quarta-feira, dezembro 28, 2005

Amigos!

Definitivamente, a maior lição da vida é nos ensinar a fazer amigos. Não são como parentes, que nascem da sua família, e você aceita como condição de ter nascido, mas são pessoa que você conhece pelo meio do seu caminho, e que se identificam no mesmo objetivo, ou em algo em comum, mas que estarão sempre ao seu lado, pro que der e vier, independente de onde vieram e para onde vão.
Passei o dia de hoje escrevendo muitas mensagens aos amigos, mas ainda assim não consegui escrever para todos. E para eles, compensa toda a criatividade, esforço, tempo, e tudo mais envolvido para que pudesse lembrar a cada um deles que são importantes na minha vida, cada um de um jeito, do seu modo e não importando quem chegou primeiro: eu amo todos vocês.
Adorei suas mensagens de volta! Vocês são o tesouro que a vida me deu, e são a mais valiosa e preciosa recompensa de todo esse tempo.
Amo vocês! Feliz 2006!!!

terça-feira, dezembro 27, 2005

Tô de volta!

A vida de circo é uma vida de mudanças, vai pra cá e pra lá, desarruma e estende lona, monta camarim, uma série de preparativos.
E nesse tempo de mudanças, esse palhaço aqui andou pensando na vida, com todo esse tempo vago antes que o espetáculo de 2006 comece, pra que aquele sorriso acompanhado da gargalhada em volume alto e incontido - que é a fonte de alegria e sustento do coração do palhaço - possa voltar à toda.

Um trecho de Pedro Mariano, na canção "De repente", diz o seguinte:

"Não há nada a perder, não há nada a ganhar, a não ser o prazer de ser o mesmo mas mudar;
Não há nada só bom, nem ninguém é só mau, se o início e o final de nós todos é um só."


E refletindo na vida, sem maquiagem nem peruca, olhando pro meu eu lá dentro do espelho, encarei e tentei perguntar o porquê da tristeza que me abateu por todo esse tempo. E nada de resposta.
A vida é um mistério divino, um segredo guardado a sete chaves, algo que nem ao mais puro dos corações é entregue, e sabe porquê? Porque cada um tem sua palavra-cruzada, seu quebra-cabeça, ou seu desafio que não importa o nome: é uma lição que cada um precisa superar, precisa aprender a lidar com todas as facetas, superar, mesmo tendo a certeza que nem sempre sairemos vencedores ou nem mesmo a certeza da melhor resposta às perguntas.
E voltando pro espelho, eu vi um alguém, que muito mais do que todo aquele colorido que se vê por fora; e não deixando, mas pondo minha vista de lado ao meu próprio reflexo, eu vi uma vida feliz, mesmo que carregada de momentos não explicáveis.
E que se abram as cortinas, porque o palhaço tá de branco, esperando os fogos chegarem, e desejando a todos um feliz 2006!

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Faltando...

Completamente sem sono, por incrível que pareça e pela hora que fui dormir ontem, acordei. Nada, nem sequer um vestígio de álcool, nem uma dor de cabeça, mas o que mais me incomodou foi a ausência de qualquer emoção, sentimendo ou pensamento na minha cabeça e coração.
Lembro de uma frase do meu pai, um dos responsáveis pela herança genética do genio bobo que tenho, que dizia alguém chato quando "dormia fora da geladeia"; fazendo uma pequena adaptação à ela, parece é que fiquei por demais na geladeira, e tudo aqui dentro de repente parou há algum tempo, e eu não tenho nem sequer um fósforo pra acender, um isqueiro pra esquentar, quem dirá uma vela.
Parece repetitivo e maçante ficar escrevendo desse meu vazio incessantemente, algo triste e chato, sem graça, que não adiciona nada a ninguém; agora tente imaginar sentir tudo isso, sem nem ao menos saber porquê.
É como se algo tivesse faltando, uma pequena peça do quebra-cabeça que ninguém sabe qual é, aliás, uma peça que ninguém sabe nem se existe, porque o vazio não tem marca, forma ou padrão; a verdade é que a peça que falta é descobrir que não me falta nada, ou ao menos saber, sentir esta certeza. Ainda não tenho a convicção de que posso ter tudo no mundo, mas hoje sei que tenho um pouco de tudo que uma pessoa precisa pra ser, não só feliz, mas muito feliz.

