quinta-feira, janeiro 19, 2006

Eu me odeio.

Hoje, posso dizer que quem me amava incondicionalmente, com exceção da minha mãe, se foi, e abro meu coração pra dizer que sinto falta de como era tratado, independente desse meu jeito.
Me colocaram aqui em cima, desse lugar alto e não consigo descer. Vejo todo mundo lá em baixo, elas me vêem aqui em cima, mas eu não consigo ter contato com elas, e elas pensam que meu lugar é aqui, mas não acho que sozinho seja meu destino aqui no alto.
Ganhei troféus, medalhas, flores, honras, me disseram que sou muito legal, quase perfeito, que entendo tudo, que sou simpático, que eu mereço o melhor do mundo, só tem um problema: eu não conheço nada que seja do jeito que as pessoas dizem que eu mereço, só conheço pessoas normais, como eu.
Sou só mais um, tenho uma porrada de defeitos, não sou diferente de ninguém, e como sendo um reles mortal, só quero meu lugar no sol, mas tudo que os meus fazem é achar que o sol talvez seja prejudicial demais pra mim. Merda!
Nem todos os elogios do mundo hoje vão mudar isso. Ninguém vai me fazer, ao menos hoje, não desejar ser outra pessoa, ter um outro jeito, dizer coisas completamente diferentes...
Hoje, eu vejo que talvez eu tenha compreendido demais as pessoas, mas parece que me expressei mal, ou não fui correspondido nessa arte de entender. Hoje, eu não tenho como agradecer por tudo que ouvi, porque todas as palavras que a mim foram atribuídas, independente delas caberem um guardanapo ou num enorme livro, não me deram um simples pedido num momento oportuno.
Talvez, alguém aqui no alto me veja como eu sou, entenda o que eu preciso, e veja que não vai me doer tanto assim arriscar um pouco.

Nenhum comentário: