantasiar quem são, ouvir os murmurinhos que correm pelo salão, as fofocas, os comentários, deixar nossa criatividade fluir, que cria pessoas boas e ruins ao mesmo tempo, e nos deixa na cruel dúvida de escolher que lado damos ao caráter de nossa vítima. Podemos errar e muito, mas o que parece é que as pessoas não querem se dar ao trabalho da intimidade, do conhecer, da descoberta.
Acredito que existam milhares de razões, principalmente porque estas são individuais, mas a que mais me incomoda é a questão do "senso-comum".
Senso comum pro inferno!
Este aí é o maior inimigo da individualidade, do eu de cada um, da diversificação das coisas.
Estamos tão preocupados em parecer como todos que esquecemos que uma das maiores características do ser humano é a individualidade. Somos capazes de optar, numa fila de banco, o mesmo caixa mesmo vendo milhares vazios, porque não queremos ser diferentes, temos medo dos dedos nos apontando, dos cochichos, dos comentários. Não compramos as roupas que temos vontade, mas sim aquelas que todos tem. Somos iguais. O que houve?
"O que será do azul, porque todos gostam do verde!?"
Eu adaptei esta frase para com a minha preocupação no futuro, principalmente com essa falta de interesse do ser humano de buscar a sua e a individualidade alheia. Me desculpe os termos, mas falando de algo tão babaca, eu digo foda-se o todo mundo, cada um é cada um.
Deixemos de lado o que os outros pensam de nós, deixemos também a vontade de ser o que eles nos pensam!
E o que será do baile de máscaras, com todo aquele encanto, porque não falta muito pra que todos usemos as mesmas fantasias.
M.D.P, é pra você.
Ganhei o dia!
Sabe aquela pessoa que você recorre em todas as horas que não sabe mais o que fazer, e mesmo que esta mesma pessoa também não saiba o que você deve fazer, ou mesmo que nunca tenha passado pelo problema que você apresenta, ela acaba resolvendo, talvez não o problema, mas dá um jeito de motivar você a encarar de frente, e claro, depois contar como foi.
Quais são os poderes de uma pessoa dessa? Amor, carisma, carinho, um sorriso, muitas risadas, muitas palavras, sarcasmo na dose certa, e no final, as palavras que você precisa ouvir, mesmo que sejam duras.
Essa pessoa não precisa ser mais velha, ter o mesmo sexo, ter escolhido a mesma carreira, morar no mesmo bairro, te ver todos os dias, ter tido a vida do Indiana Jones ou muito menos James Bond: basta gostar de você e querer seu bem, mesmo que como você, ela erre mas você sabe que vai estar do seu lado quando cair.
Eu escrevo esse texto em homenagem a uma das minhas ídolas, a voz do além que fala dentro do meu coração, que me escreve um simples e-mail, que se torna um prêmio, um troféu, um testamendo do coração que eu levo pro resto da minha vida.
Tenho a sorte de ter na vida muitas pessoas queridas ao meu redor, mas hoje, o dia é dela, porque ela fez do meu, com o simples e-mail de resposta, o melhor de todos de todos que eu conheço! Me torna alguém capaz de abrir esta janela do meu prédio, e me jogar ao ponto de acreditar que além de nada me acontecer, eu posso voar.
Daysinha, te amo!
Quais são os poderes de uma pessoa dessa? Amor, carisma, carinho, um sorriso, muitas risadas, muitas palavras, sarcasmo na dose certa, e no final, as palavras que você precisa ouvir, mesmo que sejam duras.
Essa pessoa não precisa ser mais velha, ter o mesmo sexo, ter escolhido a mesma carreira, morar no mesmo bairro, te ver todos os dias, ter tido a vida do Indiana Jones ou muito menos James Bond: basta gostar de você e querer seu bem, mesmo que como você, ela erre mas você sabe que vai estar do seu lado quando cair.
Eu escrevo esse texto em homenagem a uma das minhas ídolas, a voz do além que fala dentro do meu coração, que me escreve um simples e-mail, que se torna um prêmio, um troféu, um testamendo do coração que eu levo pro resto da minha vida.
Tenho a sorte de ter na vida muitas pessoas queridas ao meu redor, mas hoje, o dia é dela, porque ela fez do meu, com o simples e-mail de resposta, o melhor de todos de todos que eu conheço! Me torna alguém capaz de abrir esta janela do meu prédio, e me jogar ao ponto de acreditar que além de nada me acontecer, eu posso voar.
