Quem sou eu? Já não sei mais.
Lembro de mim há algum tempo atrás e vejo que tanta coisa mudou, coisas boas e ruins, coisas que afetam a meus amigos, aos que me cercam e principalmente a mim.
Mas engraçado... me sinto bem, solto, talvez de uma maneira completamente nova. Mas fui pego de surpresa com uma pergunta:
"Porquê você mudou tanto?"
A vida em si é uma constante mudança, um furacão sem direção, uma metamorfose contínua, e essa é uma das grandes qualidades que podemos usufruir dela: seja sempre você mesmo, sem ser obrigado a ser o mesmo.
Mude, mostre quem você é, mostre que é você, independente do que seja, tanto que seja autêntico, seja real, seja satisfatório, livre.
Sinta-se livre!
Seja, mas seja não quem é você para todo o mundo ao seu redor, e sim alguém quem você sempre teve vontade de ser.
Seja generoso, mas não ao ponto de sacrificar-se, de ser vítima de seu próprio vício em elogios.
Seja egoísta, mas somente ao ponto de não se tornar escravo do capricho e desejo alheios.
Livre-se da opinião alheia, e pense se você gosta do que é.
quarta-feira, abril 26, 2006
domingo, abril 23, 2006
Nada é seu
Há algum tempo atrás nós nascemos nesse mundo. E hoje temos nossas posses, como se cada um de nós ganhasse um porquinho pra guardar o que quisesse, sem restrições.
Sem perceber possuímos enormes cofres, com tudo guardado que vimos no caminho, tudo que foi possível ser acumulado. Muitas das vezes, tantas coisas guardadas que nem temos idéia do quanto, do quê ou da mínima importância ou real uso, e pior, privando do uso alheio, do desfrute de outras pessoas que poderiam dividir tais posses sem que nenhum de nós se prejudique.
Mas a vida passa na mesma proporção que o peso do cofre aumenta, e o caminho é mais tortuoso, mais complicado, às vezes íngrime, e quase sempre sem a menor projeção do destino, ou dos próximos cruzamentos, bifurcações e escolhas.
E no final do caminho, aonde não há mais saída, quando nos damos frente a única certeza que nasce conosco, olhamos nossas posses e descobrimo-nos tão preocupados em ter tudo que o desejo material nos instiga que esquecemos que quando esta hora chega, não podemos levar nada.
Tudo aqui é emprestado.
O que levamos de verdade são os resultados de nossas atitudes, as lições de moral vindas do sofrimento, de como contornamos as más situações, de como deixamos o orgulho de lado, de como nos portamos em relação ao próximo, de como fomos no papel de seres humanos para com o mundo, de como crescemos por dentro com tudo isso.
Ninguém é o que tem ou o que carrega por fora.
Usufrua do que a vida lhe dá, provinda do seu ou do esforço alheio, sabendo dar o valor e sempre lembrando que além de ser emprestado, tudo que vem pode voltar na mesma intensidade: tudo que é material é perecível ao tempo.
Você realmente precisa de tudo que tem? Você realmente usa tudo que tem?
O quanto do seu cofrinho não é material?
Só a matéria carrega o que é material. E quando a matéria acaba?
Sem perceber possuímos enormes cofres, com tudo guardado que vimos no caminho, tudo que foi possível ser acumulado. Muitas das vezes, tantas coisas guardadas que nem temos idéia do quanto, do quê ou da mínima importância ou real uso, e pior, privando do uso alheio, do desfrute de outras pessoas que poderiam dividir tais posses sem que nenhum de nós se prejudique.
Mas a vida passa na mesma proporção que o peso do cofre aumenta, e o caminho é mais tortuoso, mais complicado, às vezes íngrime, e quase sempre sem a menor projeção do destino, ou dos próximos cruzamentos, bifurcações e escolhas.
E no final do caminho, aonde não há mais saída, quando nos damos frente a única certeza que nasce conosco, olhamos nossas posses e descobrimo-nos tão preocupados em ter tudo que o desejo material nos instiga que esquecemos que quando esta hora chega, não podemos levar nada.
Tudo aqui é emprestado.
O que levamos de verdade são os resultados de nossas atitudes, as lições de moral vindas do sofrimento, de como contornamos as más situações, de como deixamos o orgulho de lado, de como nos portamos em relação ao próximo, de como fomos no papel de seres humanos para com o mundo, de como crescemos por dentro com tudo isso.
Ninguém é o que tem ou o que carrega por fora.
Usufrua do que a vida lhe dá, provinda do seu ou do esforço alheio, sabendo dar o valor e sempre lembrando que além de ser emprestado, tudo que vem pode voltar na mesma intensidade: tudo que é material é perecível ao tempo.
Você realmente precisa de tudo que tem? Você realmente usa tudo que tem?
O quanto do seu cofrinho não é material?
Só a matéria carrega o que é material. E quando a matéria acaba?
sexta-feira, abril 21, 2006
Curto.
Trabalho.
À toa.
Música.
Calor.
Descalso.
Sem idéias.
Nada de palavras.
Só ela.
Aonde está?
Quero ouvir.
Não vou ligar.
Saudade?
Paixão?
Hmmm...
Quero sair.
