Estava eu hoje no metrô prestando a atenção na conversa de duas pessoas, que se chamar de "humildes" soa arrogante, mas se chamá-las de "pobres" parece discriminativo. Enfim, além da conversa, reparava no modo de se comportar, na forma de agir, e instintivamente, o que o ser humano faz, incluindo a mim pois faço parte dessa raça, é criticar.
Ultimamente, tenho tentado deixar essa palavra de lado, do uso ao comportamento referente a ela, e em troca, estou praticando muito mais uma outra interessante: questionar. Acredito que entendendo os porquês consigamos respeitar, ou até perdoar, o próximo. Entenda: não acho que tudo seja justificável, mas entendível, e assim, perdoável.
"Por favor, obrigado e desculpe" são 3 palavras fundamentais da grandiosa educação que minha mãe me ensinou, e sou eternamente grato a ela pois hoje não tenho queixas em relação à forma que me porto ao mundo. Realmente, são coisas fundamentais... são? porquê? Porque ela me ensinou. Se alguém me esbarra na rua, nem me olha e sai andando, é tão rápido como um raio a idéia do ultraje que este ser mal-educado acaba de cometer; logo em seguida, dependendo do quão absurdo possa nos ser, vem as palavras do vocabulário que mãe nenhuma ensina, mas fazemos questão de usar.
O aprendizado que tenho praticado é me perguntar se essa pessoa teve, não o conhecimento do quão importante o "desculpe" tem pra mim naquela hora, mas qualquer conhecimento sobre uma forma amigável de viver em sociedade, do quão importante é sentir pelo próximo algo que não queiramos sentir. As pessoas não se questionam isso; "não me importa, não é problema meu" é a mais célebre das frases. Quem quer saber se a pessoa não recebeu educação pra saber a finalidade de um simples "por favor", as pessoas acham que elas tem que saber! Aliás, simplesmente dizer um "não me importa" é de uma hipocrisia tremenda, pois se realmente não importasse não ouvir "desculpe" depois de um tremendo esbarrão, porquê então se irritar e indignar com tal fato? Com as coisas que eu não me importo, simplesmente passam despercebidas, inócuas.
O ser humano é o mais egoístas dos animais: espera amor usando de incompreensão e indiferença.
terça-feira, dezembro 06, 2005
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