Olho pra baixo e mal vejo o que há lá, a distância é grande; Estou na beira de um trampolim, me preparando pra poder mergulhar.
Olho ao redor, e vejo as pessoas mais íntimas me dando apoio, me incentivando, acreditando que no fundo desta água que me espera, está minha chance de ser mais feliz.
Ao olhar pra água, lembro das tentativas anteriores, e penso no quanto elas me fazem recuar, ter medo de mais uma vez errar no salto, como um gato já escaldado, receoso, cauteloso.
Mas no fundo, dentro de mim, mora uma confiança resultante das outras tentativas, uma certeza de que lá em baixo é o meu lugar, e que apenas sentar na borda e molhar os pés não vai me trazer tudo que procuro, não vai me fazer mais feliz por me deixar mais seguro.
A adrenalina que nesse momento corre nas minhas veias me lembra do momento em que subo as escadas em direção ao mais alto dos trampolins; lembro do momento em que conheci esta pessoa e daí surgiu algo que a cada dia me fez querer mais e mais, um misto de paixão, excitação, empolgação.
Sentindo o gosto de tudo aquilo, eu pulo.
E no meio deste mergulho, a cada dia que passa, me sinto mais e mais envolto nessa pessoa, como um alguém que perde o senso de identidade e não sabe mais aonde termina e começa o outro.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
sexta-feira, novembro 26, 2004
Amigos
Sempre costumei dizer que quem faz os lugares aonde estou ou vou são as pessoas. E coloco essa minha teoria em prática no maior dos lugares onde costumo estar: esse mundo.
E nesse lugar tão grande, os amigos são os responsáveis pelo meu bem estar.
Poder fazer amigos é ter a bênção de me tornar um maomé, mas sem precisar trazer a montanha até nós: basta que estas pessoas que me cercam estarem por perto, e o mundo muda completamente.
Achar agulha no palheiro é a expressão ideal pra representar o quão difícil é conseguir alguém que hoje é leal a uma pessoa, independente de qualquer circunstância, situação, distância, problemas, situação financeira. Descrever um amigo de verdade é como querer viver um amor, baseado na definição de um dicionário, o que é simplesmente impossível.
E a cada dia que passa, eu descubro que tenho a sorte de poder ser gostado pelo que eu realmente sou, pelo que elas vêem quando eu nem mesmo presto atenção.
Espero eu ter a possibilidade de poder agradecer a todos vocês, em todas as ocasiões que estivermos juntos, por todo esse bem que vocês fazem. Muito obrigado por estarem sempre por aqui, e caso não estejam, o lugar no coração fica reservado a todas as lembranças que deixaram.
Esse texto foi inspirado no depoimento de uma amiga minha no orkut: Flavica, eu te adoro!!!
E nesse lugar tão grande, os amigos são os responsáveis pelo meu bem estar.
Poder fazer amigos é ter a bênção de me tornar um maomé, mas sem precisar trazer a montanha até nós: basta que estas pessoas que me cercam estarem por perto, e o mundo muda completamente.
Achar agulha no palheiro é a expressão ideal pra representar o quão difícil é conseguir alguém que hoje é leal a uma pessoa, independente de qualquer circunstância, situação, distância, problemas, situação financeira. Descrever um amigo de verdade é como querer viver um amor, baseado na definição de um dicionário, o que é simplesmente impossível.
E a cada dia que passa, eu descubro que tenho a sorte de poder ser gostado pelo que eu realmente sou, pelo que elas vêem quando eu nem mesmo presto atenção.
Espero eu ter a possibilidade de poder agradecer a todos vocês, em todas as ocasiões que estivermos juntos, por todo esse bem que vocês fazem. Muito obrigado por estarem sempre por aqui, e caso não estejam, o lugar no coração fica reservado a todas as lembranças que deixaram.
Esse texto foi inspirado no depoimento de uma amiga minha no orkut: Flavica, eu te adoro!!!
segunda-feira, outubro 18, 2004
Esquerda
De acordo com a teoria do Sorriso, grande sábio: "Na dúvida, sempre vá pra esquerda".
