quinta-feira, junho 24, 2004

Resistir as mudanças não é algo fácil de se fazer. Dado o momento em que se decide aceitar o presente como algo diferente do usual, uma batalha é travada entre nossa mente e nossa votade.
A mente representa o lado programado da vida, aquele que denomina nossa vida a cada dia como COTIDIANO. É quem está habituado a generalizar tudo, analisa nossas emoções, dos nossos pensamentos e ações, e as transforma em estatísticas, dados, cálculos, respostas automáticas.
Quando mudamos, nossa mente resiste bravamente, e como alguém que sai perdendo, tenta nos convencer que sempre foi daquele jeito, e é assim que vai continuar sendo melhor. Lembra daquele velho ditado: "Não se mexe em time que está ganhando" ?? É dessa forma que a mente convence você. E se você não quiser? Ela continua, como uma tagarela, como aquele cara chato do trabalho que fica te perguntando milhares de coisas no elevador, ou puxa assunto no corredor, quando você tá indo com pressa pra algum lugar. Ela só se convence mesmo de que você não quer, quando não dá a mínima pro que ela fala. Aí sim, ela para.

E quando para, você sente que a recompensa pela luta valeu a pena. Depois que descobre o segredo da luta, de como derrubar sua mente, contra a vontade dela, fica mais fácil fazer o que é da sua vontade, não da dela.
As mudanças, vão parecendo cada vez mais coisas normais, vão perdendo todo o véu de mistério, de dúvida, de incertezas. Quando se descobre que toda a preocupação e energias gastas pensando no futuro nada mais fazem a não ser esgotar seu tempo no presente, o melhor a fazer é aceitar. O que é hoje é o que é hoje, independente de como era ontem, ou como vou querer amanhã. Importante é ter consciência de hoje é assim.
E já que é assim, que seja.
Quer fazer algo pra melhorar no futuro? Faça, você pode. Mas faça agora, no presente.
É aonde vivemos, tendo consciência ou não.

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