Resistir as mudanças não é algo fácil de se fazer. Dado o momento em que se decide aceitar o presente como algo diferente do usual, uma batalha é travada entre nossa mente e nossa votade.
A mente representa o lado programado da vida, aquele que denomina nossa vida a cada dia como COTIDIANO. É quem está habituado a generalizar tudo, analisa nossas emoções, dos nossos pensamentos e ações, e as transforma em estatísticas, dados, cálculos, respostas automáticas.
Quando mudamos, nossa mente resiste bravamente, e como alguém que sai perdendo, tenta nos convencer que sempre foi daquele jeito, e é assim que vai continuar sendo melhor. Lembra daquele velho ditado: "Não se mexe em time que está ganhando" ?? É dessa forma que a mente convence você. E se você não quiser? Ela continua, como uma tagarela, como aquele cara chato do trabalho que fica te perguntando milhares de coisas no elevador, ou puxa assunto no corredor, quando você tá indo com pressa pra algum lugar. Ela só se convence mesmo de que você não quer, quando não dá a mínima pro que ela fala. Aí sim, ela para.
E quando para, você sente que a recompensa pela luta valeu a pena. Depois que descobre o segredo da luta, de como derrubar sua mente, contra a vontade dela, fica mais fácil fazer o que é da sua vontade, não da dela.
As mudanças, vão parecendo cada vez mais coisas normais, vão perdendo todo o véu de mistério, de dúvida, de incertezas. Quando se descobre que toda a preocupação e energias gastas pensando no futuro nada mais fazem a não ser esgotar seu tempo no presente, o melhor a fazer é aceitar. O que é hoje é o que é hoje, independente de como era ontem, ou como vou querer amanhã. Importante é ter consciência de hoje é assim.
E já que é assim, que seja.
Quer fazer algo pra melhorar no futuro? Faça, você pode. Mas faça agora, no presente.
É aonde vivemos, tendo consciência ou não.
quinta-feira, junho 24, 2004
sábado, junho 12, 2004
Vou colocar aqui um trecho da letra do Gabriel, o Pensador, da música "até quando", que é uma verdade que se deve refletir sobre.
Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça semcura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
Muda.
Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça semcura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
Muda.
quinta-feira, junho 10, 2004
Existe uma forma de viver a vida bem melhor do que se pratica hoje, que é ver pelo lado positivo das coisas. Temos uma mania de nos apegarmos ao lado negativo, ao que nos falta, ao que os outros tem e nós não.
Porque não pensar em tudo que nós temos, que tantas pessoas no mundo gostariam de ter? Porque não ver o que não nos falta?
Ao ver das pessoas que conheço, seria eu pobre, seria eu pequeno; seria, porque elas querem ser GRANDES, querem ser mais e mais e mais.
Aonde esse "mais" para? Existe satisfação pra quem busca sempre mais e mais?
Aonde é suficiente? Até aonde se tem tudo que precisa, quando se quer sempre mais?
Quero viver, e ter o que preciso pra ser feliz.
Aliás, a disputa hoje por querer tudo está grande, mais um motivo então pra querer o suficiente. Porque esse, poucos querem e a concorrência é grande.
Porque não pensar em tudo que nós temos, que tantas pessoas no mundo gostariam de ter? Porque não ver o que não nos falta?
Ao ver das pessoas que conheço, seria eu pobre, seria eu pequeno; seria, porque elas querem ser GRANDES, querem ser mais e mais e mais.
Aonde esse "mais" para? Existe satisfação pra quem busca sempre mais e mais?
Aonde é suficiente? Até aonde se tem tudo que precisa, quando se quer sempre mais?
Quero viver, e ter o que preciso pra ser feliz.
Aliás, a disputa hoje por querer tudo está grande, mais um motivo então pra querer o suficiente. Porque esse, poucos querem e a concorrência é grande.
quarta-feira, junho 09, 2004
Vivendo a vida, e vendo nela as lições que descubro.
Como é ruim falar com uma pessoa que sabe tudo, que conhece todas as respostas, e que não tem o dom de ouvir.
Duas coisas aprendi com isso:
1)Saber e gostar de oferecer ajuda as pessoas, mas somente à aquelas que saber pedir ajuda. Tentar ajudar aluém que "não precisa de ajuda", é tempo perdido. Não é o orgulho que me leva a pensar desta forma, mas sim ter aprendido a pedir ajuda, a fortalecer minha humildade, a saber reconhecer quando não sei, e não ter vergonha de demonstrar isso. Antes de começar a aprender isso, era sim, movido pelo orgulho que fazia questão de se alimentar da humilhação de ver as pessoas demonstrando que sabem menos, que precisavam de mim. Hoje, preciso delas tanto quanto elas de mim.
2)Descobrir o quanto preciso prestar mais atenção em mim, e esquecer de criticar os outros, pois percebi que também erro, e às vezes, erro exatamente aonde critico.
