Estava eu arrumando minhas gavetas, precisando de mais espaço pras coisas da faculdade, e foi quando vi que tinha uma gaveta cheia de coisas, tralhas e papéis que poderiam dar espaço pro que precisava.
Sentado no chão ao lado da gaveta, me deparei com todo um passado, com várias fases da minha vida ali naqueles papéis, cartas, cartões. Que bom foi abrir cada envelope, ler cada bilhete, ver meus boletins da quarta série, meus contra-cheques de tempos de estágio, tudo como se fosse pela primeira vez! Um turbilhão de emoções invade a lembrança, e me fez pensar em tudo que já passei até hoje, e me faz pensar em que talvez teria feito tudo denovo, mas de forma diferente; não é se arrepender, nem ter vergonha, nem me julgar pelo que fiz, mas simplesmente fazer diferente. Seria injusto me cobrar ter feito tudo que fiz com um comportamento que tenho hoje, que tive que aprender inclusive com tudo isso que me vinha a memória naquele momento.
Parece que uma vida de 150 anos vai ficando pra trás lembrando de tudo isso, mas a verdade é que foi muito pouco, foi um aprendizado, e principalmente, não volta mais.
E quando me lembro do meu objetivo de ter me afundado nessas lembranças, começo a avaliar o que guardar ou não, e quando a decisão foi não guardar, rasguei e joguei fora.
Parece um tanto quanto radical minha atitude, uma coisa rude, grosseira e até desrespeitosa com a minha memória e com as pessoas que a constituem, mas essa primeira impressão deu lugar a um pensamento mais sensato, mais refletido:
Hoje, olho pro meu armário e vejo minha mente, como se tivessem o mesmo espaço pra poder guardar o que acho importante. Me apegar ao passado seria ocupar mais da metade das minhas gavetas com minhas lembranças, memórias e pessoas do passado, e largar espalhado tudo que preciso pro meu dia de hoje, pra minha vida de agora?
Em uma dessas lembranças achei um cartão de páscoa que uma amiga minha do trabalho me deu, há uns 4 anos atrás. Mirna, com seus cabelos cobreados, pele morena, e um sorriso fantástico, que sempre me despertou interesse, principalmente por seu comportamento, por sua sinceridade, por sua irreverência. Nesse cartão, havia na capa um ursinho com um balde de tinta amarela na mão, completamente lambuzado e remendado, com seus furos costurados à mostra, que ela associou a mim quando escolhia o cartão.
Depois desse tempo todo, engraçado foi olhar pro ursinho e ainda me ver nele, um pouco maior, com mais remendos dos tombos e tropeções, mais lambuzado ainda com todas as experiências, mas ainda tentando manter uma serenidade interior, uma essência tranquila e um lado positivo depois de tudo.
segunda-feira, julho 19, 2004
segunda-feira, julho 12, 2004
Acabou. Simplesmente se foi, como num passe de mágica.
Quando o amor vira afeto, quando agente chega perto e o coração palpita nervoso sem saber o que fazer, mas quando a pessoa está de frente, o nervosismo perde a razão.
Não sei qual dos lados é o mais difícil de se estar, e eu já estive dos dois lados. Não é fácil se adaptar a uma perda assim, como também não é fácil seguir sabendo que o outro coração ficou para trás quando deveriam seguir juntos, mesmo que não estando ao lado um do outro.
Nesse intervalo, as músicas vão continuar tocando, mas vão lembrar menos; passaremos pelos lugares, aquela imagem vem e nos faz felizes, mas em um piscar de olhos, caímos na real, e seguimos caminhando, e pra talvez criar novas lembranças.
O coração é um músculo: a cada porrada, cada sufoco e a cada aperto ele aprende, fica mais forte, mas sua essência nunca muda, no cerne ele é sempre o mesmo.
Mas, se a casca endurece demais, mais difícil fica de se ver o que tem dentro, de chegar até lá; ela vira um problema, porque como tudo na vida, perdeu seu equilíbrio, perdeu seu centro, e foi do oito para o oitenta.
Culpa de quem? Dos dois, de cada um, de todos. Culpados por sermos quem somos? Por ter nossos defeitos, nossas qualidades, nossas características?
Culpados somos por não sabermos de verdade amar o outro como é, como nos amamos. E assim, seguimos na busca por alguém que nos pareça familiar, mas que na verdade, tem os mesmo defeitos, em vez de defeitos que não conhecemos.
Quando o amor vira afeto, quando agente chega perto e o coração palpita nervoso sem saber o que fazer, mas quando a pessoa está de frente, o nervosismo perde a razão.