Hoje, na praia do peró em Cabo Frio, eu explorei um pouco mais essa teoria, quis ir mais a fundo desta grande frase.
Na água, aproveitando as ondas, o sol, a cerveja gelada, eu tinha percebido que seguia, naquele momento, o caminho da esquerda.
Este caminho que poucas pessoas se atrevem a cursar é aquele em que o amanhã não importa, que o que vem depois deve ser tratado depois. Importante mesmo é o agora, é viver o momento presente, é saber olhar ao redor e perceber a felicidade nas nossas atitudes, no que fazemos naquele exato momento, quase uma meditação.
A vida do dia-a-dia, regrada pelo relógio, só mostra o caminho da direita, o caminho já traçado pelas outras milhares de pessoas, a estrada de asfalto. De repente, você olha pro outro lado, e ali aparece um caminho escondido, algo já explorado mas esquecido. E quando agente afasta todo aquele mato que cresceu em volta daquele caminho, conseguimos enxergar a beleza de uma trilha que nos obriga a deixar de lado tudo que carregamos nas costas, tudo que nos atormenta a mente, porque pra passar por ali é você e o que há ao redor; não há como carregar coisas, tralhas, como uma trilha de mato que leva a uma praia, e você parte apenas de sunga ou biquini, levando no máximo uma máquina fotográfica. As fotos que você tira de lá são aquelas que estarão estampadas na sua lembrança pro resto da vida, você nunca mais esquece.
O caminho da esquerda é um escape, uma fuga da segunda-a-sexta, do escritório, do compromisso que envolve o tempo. É acordar às 10, tomar café às 11:30, almoçar 14:00 e ir dormir duas da manhã; é curtir a praia com ou sem sol, sem ter que pensar em como voltar, simplesmente pegar o chinelo e caminhar até chegar; é esquecer da TV, das notícias, do celular, e fazer do seu mundo apenas o que a sua vista alcança.
Mas uma hora precisamos deixar lá tudo que vimos e sentimos, e voltar pra estrada, começar denovo nossa trilha no caminho certo. Mas aquelas experiências nos cria uma filosofia da esquerda: não precisamos estar lá, apenas seguir de forma que o caminho da direita possa ser desfrutado e vivido entre o limite da esquerda, num equilíbio entre corpo e alma, físico e mental, real e ideal. Voltemos agora pra estrada que começa em mais uma nova semana, mas sabendo que cada vez mais, vamos na contra-mão, ocupando o lado da esquerda mesmo no asfalto.
Hoje, na praia do peró em Cabo Frio, eu explorei um pouco mais essa teoria, quis ir mais a fundo desta grande frase.
Na água, aproveitando as ondas, o sol, a cerveja gelada, eu tinha percebido que seguia, naquele momento, o caminho da esquerda.
Este caminho que poucas pessoas se atrevem a cursar é aquele em que o amanhã não importa, que o que vem depois deve ser tratado depois. Importante mesmo é o agora, é viver o momento presente, é saber olhar ao redor e perceber a felicidade nas nossas atitudes, no que fazemos naquele exato momento, quase uma meditação.
A vida do dia-a-dia, regrada pelo relógio, só mostra o caminho da direita, o caminho já traçado pelas outras milhares de pessoas, a estrada de asfalto. De repente, você olha pro outro lado, e ali aparece um caminho escondido, algo já explorado mas esquecido. E quando agente afasta todo aquele mato que cresceu em volta daquele caminho, conseguimos enxergar a beleza de uma trilha que nos obriga a deixar de lado tudo que carregamos nas costas, tudo que nos atormenta a mente, porque pra passar por ali é você e o que há ao redor; não há como carregar coisas, tralhas, como uma trilha de mato que leva a uma praia, e você parte apenas de sunga ou biquini, levando no máximo uma máquina fotográfica. As fotos que você tira de lá são aquelas que estarão estampadas na sua lembrança pro resto da vida, você nunca mais esquece.
