Sinto falta da minha alegria natural, ela anda de férias por lugares onde não sei, e sem ela aqui, a colega de quarto dela, incerteza, tá fazendo a festa: tudo é motivo de questionamento, de dúvida, de "mas", "'será", "porém".
E pensei que talvez seja porque perdi os olhos da razão, ultimamente tenho visto as coisas das piores formas possíveis, muito mais envolvido emocionalmente, quando na verdade o ideal seria ocupar o lugar de um espectador, ver de uma perspectiva de fora das coisas, analisar com cuidado, um jogo de xadrez; a única diferença é que no jogo de xadrez há regras para que a vida se movimente. O ideal é que tenhamos nossa casa segura para qualquer que seja o ataque que vem de lá, ou então, desistir de esperar e raciocinar quando o problema real existir, e não viver com os passos contados.
Mas...
Quando é hora de esperarmos da vida e quando não?
É ótimo receber um alô, email, telefonema, mensagem de texto, visita de alguém que não esperamos, é surpreendente, novo. Sendo assim, paramos de sonhar, ou nos iludir, com o futuro que é tão incerto quanto a certeza dessa afirmação.
E o que acontece com aquela sensação de desejarmos tanto algo, e sentir aquele desejo realizado? morre? paramos de sonhar?
O que deve ser esperado, e o quê não?
Deixo estas perguntas aqui, porque não as quero pesando em minha cabeça, que já se ocupa demais com coisas desnecessárias.
"A alegria é constante e inerente à pessoa, enquanto a felicidade é baseada em fatos."
quarta-feira, maio 24, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
Do alto!
Lá do alto, as coisas não são diferentes de como são aqui embaixo, só as vemos como realmente deveríamos ver, mesmo daqui de baixo.
De lá, tudo parece pequeno: desde o que achamos muito, que achamos importante e na verdade é insignificante, o que realmente importa é a nossa vida, somos nós, o que sentimos, o que estamos vivendo agora.
Nossas escolhas podem não ter volta: somos só nós, nossos riscos, ninguém pra culpar, podemos contar com conselhos, vozes alheias, mas onde colocamos os pés, onde firmamos as mãos depende apenas de nossas escolhas.
Tudo que carregamos é apenas o essencial, necessidades básicas: quando a sede bate de verdade, não há nada que substitua a simples e sem graça água potável, qualquer alimento mata a fome e dá gosto, e as marcas e origens do que vestimos não diminuem o frio que sentimos.
A vista é mágica: podemos apreciar tudo de valor ao nosso redor, que todos os dias vemos de perto e nada de importante nos parece; conseguimos relembrar o que é fazer parte desse mundo maravilhoso.
O tempo é curto: a qualquer hora, corremos o risco de não estarmos mais neste plano, vivendo esta vida, por mais que as pessoas não gostem de dizer sobre; e já que não sabemos o quanto, temos que aprender a fazer o melhor que podemos com o nosso tempo, que não sabemos o quanto nos resta.
De lá, tudo parece pequeno: desde o que achamos muito, que achamos importante e na verdade é insignificante, o que realmente importa é a nossa vida, somos nós, o que sentimos, o que estamos vivendo agora.
Nossas escolhas podem não ter volta: somos só nós, nossos riscos, ninguém pra culpar, podemos contar com conselhos, vozes alheias, mas onde colocamos os pés, onde firmamos as mãos depende apenas de nossas escolhas.
Tudo que carregamos é apenas o essencial, necessidades básicas: quando a sede bate de verdade, não há nada que substitua a simples e sem graça água potável, qualquer alimento mata a fome e dá gosto, e as marcas e origens do que vestimos não diminuem o frio que sentimos.
A vista é mágica: podemos apreciar tudo de valor ao nosso redor, que todos os dias vemos de perto e nada de importante nos parece; conseguimos relembrar o que é fazer parte desse mundo maravilhoso.
O tempo é curto: a qualquer hora, corremos o risco de não estarmos mais neste plano, vivendo esta vida, por mais que as pessoas não gostem de dizer sobre; e já que não sabemos o quanto, temos que aprender a fazer o melhor que podemos com o nosso tempo, que não sabemos o quanto nos resta.
sexta-feira, maio 19, 2006
Namorando!
Hoje, vindo pra casa, tive a certeza que fui tomado pela paixão, meu coração já não responde mais a mim.
Me peguei pensando nela em todo o caminho, lembrando das características, qualidades, defeitos. A gente percebe o quão envolvido está, quando vê um mar de encantos até nos defeitos.
Eu até já conheço a família dela! O pai é um homem poderoso, trabalha com gente, uma pessoa amável que você não gostaria que ficasse do lado oposto; A mãe é jovial, uma ternura em pessoa. Gosto muito dos dois, e sou grato pelo excelente trabalho que fizeram.
Muitos gostam dela, inclusive meus amigos e família, pois é inegável que ela faz todos se sentirem ótimos com sua presença, que se perdida, é como se um pedaço da felicidade que nos levassem.
