Estou tão insuportavelmente sem paciência e saco com as coisas, que seria extremamente mal-educado ao responder nesse momento uma pergunta do tipo "por quê?".
Realmente não consigo entender a origem de tão mal comportamento, mas o que ninguém além de mim sabe é que essas semanas tem sido de completa provação do meu autocontrole; aprendi que em vez de uma resposta mal-criada, eu posso guardar pra mim e no máximo transparecer uma cara de puto, mas com meu próprio comportamento acompanhado de um medo lá de dentro que crio ao imaginar que meu lado mais frio possa me tomar por completo.
Pra escolher algo pra ouvir enquanto escrevo foi uma tortura, como se a voz alegre de cada pessoa que cantava entre minhas escolhas me agredisse com tanta alegria.
Como posso gostar, ou ao menos ter carinho com os meus próximos sem nem ao menos me tolerar? Mas esse desafio eu tenho superado, na forma evasiva de sair de um ambiente que me irrita, ou simplesmente não responder a um comentário sarcástico, ou até fazer uma carranca, porque cara feia é pouco, mas ainda assim sem perder o controle, e responder calmamente um "não quero falar agora".
Não está em livro nenhum, em nenhuma lição de moral de qualquer filme que passe na tv a cabo, ou principalmente em algum conselho amigo do fundo de um coração amável: está em mim a resposta pra este comportamento, mas talvez por ter chegado a uma fase de resolver tantas coisas pendentes, de explorar lados não conhecidos como diz meu horóscopo de hoje, e até de tentar mudar coisas que não gosto e não gostar de coisas que estão mudando.
Aos meus familiares eu só tenho a agradecer por toda a paciência, até quando ela durar, por tudo mesmo. Amo estes únicos dois próximos que me acompanham dia a dia e conhecem minhas caras de longe e já possuem armadura de tanto coice e pontapé.
Aos amigos próximos eu agradeço, mas graças à educação dada pela minha querida mãe, é possível que não tenha transparecido tanto, mas como diz Seu Jorge na canção "Chatterton": "e eu, PUTA QUE PARIUUUUU, não vou nada bem..."
Aos de fora, que são apenas colegas, que tenham opiniões que queiram, que pensem o que quiserem, que ajam como acham que tem que agir, porque isso é direito de todo mundo; só peço desculpas por magoar alguém que não é de direito com meus problemas.
E Feliz natal pra todos.
domingo, dezembro 25, 2005
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