Acabou. Simplesmente se foi, como num passe de mágica.
Quando o amor vira afeto, quando agente chega perto e o coração palpita nervoso sem saber o que fazer, mas quando a pessoa está de frente, o nervosismo perde a razão.
Não sei qual dos lados é o mais difícil de se estar, e eu já estive dos dois lados. Não é fácil se adaptar a uma perda assim, como também não é fácil seguir sabendo que o outro coração ficou para trás quando deveriam seguir juntos, mesmo que não estando ao lado um do outro.
Nesse intervalo, as músicas vão continuar tocando, mas vão lembrar menos; passaremos pelos lugares, aquela imagem vem e nos faz felizes, mas em um piscar de olhos, caímos na real, e seguimos caminhando, e pra talvez criar novas lembranças.
O coração é um músculo: a cada porrada, cada sufoco e a cada aperto ele aprende, fica mais forte, mas sua essência nunca muda, no cerne ele é sempre o mesmo.
Mas, se a casca endurece demais, mais difícil fica de se ver o que tem dentro, de chegar até lá; ela vira um problema, porque como tudo na vida, perdeu seu equilíbrio, perdeu seu centro, e foi do oito para o oitenta.
Culpa de quem? Dos dois, de cada um, de todos. Culpados por sermos quem somos? Por ter nossos defeitos, nossas qualidades, nossas características?
Culpados somos por não sabermos de verdade amar o outro como é, como nos amamos. E assim, seguimos na busca por alguém que nos pareça familiar, mas que na verdade, tem os mesmo defeitos, em vez de defeitos que não conhecemos.
segunda-feira, julho 12, 2004
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