Ela ama a vida, do jeito que lhe foi ensinada, junto de algo genético, e dessa degustação minuciosa fez seu próprio tempero. Sabe mostrar a cada um de nós o melhor dela como mais ninguém consegue, no ponto exato em que cada um precisa, na medida certa. E como gosta dos prazeres da vida! Ah, ela sim sabe dar valor.
Mantém a infância que reside em cada um de nós acesa, porque sabe o quanto ela nos afasta das preocupações mundanas e do crescimento, estas por sinal, nos dão iniciação à sabedoria, que nos leva embora a vivacidade, a graça, a simplicidade e uma doçura que é tão cara.
Sinto sua falta por todo o tempo que não a conhecia, mesmo conhecendo-a tão pouco.
E não consigo mais esconder o que sinto, e o quão tolo fui de nunca querer mais a presença dela na minha vida, mesmo com o medo de me envolver a tal ponto de não ter mais volta. Antes viver cada dia a finco ao lado dela, com a alegria que ela proporciona, como sendo o último, que com a tristeza de só admirá-la ao longe por toda a eternidade da minha paixão.
A grande maioria das pessoas que eu conheço sabe quem ela é, e caso não, tenha certeza que ainda a conhecerás, porque a vejo na vida, e a quero na minha.
Me peguei pensando nela em todo o caminho, lembrando das características, qualidades, defeitos. A gente percebe o quão envolvido está, quando vê um mar de encantos até nos defeitos.
Eu até já conheço a família dela! O pai é um homem poderoso, trabalha com gente, uma pessoa amável que você não gostaria que ficasse do lado oposto; A mãe é jovial, uma ternura em pessoa. Gosto muito dos dois, e sou grato pelo excelente trabalho que fizeram.
Muitos gostam dela, inclusive meus amigos e família, pois é inegável que ela faz todos se sentirem ótimos com sua presença, que se perdida, é como se um pedaço da felicidade que nos levassem.
Ela ama a vida, do jeito que lhe foi ensinada, junto de algo genético, e dessa degustação minuciosa fez seu próprio tempero. Sabe mostrar a cada um de nós o melhor dela como mais ninguém consegue, no ponto exato em que cada um precisa, na medida certa. E como gosta dos prazeres da vida! Ah, ela sim sabe dar valor.
Mantém a infância que reside em cada um de nós acesa, porque sabe o quanto ela nos afasta das preocupações mundanas e do crescimento, estas por sinal, nos dão iniciação à sabedoria, que nos leva embora a vivacidade, a graça, a simplicidade e uma doçura que é tão cara.
Sinto sua falta por todo o tempo que não a conhecia, mesmo conhecendo-a tão pouco.
E não consigo mais esconder o que sinto, e o quão tolo fui de nunca querer mais a presença dela na minha vida, mesmo com o medo de me envolver a tal ponto de não ter mais volta. Antes viver cada dia a finco ao lado dela, com a alegria que ela proporciona, como sendo o último, que com a tristeza de só admirá-la ao longe por toda a eternidade da minha paixão.
A grande maioria das pessoas que eu conheço sabe quem ela é, e caso não, tenha certeza que ainda a conhecerás, porque a vejo na vida, e a quero na minha.
segunda-feira, maio 08, 2006
44!
Meu coração é uma criança de 8 anos, e quero!
Como eu quero, quero muito muito mesmo.
E quero tudo!
Choro pra ter, sem me importar com o quê vai dar.
Já não consigo viver sem, aliás, não sei como consegui esse tempo todo.
Tenho, mas só metade.
Mas nada adianta chorar tanto, porque não consigo tudo.
Pedi de todas as formas possíveis, mas não tive.
Querer só me fez mal, me fez sofrer.
Não quero mais.
Nem sei porquê queria tanto.
O que era mesmo?
Porquê o 44?
É o meio termo que tão feliz me faz, mas meu coração quer mais.
Como eu quero, quero muito muito mesmo.
E quero tudo!
Choro pra ter, sem me importar com o quê vai dar.
Já não consigo viver sem, aliás, não sei como consegui esse tempo todo.
Tenho, mas só metade.
Mas nada adianta chorar tanto, porque não consigo tudo.
Pedi de todas as formas possíveis, mas não tive.
Querer só me fez mal, me fez sofrer.
Não quero mais.
Nem sei porquê queria tanto.
O que era mesmo?
Porquê o 44?
É o meio termo que tão feliz me faz, mas meu coração quer mais.
Etiquetas
Porquê nossos relacionamentos tem nomes, definições?
Um motivo que vem à minha cabeça no instante que penso nisso é segurança, que na verdade é uma "segurança".
Nascemos no berço de uma família, e este nome traz um peso importante, de pessoas que estariam ao seu lado por toda a vida. E em nossa jornada, conhecemos outras pessoas, que moram ao nosso lado ou próximas, em lugares que frequentamos, através de pessoas que convivemos; as menos próximas chamamos de colegas, as que confidenciamos damos o nome de amigo.