O caminho da esquerda é um escape, uma fuga da segunda-a-sexta, do escritório, do compromisso que envolve o tempo. É acordar às 10, tomar café às 11:30, almoçar 14:00 e ir dormir duas da manhã; é curtir a praia com ou sem sol, sem ter que pensar em como voltar, simplesmente pegar o chinelo e caminhar até chegar; é esquecer da TV, das notícias, do celular, e fazer do seu mundo apenas o que a sua vista alcança.
Mas uma hora precisamos deixar lá tudo que vimos e sentimos, e voltar pra estrada, começar denovo nossa trilha no caminho certo. Mas aquelas experiências nos cria uma filosofia da esquerda: não precisamos estar lá, apenas seguir de forma que o caminho da direita possa ser desfrutado e vivido entre o limite da esquerda, num equilíbio entre corpo e alma, físico e mental, real e ideal. Voltemos agora pra estrada que começa em mais uma nova semana, mas sabendo que cada vez mais, vamos na contra-mão, ocupando o lado da esquerda mesmo no asfalto.
sábado, outubro 09, 2004
Lições
Estou aprendendo agora que uma lição na vida se aprende mais de uma vez. Um dia eu aprendi que não consigo convencer ninguém do quanto vale a pena se arriscar por algo; se eu sei que vale, é porque pra mim aquele risco tem o valor necessário, mas pra outra pessoa não. Não consigo convencer as pessoas do valor das coisas na vida, elas tem que perceber isso sozinhas.
O tempo passa, e novamente me vi diante dessa grande lição que a vida já havia me dado antes, mas ainda assim caio no erro tentar mostrar que esta que me ensina a cada dia que passa é curta, que cada lição pode ser a última delas, que o arrependimento que vou sentir de não ter lutado pela minha felicidade, mesmo que seja a preço de sofrimento, vai ser muito maior. Perda de tempo. Tudo que me resta é esperar que os valores da vida venham e mostrem que o sofrimento é apenas parte da felicidade que se aprende a conquistar e lutar, dia após dia.
O tempo passa, e novamente me vi diante dessa grande lição que a vida já havia me dado antes, mas ainda assim caio no erro tentar mostrar que esta que me ensina a cada dia que passa é curta, que cada lição pode ser a última delas, que o arrependimento que vou sentir de não ter lutado pela minha felicidade, mesmo que seja a preço de sofrimento, vai ser muito maior. Perda de tempo. Tudo que me resta é esperar que os valores da vida venham e mostrem que o sofrimento é apenas parte da felicidade que se aprende a conquistar e lutar, dia após dia.
quarta-feira, outubro 06, 2004
Absoluto ou Relativo?
Existem duas formas de viver a vida: a relativa e a absoluta.
Quando se opta por viver a vida absoluta, você passa a olhar para o que tem, aonde chegou, quem você é, e consegue saber se atingiu seus objetivos, se realizou seus sonhos, quais são suas metas daqui pra frente; importante é saber como vai a sua vida.
Infelizmente, tenho reparado que as pessoas têm escolhido viver a vida de forma relativa: sua felicidade é uma estatística baseada na comparação do seu ambiente.
Você não tem o que eles tem? Sinto muito, mas algo falta pra sua felicidade. É como uma bola de neve, que cresce cada vez mais sem ter percepção de que tamanho atinge, importando apenas ficar maior e maior, afinal, sempre haverá algo maior do que você.
Um segredo que tenho aprendido na vida é que a felicidade não está nas coisas que você tem apenas por tê-las; uma das verdades da felicidade é que ela só acontece quando sabemos desfrutar do que temos, independente do que temos. Quando essa verdade desperta em nossa consciência, aprendemos que temos muito mais do que precisamos, e que todo esse tempo, tivemos tudo que os outros quiseram, não nós.
Quando se opta por viver a vida absoluta, você passa a olhar para o que tem, aonde chegou, quem você é, e consegue saber se atingiu seus objetivos, se realizou seus sonhos, quais são suas metas daqui pra frente; importante é saber como vai a sua vida.