Daysinha, te amo!
segunda-feira, janeiro 16, 2006
A prova da vida!
A vida é um grande vestibular, que te prende a atenção, te faz rezar pra ter feito tudo certo e poder desfrutar o melhor resultado. Mas não pense nela como uma prova de ontem, hoje ou amanhã: é uma prova de todos os dias, em que acertamos ou erramos, e em alguns casos, vamos morrer sem saber se acertamos nas nossas escolhas.
E cada escolha vale um ponto, mas esqueça uma pontuação comparativa: pontos no critério alegria, felicidade, pontos do coração, porque ninguém é feliz porque é mais ou menos que os outros; a felicidade é absoluta, e não relativa.
Nossas questões não tem padrão, não são divididas por assunto, não tem hora certa pra começar e terminar, e muito menos uma quantidade de opções previamente definidas. A cada minuto você pode se deparar com uma bem fácil de resolver, que te dá muitas opções, ou também estar face a face com um simples "sim" ou "não".
E como respondê-las? Não há livros que ensinam a vida, ou cursinhos intensivos que te fazem vivê-la mais rápido do que você deva viver; viva, lembre das questões que já respondeu até hoje, use seus conhecimentos passados caso tenha tido sucesso, ou arrisque novas respostas e veja no que dá: cada um faz a sua, não dá pra colar.
Bem, a minha prova eu ando fazendo, mas ultimamente passei por umas questões difíceis de responder. Olhei, cocei a cabeça...
Uni-duni-tê, salamê minguê...
A, B, C, D, E...
Sabe quando a gente tem que escolher uma resposta e torcer pra dar certo? Pois é...
Letra B!
Tô acertando até agora, mas a prova é longa, dura a vida toda. Vamos ver no que dá.
E cada escolha vale um ponto, mas esqueça uma pontuação comparativa: pontos no critério alegria, felicidade, pontos do coração, porque ninguém é feliz porque é mais ou menos que os outros; a felicidade é absoluta, e não relativa.
Nossas questões não tem padrão, não são divididas por assunto, não tem hora certa pra começar e terminar, e muito menos uma quantidade de opções previamente definidas. A cada minuto você pode se deparar com uma bem fácil de resolver, que te dá muitas opções, ou também estar face a face com um simples "sim" ou "não".
E como respondê-las? Não há livros que ensinam a vida, ou cursinhos intensivos que te fazem vivê-la mais rápido do que você deva viver; viva, lembre das questões que já respondeu até hoje, use seus conhecimentos passados caso tenha tido sucesso, ou arrisque novas respostas e veja no que dá: cada um faz a sua, não dá pra colar.
Bem, a minha prova eu ando fazendo, mas ultimamente passei por umas questões difíceis de responder. Olhei, cocei a cabeça...
Uni-duni-tê, salamê minguê...
A, B, C, D, E...
Sabe quando a gente tem que escolher uma resposta e torcer pra dar certo? Pois é...
Letra B!
Tô acertando até agora, mas a prova é longa, dura a vida toda. Vamos ver no que dá.
À moda antiga
"Tô liberado."
Sempre fomos criticados no mundo feminino por nossa insensibilidade, principalmente por tratá-las como objetos, até na forma de nos referirmos.
É, as coisas mudaram e muito! Começaram queimando soutiens (ou sutiãs) e agora nos tratam como objeto de escambo, simples produtos de diversão, sexo e satisfação. Ok, talvez como algo a mais, mas são raras as exceções.
A verdade é que muitas delas, que antes nos criticavam, aprenderam um novo termo para o que antes chamavam de errado: "divertido".
Porquê o errado agora é divertido? Se resolver perguntar aos que já conheciam a graça no proibido não vão encontrar respostas; eu passei meu almoço inteiro pensando e não cheguei a conclusão nenhuma, e Freud tentou explicar com egos, psiques e tudo mais, mas a mim não convenceu.
Há pouco tempo atrás, até escrevi sobre o quão estar na pele de alguém é difícil se você não viveu o problema, e o que aprendi nessa minha linha torta da vida foi a entender o que levaram as pessoas que passaram pela minha vida a pecar com a minha pessoa.
Mas como tudo na vida tem dois lados, levar essa minha vida de pecados não é exceção: gostei tanto, que até tenho uma diabinha particular...