Há também outras que, nem sempre sabemos explicar, gostamos de um jeito diferente daquelas que chamamos de amigos sem ser mais importante, pessoas que queremos próximas o tempo todo, que nos despertam sentimentos até hoje inexplicáveis.
E minha dificuldade está aí.
Todos estes títulos não fazem destas pessoas eternas, não sustentam as bases do relacionamento que existe entre as partes, deixando sobre nossa responsabilidade tratá-las da melhor forma que merecem, e ainda assim não esperar retorno pelo que fazemos, mas sim que elas gostem de nós por livre e espontânea vontade.
Assumo que sou dependente da etiqueta, que gosto de saber que temos algo diferente, algo em comum de acordo entre as partes, ainda assim sabendo que mesmo não tendo a tal etiqueta, eu vivo todas as coisas boas que o relacionamento me dá.
Mas eu ainda as quero, tanto ela como a etiqueta.
Um motivo que vem à minha cabeça no instante que penso nisso é segurança, que na verdade é uma "segurança".
Nascemos no berço de uma família, e este nome traz um peso importante, de pessoas que estariam ao seu lado por toda a vida. E em nossa jornada, conhecemos outras pessoas, que moram ao nosso lado ou próximas, em lugares que frequentamos, através de pessoas que convivemos; as menos próximas chamamos de colegas, as que confidenciamos damos o nome de amigo.
Há também outras que, nem sempre sabemos explicar, gostamos de um jeito diferente daquelas que chamamos de amigos sem ser mais importante, pessoas que queremos próximas o tempo todo, que nos despertam sentimentos até hoje inexplicáveis.
E minha dificuldade está aí.
Todos estes títulos não fazem destas pessoas eternas, não sustentam as bases do relacionamento que existe entre as partes, deixando sobre nossa responsabilidade tratá-las da melhor forma que merecem, e ainda assim não esperar retorno pelo que fazemos, mas sim que elas gostem de nós por livre e espontânea vontade.
Assumo que sou dependente da etiqueta, que gosto de saber que temos algo diferente, algo em comum de acordo entre as partes, ainda assim sabendo que mesmo não tendo a tal etiqueta, eu vivo todas as coisas boas que o relacionamento me dá.
Mas eu ainda as quero, tanto ela como a etiqueta.
quinta-feira, maio 04, 2006
Implicante!
Há quem diga que não liga, que não sente falta, mas a verdade é: quem não gosta de carinho? Mas como tudo na vida deve ser uma troca, a minha pergunta é como você o dá?
As pessoas usam das mais variadas maneiras para demonstrar o carinho: beijos, mordidas, caretas, brincadeiras, sorrisos contidos, abraços, gestos vários, palavras bonitas, elogios, provocações...
E, pensando cá com meus botões, achei que uma das razões pra não demonstrar carinho como carinho sincero e original seria por insegurança, afinal, quem nunca teve medo de demonstrar algo e não ser correspondido?
Sempre me achei uma pessoa carinhosa, tanto com meus amigos como amigas, com minha família, com as pessoas do meu trabalho, com minhas namoradas e coma as pessoas que tenho intimidade para me aproximar.
E ontem eu descubro que...
"Você é muito implicante! de verdade."
...usei do mesmo artifícil pra tentar, de uma forma frustrada, nada mais que carinho! Caí na cilada do receio!
Ah, como eu quis dizer que a adoro, que a companhia dela é ótima, que ela me diverte, que sinto saudades, o quanto eu a quero por perto, que queria muitos beijos, que queria abraçá-la, que os bicos e as birras são parte do charme dela, e tantas coisas mais quis dizer, mas a verdade é que nada disso deu lugar à pura insegurança, em forma de implicância.
Entendeu, linda?
As pessoas usam das mais variadas maneiras para demonstrar o carinho: beijos, mordidas, caretas, brincadeiras, sorrisos contidos, abraços, gestos vários, palavras bonitas, elogios, provocações...
E, pensando cá com meus botões, achei que uma das razões pra não demonstrar carinho como carinho sincero e original seria por insegurança, afinal, quem nunca teve medo de demonstrar algo e não ser correspondido?
Sempre me achei uma pessoa carinhosa, tanto com meus amigos como amigas, com minha família, com as pessoas do meu trabalho, com minhas namoradas e coma as pessoas que tenho intimidade para me aproximar.
E ontem eu descubro que...
"Você é muito implicante! de verdade."
...usei do mesmo artifícil pra tentar, de uma forma frustrada, nada mais que carinho! Caí na cilada do receio!
Ah, como eu quis dizer que a adoro, que a companhia dela é ótima, que ela me diverte, que sinto saudades, o quanto eu a quero por perto, que queria muitos beijos, que queria abraçá-la, que os bicos e as birras são parte do charme dela, e tantas coisas mais quis dizer, mas a verdade é que nada disso deu lugar à pura insegurança, em forma de implicância.
Entendeu, linda?
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