Passo a ver todas as pessoas como iguais, com erros, como espelhos meus, e eu delas. Erramos, e como consequência, deveríamos saber nos perdoar mais. Um exemplo fácil é ir a uma lanchonete: Você está do lado de fora, comprando um lanche, está morrendo de fome e pede aquele lanche, já com água na boca, esperando... Você repara que algumas das pessoas que pediram na sua frente e você ainda esperando, e esperando. De repente, você se revolta, porque aquilo é um absurdo, ser atendido desta forma!! Esperar? você é cliente, certo?
Agora se coloque do lado de dentro do balcão: você, naquela vida, insatisfeito, ganhando pouco, aturando um monte de gente exigente, chata, incompreensível, mas você sabe que esse é o seu papel. De repente, uma pessoa começa a lhe tratar mal de uma forma que ninguém gostaria, reclama que ainda não foi atendido, que você é incompetente, que não sabe atender... mas você é elogiado por seus colegas, aquela pessoa nunca lhe viu e fala de você assim? Só porque você se atrasa um pouco, um errinho, que todo mundo comete, e essa pessoa tem o direito de lhe tratar mal?
Engraçado né? Como assim, fica fácil de entender como perdoar os erros, ter compaixão e compreensão... mas nosso ego, nossas manias de "eu sempre primeiro" não deixam. Se parece fácil de entender, porque é tão difícil praticar?
É mais fácil ser o centro das atenções, do que abdicar disso. Abrir mão? quem hoje sabe o que é isso? Quem faz isso, por prazer de ajudar ao próximo?
Como é ruim falar com uma pessoa que sabe tudo, que conhece todas as respostas, e que não tem o dom de ouvir.
Duas coisas aprendi com isso:
1)Saber e gostar de oferecer ajuda as pessoas, mas somente à aquelas que saber pedir ajuda. Tentar ajudar aluém que "não precisa de ajuda", é tempo perdido. Não é o orgulho que me leva a pensar desta forma, mas sim ter aprendido a pedir ajuda, a fortalecer minha humildade, a saber reconhecer quando não sei, e não ter vergonha de demonstrar isso. Antes de começar a aprender isso, era sim, movido pelo orgulho que fazia questão de se alimentar da humilhação de ver as pessoas demonstrando que sabem menos, que precisavam de mim. Hoje, preciso delas tanto quanto elas de mim.
2)Descobrir o quanto preciso prestar mais atenção em mim, e esquecer de criticar os outros, pois percebi que também erro, e às vezes, erro exatamente aonde critico.
Passo a ver todas as pessoas como iguais, com erros, como espelhos meus, e eu delas. Erramos, e como consequência, deveríamos saber nos perdoar mais. Um exemplo fácil é ir a uma lanchonete: Você está do lado de fora, comprando um lanche, está morrendo de fome e pede aquele lanche, já com água na boca, esperando... Você repara que algumas das pessoas que pediram na sua frente e você ainda esperando, e esperando. De repente, você se revolta, porque aquilo é um absurdo, ser atendido desta forma!! Esperar? você é cliente, certo?
Agora se coloque do lado de dentro do balcão: você, naquela vida, insatisfeito, ganhando pouco, aturando um monte de gente exigente, chata, incompreensível, mas você sabe que esse é o seu papel. De repente, uma pessoa começa a lhe tratar mal de uma forma que ninguém gostaria, reclama que ainda não foi atendido, que você é incompetente, que não sabe atender... mas você é elogiado por seus colegas, aquela pessoa nunca lhe viu e fala de você assim? Só porque você se atrasa um pouco, um errinho, que todo mundo comete, e essa pessoa tem o direito de lhe tratar mal?
Engraçado né? Como assim, fica fácil de entender como perdoar os erros, ter compaixão e compreensão... mas nosso ego, nossas manias de "eu sempre primeiro" não deixam. Se parece fácil de entender, porque é tão difícil praticar?
É mais fácil ser o centro das atenções, do que abdicar disso. Abrir mão? quem hoje sabe o que é isso? Quem faz isso, por prazer de ajudar ao próximo?
Uma derrota pra minha mente é a pior derrota de todas. Fiquei repetindo pra mim o tempo todo, firme, com toda a certeza de que não faria aquilo que minha mente me instigava a fazer. Não, de forma alguma, deixar que minha mente me comande, que fale mais alto do que meus objetivos, minha determinação. É ótimo, poder simplesmente pensar "não, não vou fazer", e observar aquela vontade sumir aos poucos... E daí em diante, sinto uma confiança maior, uma confiança de que mais um degrau foi escalado pra me libertar, pra me tornar livre. E de repente, um pensamento leve, quase como um sussurro, e quando vou perceber, me rendi aquela vontade, e assim que termino, me sinto um fracassado; percebo que aquela sensação de alegria que deveria surgir, deixa espaço para uma sensação de derrota, de fracasso, de subordinação. Me deixa decepcionado, mas vamos em frente. Todo dia é um dia de prática, de treinamento.
domingo, junho 06, 2004
Hoje é um dia marcante pra mim. Um dia em que começo com novos ideais, novos objetivos, novas visões, um novo caminho.