Sempre fomos criticados no mundo feminino por nossa insensibilidade, principalmente por tratá-las como objetos, até na forma de nos referirmos.
É, as coisas mudaram e muito! Começaram queimando soutiens (ou sutiãs) e agora nos tratam como objeto de escambo, simples produtos de diversão, sexo e satisfação. Ok, talvez como algo a mais, mas são raras as exceções.
A verdade é que muitas delas, que antes nos criticavam, aprenderam um novo termo para o que antes chamavam de errado: "divertido".
Porquê o errado agora é divertido? Se resolver perguntar aos que já conheciam a graça no proibido não vão encontrar respostas; eu passei meu almoço inteiro pensando e não cheguei a conclusão nenhuma, e Freud tentou explicar com egos, psiques e tudo mais, mas a mim não convenceu.
Há pouco tempo atrás, até escrevi sobre o quão estar na pele de alguém é difícil se você não viveu o problema, e o que aprendi nessa minha linha torta da vida foi a entender o que levaram as pessoas que passaram pela minha vida a pecar com a minha pessoa.
Mas como tudo na vida tem dois lados, levar essa minha vida de pecados não é exceção: gostei tanto, que até tenho uma diabinha particular...
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Coisa de pele
Uma das verdades que andei pensando é que vou morrer sendo julgado pelos meus atos, sejam eles bons ou ruins. Ainda não aceito isso com muita tranquilidade não, mas é inevitável, e acho até que na maioria dos vereditos não são justos.
E sabe porquê penso isso?
Só e somente eu, mais ninguém, sei com 100% de precisão a sucessão dos fatos, e até como ator principal, talvez não consiga encontrar palavras pra descrever o que vivi. Sendo assim, como você ou qualquer outra pessoa possa entender?
Ok, "ponha-se no lugar do outro" você diz.
É onde começa o problema: ponha-se no meu lugar, veja o que eu vi, sinta o que havia no ar, ouça as pessoas falando com você, e dê seu voto. É tão simples como dizer a alguém "sinta-se apaixonado", e esperar que um cérebro tente imitar um sentimento que pertence ao coração e, falando de coração e principalmente amor, não existe definição como num livro de ciências do colégio. Fácil não?
Não, não é.
Justo? muito menos.
Sei que já escrevi isso antes, mas digo novamente: erros não são justificáveis, são entendíveis.
Normas, legislações, leis, regras, metodologias são livros: muitas folhas de papel agrupadas pra nos dizer como fazer.
Nós temos coração, os livros não.
E sabe porquê penso isso?
Só e somente eu, mais ninguém, sei com 100% de precisão a sucessão dos fatos, e até como ator principal, talvez não consiga encontrar palavras pra descrever o que vivi. Sendo assim, como você ou qualquer outra pessoa possa entender?
Ok, "ponha-se no lugar do outro" você diz.
É onde começa o problema: ponha-se no meu lugar, veja o que eu vi, sinta o que havia no ar, ouça as pessoas falando com você, e dê seu voto. É tão simples como dizer a alguém "sinta-se apaixonado", e esperar que um cérebro tente imitar um sentimento que pertence ao coração e, falando de coração e principalmente amor, não existe definição como num livro de ciências do colégio. Fácil não?
Não, não é.
Justo? muito menos.
Sei que já escrevi isso antes, mas digo novamente: erros não são justificáveis, são entendíveis.
Normas, legislações, leis, regras, metodologias são livros: muitas folhas de papel agrupadas pra nos dizer como fazer.
Nós temos coração, os livros não.
Loucura, loucura, loucura!
Tudo que eu sei é que eu já não sei de mais nada.
Sabe quando você procura, procura, procura e não acha? "É tão pouco que eu peço" você pensa, mas mesmo assim parece não fazer diferença. Procura mais um pouco, vê aqui e ali, mas muito pouco, até que existe uma chance, uma possibilidade mínima, mas que alimenta um pouco da sua esperança? Agora sim! talvez dê em alguma coisa...
Ledo engano.
Quer saber? que se dane! Já não quero saber de mais nada, tô bem assim, deixa pra lá! Pronto, resolvido!
Mas aí,
de onde você menos espera, surge do além e você, que já não queria, se acostumou com a idéia, desfruta como se fosse a última fruta do paraíso, mesmo sabendo que além de expulso de lá você ainda paga multa.
Maravilha!
Mas...