Praia.
Meus amigos...
Aonde?
Outra música.
Desanimo.
Boa música!
Sono.
Ela de novo?
Ela pensa?
Sente?
Quer?
Preciso sair.
Ocupar a mente.
Sem palavras.
Onde foram?
Pensamentos curtos.
Conclusivos.
Vazia?
Sem criatividade.
Desisto.
À toa.
Música.
Calor.
Descalso.
Sem idéias.
Nada de palavras.
Só ela.
Aonde está?
Quero ouvir.
Não vou ligar.
Saudade?
Paixão?
Hmmm...
Quero sair.
Praia.
Meus amigos...
Aonde?
Outra música.
Desanimo.
Boa música!
Sono.
Ela de novo?
Ela pensa?
Sente?
Quer?
Preciso sair.
Ocupar a mente.
Sem palavras.
Onde foram?
Pensamentos curtos.
Conclusivos.
Vazia?
Sem criatividade.
Desisto.
segunda-feira, abril 17, 2006
Só você
Nunca ponha sua felicidade nas mãos de uma outra pessoa, jamais faça isso, pois ninguém no mundo é capaz de fazer você feliz além de você mesmo. Você é sempre responsável pelo que acontece com a sua vida, é sempre quem dá a última palavra, quem aceita, quem tomas as decisões, quem permite ou omite, quem ganha ou perde.
Não confunda independência com orgulho: que tentemos caminhar sós, mas sabendo aceitar uma mão estendida caso tropecemos;
Não confunda individualidade com individualismo: cada um de nós é um só, mas não somos só nós.
As pessoas que encontramos na vida, tanto as que ficam e as que vão, são suplementos, simplesmente adicionam, acrescentam, somam; elas sempre tem um propósito, algumas maiores, outras menores, mas todos importantes. Cada um de nós é importante, sendo quem somos.
Somos o que somos, não o que temos.
Conte comigo para o que eu puder fazer para ajudar você, mas nunca por você, ou para você: viva sua vida, seja você mesmo, sofra, desfrute-se, conheça-se, alegre-se, aprenda, observe, caminhe o seu caminho.
Não confunda independência com orgulho: que tentemos caminhar sós, mas sabendo aceitar uma mão estendida caso tropecemos;
Não confunda individualidade com individualismo: cada um de nós é um só, mas não somos só nós.
As pessoas que encontramos na vida, tanto as que ficam e as que vão, são suplementos, simplesmente adicionam, acrescentam, somam; elas sempre tem um propósito, algumas maiores, outras menores, mas todos importantes. Cada um de nós é importante, sendo quem somos.
Somos o que somos, não o que temos.
Conte comigo para o que eu puder fazer para ajudar você, mas nunca por você, ou para você: viva sua vida, seja você mesmo, sofra, desfrute-se, conheça-se, alegre-se, aprenda, observe, caminhe o seu caminho.
segunda-feira, abril 10, 2006
Amor ou guerra?
Pensei nessa frase, depois de passar a noite desse domingo pensando em como minha situação afetiva anda:
"Ame e desarme-se!"
Vamos aos entendimentos:
Cansei da vida de guerras emocionais, de disputas de ego quando haveriam de ser trocas intermináveis de carinho, brincadeiras sem parar, sorrisos não contidos, felicidade, tranquilidade, paz.
Não aguento mais conter toda a minha vontade de dizer a ela que sinto falta, que adoro o jeito que ela faz bico, de poder vê-la pelo simples prazer da companhia, de elogiar incondicionalmente, de cortejá-la sem me preocupar em quem sai perdendo ou ganhando, mas meu medo é tão grande quanto a população de egos que encontro na minha trilha amorosa.
Será que existe alguém aí fora que esteja preparado para mergulhar, de mãos dadas, num abismo de altruísmo, simplesmente feliz por estar ao lado da pessoa certa, sem nem se preocupar quando é o fim da queda chega e quem se machuca mais ou menos?
Talvez eu seja mais um idealista sentimental idiota, que sempre vai perder nas disputas até que alguém resolva fazer valer, não sendo um jogo mas mesmo assim sendo só um amistoso.
"Ame e desarme-se!"
Vamos aos entendimentos:
Cansei da vida de guerras emocionais, de disputas de ego quando haveriam de ser trocas intermináveis de carinho, brincadeiras sem parar, sorrisos não contidos, felicidade, tranquilidade, paz.
Não aguento mais conter toda a minha vontade de dizer a ela que sinto falta, que adoro o jeito que ela faz bico, de poder vê-la pelo simples prazer da companhia, de elogiar incondicionalmente, de cortejá-la sem me preocupar em quem sai perdendo ou ganhando, mas meu medo é tão grande quanto a população de egos que encontro na minha trilha amorosa.
Será que existe alguém aí fora que esteja preparado para mergulhar, de mãos dadas, num abismo de altruísmo, simplesmente feliz por estar ao lado da pessoa certa, sem nem se preocupar quando é o fim da queda chega e quem se machuca mais ou menos?
Talvez eu seja mais um idealista sentimental idiota, que sempre vai perder nas disputas até que alguém resolva fazer valer, não sendo um jogo mas mesmo assim sendo só um amistoso.
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