Sinto falta da minha alegria natural, ela anda de férias por lugares onde não sei, e sem ela aqui, a colega de quarto dela, incerteza, tá fazendo a festa: tudo é motivo de questionamento, de dúvida, de "mas", "'será", "porém".
E pensei que talvez seja porque perdi os olhos da razão, ultimamente tenho visto as coisas das piores formas possíveis, muito mais envolvido emocionalmente, quando na verdade o ideal seria ocupar o lugar de um espectador, ver de uma perspectiva de fora das coisas, analisar com cuidado, um jogo de xadrez; a única diferença é que no jogo de xadrez há regras para que a vida se movimente. O ideal é que tenhamos nossa casa segura para qualquer que seja o ataque que vem de lá, ou então, desistir de esperar e raciocinar quando o problema real existir, e não viver com os passos contados.
Mas...
Quando é hora de esperarmos da vida e quando não?
É ótimo receber um alô, email, telefonema, mensagem de texto, visita de alguém que não esperamos, é surpreendente, novo. Sendo assim, paramos de sonhar, ou nos iludir, com o futuro que é tão incerto quanto a certeza dessa afirmação.
E o que acontece com aquela sensação de desejarmos tanto algo, e sentir aquele desejo realizado? morre? paramos de sonhar?
O que deve ser esperado, e o quê não?
Deixo estas perguntas aqui, porque não as quero pesando em minha cabeça, que já se ocupa demais com coisas desnecessárias.
"A alegria é constante e inerente à pessoa, enquanto a felicidade é baseada em fatos."
quarta-feira, maio 24, 2006
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