Lembra quando você chutou o balde? já não queria mais? pois é, agora você tem. Lá vai a pergunta de 1 milhão de euros:
E agora??
Você defronta as opções, olha, pensa, compara, raciocina, sente, coça a cabeça...
E?
Quer saber a resposta?
Pois é, eu também.
Sabe quando você procura, procura, procura e não acha? "É tão pouco que eu peço" você pensa, mas mesmo assim parece não fazer diferença. Procura mais um pouco, vê aqui e ali, mas muito pouco, até que existe uma chance, uma possibilidade mínima, mas que alimenta um pouco da sua esperança? Agora sim! talvez dê em alguma coisa...
Ledo engano.
Quer saber? que se dane! Já não quero saber de mais nada, tô bem assim, deixa pra lá! Pronto, resolvido!
Mas aí,
de onde você menos espera, surge do além e você, que já não queria, se acostumou com a idéia, desfruta como se fosse a última fruta do paraíso, mesmo sabendo que além de expulso de lá você ainda paga multa.
Maravilha!
Mas...
Lembra quando você chutou o balde? já não queria mais? pois é, agora você tem. Lá vai a pergunta de 1 milhão de euros:
E agora??
Você defronta as opções, olha, pensa, compara, raciocina, sente, coça a cabeça...
E?
Quer saber a resposta?
Pois é, eu também.
Vida!
O que fazer com ela?
Não tem nada mais sóbrio, enxuto e sucinto pra mim quando alguém me pergunta "E a vida?"
VIVA!
"Simple as that" como costumam brincar as pessoas do meu trabalho. Mas existe uma preocupação que pode trazer muitos porquês e complicar demais, e tornar uma simples palavra um manual, daqueles que ninguém tem saco de ler: o medo de errar.
Agora vejamos por outro aspecto, talvez filosófico até demais, mas importante ao meu ver para compreender que não é necessário tanto medo assim:
O erro é uma das maiores dádivas de viver, uma das maiores tarefas e desafios, o que dá a vida a graça que precisa.
Aí você pergunta "Como assim?"
Estranho não? Todo mundo quer ter tudo bem resolvido em todos os aspectos, sem problemas nenhum, ter amigos, família, amores, saúde, dinheiro, mas... onde entra o erro nisso?
Explico:
Quando sabemos que acertamos? depois de errarmos.
Como aprendemos a dar valor às coisas boas da vida? depois de vivenciar as erradas.
Esquecemos de quando éramos crianças, que a vida nos mostrou quando tirar as rodinhas da bicicleta nova e aprender a dor da queda, e ainda assim até hoje não esquecemos de como fazê-lo, sem o menor receio.
Não incentivo o erro, mas sei reconhecer o quanto eles foram responsáveis pelo meu crescimento como pessoa, e o quão feliz sou hoje, por saber que tenho tudo que preciso pra isso. O que vier é lucro.
Não tem nada mais sóbrio, enxuto e sucinto pra mim quando alguém me pergunta "E a vida?"
VIVA!
"Simple as that" como costumam brincar as pessoas do meu trabalho. Mas existe uma preocupação que pode trazer muitos porquês e complicar demais, e tornar uma simples palavra um manual, daqueles que ninguém tem saco de ler: o medo de errar.
Agora vejamos por outro aspecto, talvez filosófico até demais, mas importante ao meu ver para compreender que não é necessário tanto medo assim:
O erro é uma das maiores dádivas de viver, uma das maiores tarefas e desafios, o que dá a vida a graça que precisa.
Aí você pergunta "Como assim?"
Estranho não? Todo mundo quer ter tudo bem resolvido em todos os aspectos, sem problemas nenhum, ter amigos, família, amores, saúde, dinheiro, mas... onde entra o erro nisso?
Explico:
Quando sabemos que acertamos? depois de errarmos.
Como aprendemos a dar valor às coisas boas da vida? depois de vivenciar as erradas.
Esquecemos de quando éramos crianças, que a vida nos mostrou quando tirar as rodinhas da bicicleta nova e aprender a dor da queda, e ainda assim até hoje não esquecemos de como fazê-lo, sem o menor receio.
Não incentivo o erro, mas sei reconhecer o quanto eles foram responsáveis pelo meu crescimento como pessoa, e o quão feliz sou hoje, por saber que tenho tudo que preciso pra isso. O que vier é lucro.
Ah, verdade...