Ontem, por motivos ainda desconhecidos pra mim, meu relacionamento acabou. Sei da minha participação nesse fim, mas não sei o quanto contribuí. Sei que acabou, e agora é hora de uma nova fase.
Sou uma pessoa carente, e todo esse tempo, sustentei firmemente a idéia de estar ao lado de alguém pra tentar a felicidade em sua forma completa. Já a algum tempo, essa minha forma de ver as coisas mudou, e agora vou ter a oportunidade de viver minha nova teoria.
Hora de me organizar, de pôr ordem na casa.
Sendo honesto comigo mesmo, sei que errei no começo, e sei aonde errei, e essa é a hora de pensar em como não fazer denovo.
Além dos erros, em geral, existem novas descobertas a serem feitas, a maioria eu ainda nem sei quais são. Mas sei que virão, porque a vida é inconstante, e muda a cada instante. É hora de cuidar da minha mente, do meu espírito.
As mudanças dóem, machucam, principalmente quando nessas perdemos pessoas que gostamos. Mas essa é a forma de lidar e aprender com as mudanças, ou existe outra? Elas me fazem enxergar o princípio da inconstância de que os budistas falam.
Pois que venha esta nova fase, que venha o que está reservado pra mim, porque estarei aqui esperando, pronto pra seguir meu caminho.
Ontem, por motivos ainda desconhecidos pra mim, meu relacionamento acabou. Sei da minha participação nesse fim, mas não sei o quanto contribuí. Sei que acabou, e agora é hora de uma nova fase.
Sou uma pessoa carente, e todo esse tempo, sustentei firmemente a idéia de estar ao lado de alguém pra tentar a felicidade em sua forma completa. Já a algum tempo, essa minha forma de ver as coisas mudou, e agora vou ter a oportunidade de viver minha nova teoria.
Hora de me organizar, de pôr ordem na casa.
Sendo honesto comigo mesmo, sei que errei no começo, e sei aonde errei, e essa é a hora de pensar em como não fazer denovo.
Além dos erros, em geral, existem novas descobertas a serem feitas, a maioria eu ainda nem sei quais são. Mas sei que virão, porque a vida é inconstante, e muda a cada instante. É hora de cuidar da minha mente, do meu espírito.
As mudanças dóem, machucam, principalmente quando nessas perdemos pessoas que gostamos. Mas essa é a forma de lidar e aprender com as mudanças, ou existe outra? Elas me fazem enxergar o princípio da inconstância de que os budistas falam.
Pois que venha esta nova fase, que venha o que está reservado pra mim, porque estarei aqui esperando, pronto pra seguir meu caminho.
quinta-feira, junho 03, 2004
Quantas coisas na vida fazemos sem nem pensar? Pensar... quantas coisas fazemos sem nem ao menos ter noção, e só depois descobrir o que fizemos?
A cada vez que me acontece, serve de lição para como devemos refletir sobre o que falamos, ou sobre o que fazemos. Ter essa filosofia não me leva a ser perfeito, não me impede de errar. Ajuda, na verdade, a aumentar a tolerância com as pessoas, e ver que todos somos iguais, imperfeitos, e que fazemos sem intenção de magoar.
"Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra."
Esse ditado pra mim, tem esse significado. Todos temos erros, e um deles, é criticar o próximo por seus erros. "Mas eu não faço isso!" pode alguém vir a questionar, mas e o que você faz de errado, dará o direito ao próximo de criticar? Você gostaria? Eu não.
O ato de aceitar desculpas, nada mais é que reconhecer que o próximo erra, tanto quanto você! Porquê não perdoar aquele que admite que erra, e não tem intenção de magoar?
Pras pessoas, os erros tem graduação. Existem erros maiores, erros menores, erros perdoáveis ou não, e dentro dessa graduação, as pessoas se dão ao direito de recusar desculpas, de não aceitar esse tipo de erro. Mas o erro que achamos perdoável pre nós, é pro próximo?
A cada vez que me acontece, serve de lição para como devemos refletir sobre o que falamos, ou sobre o que fazemos. Ter essa filosofia não me leva a ser perfeito, não me impede de errar. Ajuda, na verdade, a aumentar a tolerância com as pessoas, e ver que todos somos iguais, imperfeitos, e que fazemos sem intenção de magoar.
"Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra."
Esse ditado pra mim, tem esse significado. Todos temos erros, e um deles, é criticar o próximo por seus erros. "Mas eu não faço isso!" pode alguém vir a questionar, mas e o que você faz de errado, dará o direito ao próximo de criticar? Você gostaria? Eu não.
O ato de aceitar desculpas, nada mais é que reconhecer que o próximo erra, tanto quanto você! Porquê não perdoar aquele que admite que erra, e não tem intenção de magoar?
Pras pessoas, os erros tem graduação. Existem erros maiores, erros menores, erros perdoáveis ou não, e dentro dessa graduação, as pessoas se dão ao direito de recusar desculpas, de não aceitar esse tipo de erro. Mas o erro que achamos perdoável pre nós, é pro próximo?
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