Não sei qual dos lados é o mais difícil de se estar, e eu já estive dos dois lados. Não é fácil se adaptar a uma perda assim, como também não é fácil seguir sabendo que o outro coração ficou para trás quando deveriam seguir juntos, mesmo que não estando ao lado um do outro.
Nesse intervalo, as músicas vão continuar tocando, mas vão lembrar menos; passaremos pelos lugares, aquela imagem vem e nos faz felizes, mas em um piscar de olhos, caímos na real, e seguimos caminhando, e pra talvez criar novas lembranças.
O coração é um músculo: a cada porrada, cada sufoco e a cada aperto ele aprende, fica mais forte, mas sua essência nunca muda, no cerne ele é sempre o mesmo.
Mas, se a casca endurece demais, mais difícil fica de se ver o que tem dentro, de chegar até lá; ela vira um problema, porque como tudo na vida, perdeu seu equilíbrio, perdeu seu centro, e foi do oito para o oitenta.
Culpa de quem? Dos dois, de cada um, de todos. Culpados por sermos quem somos? Por ter nossos defeitos, nossas qualidades, nossas características?
Culpados somos por não sabermos de verdade amar o outro como é, como nos amamos. E assim, seguimos na busca por alguém que nos pareça familiar, mas que na verdade, tem os mesmo defeitos, em vez de defeitos que não conhecemos.
domingo, julho 04, 2004
Nada melhor pra começar a semana do que praia.
1 semana de escritório, muito trabalho, correia total, estudos em fase de fim de período, mochila pesada pra lá e pra cá... e basta pisar na areia, ver a água verde, translúcida, o sol queimando a pele, e tudo isso simplesmente se perde na beleza e simplicidade daquele lugar. Pra mim é a praia, mas cada um tem seu refúgio, seu lugar.
Na praia eu não preciso de roupa social, sapatos e nada demais na mochila. Eu preciso de 10 reais, pra comprar um mate e um biscoito.
Lá, eu vou do jeito que quiser, assim como todo mundo, mas nem eu nem ninguém tá nem aí. É lá que a minha mente se perde, fala sozinha, e não me domina. Não há julgamentos, disputas, sobrevivência.
Quando entro na água, a impressão que tenho é que fui um peixe e retorno pro meu lugar de origem, e não é fácil sair. É uma meditação excelente.
E começo bem essa semana.
1 semana de escritório, muito trabalho, correia total, estudos em fase de fim de período, mochila pesada pra lá e pra cá... e basta pisar na areia, ver a água verde, translúcida, o sol queimando a pele, e tudo isso simplesmente se perde na beleza e simplicidade daquele lugar. Pra mim é a praia, mas cada um tem seu refúgio, seu lugar.
Na praia eu não preciso de roupa social, sapatos e nada demais na mochila. Eu preciso de 10 reais, pra comprar um mate e um biscoito.
Lá, eu vou do jeito que quiser, assim como todo mundo, mas nem eu nem ninguém tá nem aí. É lá que a minha mente se perde, fala sozinha, e não me domina. Não há julgamentos, disputas, sobrevivência.
Quando entro na água, a impressão que tenho é que fui um peixe e retorno pro meu lugar de origem, e não é fácil sair. É uma meditação excelente.
E começo bem essa semana.
Recebi esse texto do meu amigo Paulinho, mais conhecido como Paulo Careca.
Correr riscos
Rir... é correr o risco de parecer tolo.
Chorar... é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão... é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos... é correr o risco de mostrar seu verdadeiro EU.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão... é correr o risco de perder as pessoas.
Amar... é correr o risco de não ser compreendido.
Viver... é correr o risco de morrer.
Confiar...é correr o risco de se decepcionar.
Tentar... é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada!
Pessoas que não se Arriscam:
Podem evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada.
Não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não VIVEM.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente as pessoas que correm riscos.... são livres.
"Os barcos estão seguros, se permanecem no porto.
Mas não foram feitos para isto..!"
Correr riscos
Rir... é correr o risco de parecer tolo.
Chorar... é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão... é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos... é correr o risco de mostrar seu verdadeiro EU.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão... é correr o risco de perder as pessoas.
Amar... é correr o risco de não ser compreendido.
Viver... é correr o risco de morrer.
Confiar...é correr o risco de se decepcionar.
Tentar... é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada!
Pessoas que não se Arriscam:
Podem evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada.
Não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não VIVEM.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente as pessoas que correm riscos.... são livres.
"Os barcos estão seguros, se permanecem no porto.
Mas não foram feitos para isto..!"
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