Como minha mãe me ensinou: "Verdade demais é falta de educação",. e é uma coisa que eu acredito fielmente.
Nem eu, nem você e nem ninguém está preparado pra ouvir que é gordo, ou que ronca, ou que fala o que ninguém quer ouvir; além de não estarmos preparados, não queremos ouvir, por mais que nos digam a mais pura e sincera verdade.
Ao longo de muitos e muitos séculos, fomos ensinados a viver das aparências, do que é agradável e de mascarar as coisas de como elas realmente são, e ponto final. Sabe quando você tem certeza que aquela pessoa fala mal de você, de um defeito que você está farto de tanto saber que é seu e ninguém tasca, mas não quer ouvir isso de outra pessoa, porque ele é só seu, e ninguém precisa saber? Pois é...
Erramos e somos todos humanos, e nossos erros não nos tornam piores ou melhores que os outros, mas um vilão chamado EGO, também conhecido como "o diabinho do ombro", nos torna o mais injustiçado de todos os seres vivos desse planeta, mas a verdade é: todos passamos por isso, e diferente da lingua portuguesa, não existe exceção.
Tentar nos equivaler pelos nossos problemas não nos torna iguais, melhores ou piores: a verdade está em como lidamos com eles, como choramos, sofremos, rimos, fingimos que não ligamos, sofremos horrores... só nos torna iguais, do mesmo jeito, sem tirar nem por.
Essa eu aprendi com a vida, e não com a minha mãe:
"Arrependa-se das coisas que não fez, afinal, a vida é uma só".
Sabe porquê?
Porque eu tô de saco cheio de tantos anos que deixei de fazer tantas coisas que eu tenho certeza que foram erradas, mas até hoje, vivendo a vida "certinha", fico me imaginando como teria sido errar...
Nem eu, nem você e nem ninguém está preparado pra ouvir que é gordo, ou que ronca, ou que fala o que ninguém quer ouvir; além de não estarmos preparados, não queremos ouvir, por mais que nos digam a mais pura e sincera verdade.
Ao longo de muitos e muitos séculos, fomos ensinados a viver das aparências, do que é agradável e de mascarar as coisas de como elas realmente são, e ponto final. Sabe quando você tem certeza que aquela pessoa fala mal de você, de um defeito que você está farto de tanto saber que é seu e ninguém tasca, mas não quer ouvir isso de outra pessoa, porque ele é só seu, e ninguém precisa saber? Pois é...
Erramos e somos todos humanos, e nossos erros não nos tornam piores ou melhores que os outros, mas um vilão chamado EGO, também conhecido como "o diabinho do ombro", nos torna o mais injustiçado de todos os seres vivos desse planeta, mas a verdade é: todos passamos por isso, e diferente da lingua portuguesa, não existe exceção.
Tentar nos equivaler pelos nossos problemas não nos torna iguais, melhores ou piores: a verdade está em como lidamos com eles, como choramos, sofremos, rimos, fingimos que não ligamos, sofremos horrores... só nos torna iguais, do mesmo jeito, sem tirar nem por.
Essa eu aprendi com a vida, e não com a minha mãe:
"Arrependa-se das coisas que não fez, afinal, a vida é uma só".
Sabe porquê?
Porque eu tô de saco cheio de tantos anos que deixei de fazer tantas coisas que eu tenho certeza que foram erradas, mas até hoje, vivendo a vida "certinha", fico me imaginando como teria sido errar...
terça-feira, janeiro 10, 2006
Procura-se
Engraçado... a verdade era, há algum tempo atrás, que toda mulher sempre procurou um príncipe num cavalo branco, que a levasse embora, deixando pra trás tudo de ruim, e trazendo consigo no cavalo o final feliz que toda novela digna de horário nobre tem.
As coisas mudaram.
Lembro de hoje na hora do almoço, com um amigo meu, me dizendo que tudo que ele precisava era de uma mulher, daquelas que te faz perder a cabeça com tudo, que faz todo o resto na vida parecer segundo plano.
E aí que me deparei com uma verdade do mundo moderno, de direitos iguais: agora somos nós que procuramos as princesas encantadas, as nossas heroínas!
Mas diferente de nós, que precisávamos de cavalos, roupas antigas e um buquê de rosas, as nossas heroínas são bem diferentes:
Vão do terninho ao vestidinho florido, do salto alto à sandalinha, com ou sem óculos e aparelho, sem discriminação. Eu particularmente procuro companheirismo, daqueles que não discrimina lugar nem hora, que tá sempre lá do lado: não tem coisa mais importante. Ou será que elas pensam que nós não temos sonhos?