domingo, dezembro 25, 2005

Desculpas

Estou tão insuportavelmente sem paciência e saco com as coisas, que seria extremamente mal-educado ao responder nesse momento uma pergunta do tipo "por quê?".
Realmente não consigo entender a origem de tão mal comportamento, mas o que ninguém além de mim sabe é que essas semanas tem sido de completa provação do meu autocontrole; aprendi que em vez de uma resposta mal-criada, eu posso guardar pra mim e no máximo transparecer uma cara de puto, mas com meu próprio comportamento acompanhado de um medo lá de dentro que crio ao imaginar que meu lado mais frio possa me tomar por completo.
Pra escolher algo pra ouvir enquanto escrevo foi uma tortura, como se a voz alegre de cada pessoa que cantava entre minhas escolhas me agredisse com tanta alegria.
Como posso gostar, ou ao menos ter carinho com os meus próximos sem nem ao menos me tolerar? Mas esse desafio eu tenho superado, na forma evasiva de sair de um ambiente que me irrita, ou simplesmente não responder a um comentário sarcástico, ou até fazer uma carranca, porque cara feia é pouco, mas ainda assim sem perder o controle, e responder calmamente um "não quero falar agora".
Não está em livro nenhum, em nenhuma lição de moral de qualquer filme que passe na tv a cabo, ou principalmente em algum conselho amigo do fundo de um coração amável: está em mim a resposta pra este comportamento, mas talvez por ter chegado a uma fase de resolver tantas coisas pendentes, de explorar lados não conhecidos como diz meu horóscopo de hoje, e até de tentar mudar coisas que não gosto e não gostar de coisas que estão mudando.
Aos meus familiares eu só tenho a agradecer por toda a paciência, até quando ela durar, por tudo mesmo. Amo estes únicos dois próximos que me acompanham dia a dia e conhecem minhas caras de longe e já possuem armadura de tanto coice e pontapé.
Aos amigos próximos eu agradeço, mas graças à educação dada pela minha querida mãe, é possível que não tenha transparecido tanto, mas como diz Seu Jorge na canção "Chatterton": "e eu, PUTA QUE PARIUUUUU, não vou nada bem..."
Aos de fora, que são apenas colegas, que tenham opiniões que queiram, que pensem o que quiserem, que ajam como acham que tem que agir, porque isso é direito de todo mundo; só peço desculpas por magoar alguém que não é de direito com meus problemas.
E Feliz natal pra todos.

Chocolate!

Acordo no susto em casa, olho pro relógio e vejo 6, na janela o tempo escuro e o susto aumenta, penso que acabou o dia, minha razão acorda pra vida e vejo que na verdade são só 6 da manhã!
E no susto, as palavras me invadem sem pedir licença nem por favor, e todo o texto brota na minha mente, as palavras emboladas, tudo completamente bagunçado, mas as vejo, ouço as idéias, vou juntando uma na outra, "cadê meu caderno porque preciso escrever", as palavras que preciso pra juntar todas as idéias vem de livre e espontânea vontade, como quem se doa pra participar de algo bonito no final.
"Não adianta vir com guaraná pra mim..." é a música que vem na minha cabeça e me faz rir como um bobo que sou; nessa hora, ninguém mais que minha musa marisa cantando me lembrando dela, a bendita curiosidade do meu coração, e digo bentida porque não posso ter certeza, mas tenho fé de que essa curiosidade pode render bons frutos, ou doces...
E da lembrança me vem que o nome é novo pra mim, mas este apelido já passou na minha vida através de uma outra gata que caiu de pára-quedas na minha vida, tanto quanto essa; a de antes deixou boas lembranças, mas o lado antisocial, antipático e escandaloso se sobresairam e me fizeram acabar com a nossa história, afinal de contas, ninguém merecia ela querendo miar a madrugada inteira, parecendo estar no cio todos os santos dias. Falei antes da bendita curiosidade, mas tá percebendo que além disso ele é fantasioso e teimoso? Porque dessa vez eu acho que pode ser melhor...
Dizer não saber a razão de tanto interesse e curiosidade que tenho é não acreditar que o pouco tempo que conheço ela não seja suficiente pra ter despertado este "encantamento", este querer saber mais, beliscar um pedacinho maior dessa tentação de doce.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Questionamento

Estava eu hoje no metrô prestando a atenção na conversa de duas pessoas, que se chamar de "humildes" soa arrogante, mas se chamá-las de "pobres" parece discriminativo. Enfim, além da conversa, reparava no modo de se comportar, na forma de agir, e instintivamente, o que o ser humano faz, incluindo a mim pois faço parte dessa raça, é criticar.
Ultimamente, tenho tentado deixar essa palavra de lado, do uso ao comportamento referente a ela, e em troca, estou praticando muito mais uma outra interessante: questionar. Acredito que entendendo os porquês consigamos respeitar, ou até perdoar, o próximo. Entenda: não acho que tudo seja justificável, mas entendível, e assim, perdoável.
"Por favor, obrigado e desculpe" são 3 palavras fundamentais da grandiosa educação que minha mãe me ensinou, e sou eternamente grato a ela pois hoje não tenho queixas em relação à forma que me porto ao mundo. Realmente, são coisas fundamentais... são? porquê? Porque ela me ensinou. Se alguém me esbarra na rua, nem me olha e sai andando, é tão rápido como um raio a idéia do ultraje que este ser mal-educado acaba de cometer; logo em seguida, dependendo do quão absurdo possa nos ser, vem as palavras do vocabulário que mãe nenhuma ensina, mas fazemos questão de usar.
O aprendizado que tenho praticado é me perguntar se essa pessoa teve, não o conhecimento do quão importante o "desculpe" tem pra mim naquela hora, mas qualquer conhecimento sobre uma forma amigável de viver em sociedade, do quão importante é sentir pelo próximo algo que não queiramos sentir. As pessoas não se questionam isso; "não me importa, não é problema meu" é a mais célebre das frases. Quem quer saber se a pessoa não recebeu educação pra saber a finalidade de um simples "por favor", as pessoas acham que elas tem que saber! Aliás, simplesmente dizer um "não me importa" é de uma hipocrisia tremenda, pois se realmente não importasse não ouvir "desculpe" depois de um tremendo esbarrão, porquê então se irritar e indignar com tal fato? Com as coisas que eu não me importo, simplesmente passam despercebidas, inócuas.
O ser humano é o mais egoístas dos animais: espera amor usando de incompreensão e indiferença.