Infelizmente, tenho reparado que as pessoas têm escolhido viver a vida de forma relativa: sua felicidade é uma estatística baseada na comparação do seu ambiente.
Você não tem o que eles tem? Sinto muito, mas algo falta pra sua felicidade. É como uma bola de neve, que cresce cada vez mais sem ter percepção de que tamanho atinge, importando apenas ficar maior e maior, afinal, sempre haverá algo maior do que você.
Um segredo que tenho aprendido na vida é que a felicidade não está nas coisas que você tem apenas por tê-las; uma das verdades da felicidade é que ela só acontece quando sabemos desfrutar do que temos, independente do que temos. Quando essa verdade desperta em nossa consciência, aprendemos que temos muito mais do que precisamos, e que todo esse tempo, tivemos tudo que os outros quiseram, não nós.
terça-feira, setembro 28, 2004
Ansiedade
Se eu pudesse pegar uma moeda, jogar num poço e fazer um pedido, este seria para que minha ansiedade fosse embora, e levasse com ela toda a certeza que ela precisa do amanhã pra me deixar viver bem o hoje.
Como posso eu querer viver seguro de algo que ninguém, absolutamente ninguém, pode me dar?
Ninguém gosta de sofrer, isso é fato. Mas em toda nossa vida nunca tivemos garantia de que isso nunca pudesse acontecer, não há tal garantia. Aceitar o sofrimento como parte da lição de viver é algo que nos mostra aonde ele se encaixa no nosso dia-a-dia, mas fazê-lo é algo que não tem sido fácil pra mim.
Viver, ou melhor, querer hoje o amanhã. Pessoas foram perdidas por querer saber amá-las melhor que tudo; Situações passaram em vão, pensando em como seria quando elas aparececem? Dias e dias se passaram, pois na hora de vivê-los, eu pensava em como fazê-los. Tudo isso querendo aproveitar o melhor do que viria; eu sei como fazer, mas... elas já foram: as pessoas, as ocasiões, as horas, os dias.
Tudo que restou foi a quase certeza de que ter vivido teria sido muito melhor do que aprendido.
Como posso eu querer viver seguro de algo que ninguém, absolutamente ninguém, pode me dar?
Ninguém gosta de sofrer, isso é fato. Mas em toda nossa vida nunca tivemos garantia de que isso nunca pudesse acontecer, não há tal garantia. Aceitar o sofrimento como parte da lição de viver é algo que nos mostra aonde ele se encaixa no nosso dia-a-dia, mas fazê-lo é algo que não tem sido fácil pra mim.
Viver, ou melhor, querer hoje o amanhã. Pessoas foram perdidas por querer saber amá-las melhor que tudo; Situações passaram em vão, pensando em como seria quando elas aparececem? Dias e dias se passaram, pois na hora de vivê-los, eu pensava em como fazê-los. Tudo isso querendo aproveitar o melhor do que viria; eu sei como fazer, mas... elas já foram: as pessoas, as ocasiões, as horas, os dias.
Tudo que restou foi a quase certeza de que ter vivido teria sido muito melhor do que aprendido.
segunda-feira, setembro 20, 2004
Características que nos movem
Cada ser humano é um, único, como receita de cozinha, desenho a lápis. E o que nos faz únicos são nossas características, nossas qualidades e defeitos, nosso eu.
São muitas as características que podem moldar uma pessoa, mas na minha e na de muitas pessoas, existem algumas específicas que fazem de um pequeno e seleto grupo de pessoas, dentre essa humanidade, extraordinárias.
Em homenagem a um email que recebi da minha avó, começo com a indagação, o questionamento, a dúvida ou curiosidade, uma grande interrogação que habita algumas pessoas, eu inclusive, e leva a uma busca incansável de conhecimento; algo que nos traz no mínimo a experiência de valorizar cada saber, tendo eles valores iguais. Acho que esta característica é uma das quais nos leva mais e mais longe do que chamo de "vida de margarina": aquela em que todos nós estamos plenamente submissos, a tudo que é imposto, ao que parece ser o mais perfeito surreal sonho de vida. Na vida eu aprendi, graças à minha mãe, que a cultura é uma das maiores riquezas que um ser humano pode ter; e ninguém chega até ela sem perguntar como.