E por falar nos heróis, você deve estar se perguntanto: "O que houve com eles?"
Deixaram seus cavalos de lado, jogaram fora o buquê de rosas, entraram pra academia e agora são os gostosões com cara de mal e barba pra fazer, de barriguinha de tanquinho das fotos nuas em preto e branco que circulam pelos emails da mulherada.
As coisas mudaram.
Lembro de hoje na hora do almoço, com um amigo meu, me dizendo que tudo que ele precisava era de uma mulher, daquelas que te faz perder a cabeça com tudo, que faz todo o resto na vida parecer segundo plano.
E aí que me deparei com uma verdade do mundo moderno, de direitos iguais: agora somos nós que procuramos as princesas encantadas, as nossas heroínas!
Mas diferente de nós, que precisávamos de cavalos, roupas antigas e um buquê de rosas, as nossas heroínas são bem diferentes:
Vão do terninho ao vestidinho florido, do salto alto à sandalinha, com ou sem óculos e aparelho, sem discriminação. Eu particularmente procuro companheirismo, daqueles que não discrimina lugar nem hora, que tá sempre lá do lado: não tem coisa mais importante. Ou será que elas pensam que nós não temos sonhos?
E por falar nos heróis, você deve estar se perguntanto: "O que houve com eles?"
Deixaram seus cavalos de lado, jogaram fora o buquê de rosas, entraram pra academia e agora são os gostosões com cara de mal e barba pra fazer, de barriguinha de tanquinho das fotos nuas em preto e branco que circulam pelos emails da mulherada.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Idiotas
Minha vontade é de dizer que definitivamente o ser humano é idiota, um completo idiota. Mas me reprimo, me acho intolerante demais pra dizer tanto, e concluo apenas que somos muito estranhos, às vezes parecendo sem a menor noção das coisas.
Fiquei completamente perplexo ao ver pessoas se esgueirando em minúsculas marquises, fugindo da chuva!
Chuva!
Sabe o que é chuva? É água, que molha a o tecido da roupa, que vai pra máquina, e depois de seca, é só passar e usar de novo. Não tenho a menor intenção de menosprezar ou desrespeitar a mãe natureza, mas eu adoro a chuva, e odeio guarda-chuva!
Perdi a conta de quantas vezes dispensei a carona de um guarda-chuva pra poder sentir a grandiosidade dessa mãe natureza, que a ciência cria palavras pra explicar, mas que um simples "maravilhoso" resume tudo; adoro caminhar pela chuva, ouvir música do meu diskman e pensar na vida, observar as coisas, refletir, e vendo na água que cai a simplicidade das coisas.
A chuva, como tudo, tem seu lado destrutivo, devastador, assustador; mas na história do nosso mundo, a mãe dela é vítima, que só cumpre o papel dela.
Me deixa pasmo ver o ser humano temer coisas tão simples, e fazer coisas tão ruins; eles esquecem, mas diante do poder da mãe natureza, somos todos iguais, independendo de que lado da guerra entre o bem e o mal estamos.
Fiquei completamente perplexo ao ver pessoas se esgueirando em minúsculas marquises, fugindo da chuva!
Chuva!
Sabe o que é chuva? É água, que molha a o tecido da roupa, que vai pra máquina, e depois de seca, é só passar e usar de novo. Não tenho a menor intenção de menosprezar ou desrespeitar a mãe natureza, mas eu adoro a chuva, e odeio guarda-chuva!
Perdi a conta de quantas vezes dispensei a carona de um guarda-chuva pra poder sentir a grandiosidade dessa mãe natureza, que a ciência cria palavras pra explicar, mas que um simples "maravilhoso" resume tudo; adoro caminhar pela chuva, ouvir música do meu diskman e pensar na vida, observar as coisas, refletir, e vendo na água que cai a simplicidade das coisas.
A chuva, como tudo, tem seu lado destrutivo, devastador, assustador; mas na história do nosso mundo, a mãe dela é vítima, que só cumpre o papel dela.
Me deixa pasmo ver o ser humano temer coisas tão simples, e fazer coisas tão ruins; eles esquecem, mas diante do poder da mãe natureza, somos todos iguais, independendo de que lado da guerra entre o bem e o mal estamos.
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