Mas, não é só querer saber. Quando perguntamos, queremos resposta, e saber ouvir é um dom, uma disciplina.
Disciplina é algo que sinto falta na minha vida hoje. Sei disso quando não vejo meu tempo passar; ele so é formado de duas partes: o início e o fim de tudo, porque o meio foi quando as coisas aconteceram, e lá, eu não estava presente 100%. É quando vejo os acontecimentos como um flash, algo corrido, sem cores, odores, sentimentos. Entendam que meu único arrependimento foi não ter vivido cada segundo intensivamente. Parte da minha meditação me traz a dádiva de saber viver o presente, mas ela também ensina que é importante saber planejar o futuro e respeitar o passado. E no meu caso últimamente, eu não tenho me disciplinado pra poder decidir com sabedoria como dividir meu tempo pra fazer o que precisa ser feito.
Sabedoria: de acordo com o dicionário Houaiss, sabedoria é definida como "prudência e moderação no modo de agir; temperança, reflexão". Eu gosto de definir sabedoria como "saber usar o conhecimento de forma certa". Acho que todo conhecimento que adquirimos na vida só é bem usado, só valeu a pena, se soubermos empregá-lo ou imitá-lo de forma correta na vida. Sabedoria também é auto-conhecimento. Cada um deve, mais do que conhecer a tudo e a todos, conhecer a si mesmo.
Todos temos ídolos: pessoas que nos inspiram, que exprimem sucesso nas características que mais nos identificam. Mas ter um ídolo é algo que tem se confundido em tornar-se aquela pessoa em específico, desistindo do que se é, do que se tem. Saber quem somos e até aonde vamos é poder crescer como somos, sem que nossa identidade se torne vítima da nossa busca por conhecimento, por amadurecimento.
E depois de escrever tudo isso, eu penso, ou melhor, me indago:
"Aonde eu estou? Aonde quero chegar? O que me falta?"
Sabendo o que quero, eu lembro:
"Que eu consiga dar um passo de cada vez, e que eu saiba ouvir cada resposta silenciosamente, sem que as perguntas fiquem sem resposta."
Depois de ter minha disciplina, penso no que me falta:
"Que eu saiba lembrar de todo meu conhecimento, e que saiba usá-lo todo santo dia, para que estes sejam melhores, um após o outro."
Tendo sabedoria, não me perco:
"Sempre que minha vaidade me levar ao meu reflexo, que eu possa lembrar dessa característica, e de todas as outras que estão por trás da minha pessoa, e aprender a cada dia me observar mais e mais profundamente, além da imagem que se mostra no espelho."
São muitas as características que podem moldar uma pessoa, mas na minha e na de muitas pessoas, existem algumas específicas que fazem de um pequeno e seleto grupo de pessoas, dentre essa humanidade, extraordinárias.
Em homenagem a um email que recebi da minha avó, começo com a indagação, o questionamento, a dúvida ou curiosidade, uma grande interrogação que habita algumas pessoas, eu inclusive, e leva a uma busca incansável de conhecimento; algo que nos traz no mínimo a experiência de valorizar cada saber, tendo eles valores iguais. Acho que esta característica é uma das quais nos leva mais e mais longe do que chamo de "vida de margarina": aquela em que todos nós estamos plenamente submissos, a tudo que é imposto, ao que parece ser o mais perfeito surreal sonho de vida. Na vida eu aprendi, graças à minha mãe, que a cultura é uma das maiores riquezas que um ser humano pode ter; e ninguém chega até ela sem perguntar como.
Mas, não é só querer saber. Quando perguntamos, queremos resposta, e saber ouvir é um dom, uma disciplina.
Disciplina é algo que sinto falta na minha vida hoje. Sei disso quando não vejo meu tempo passar; ele so é formado de duas partes: o início e o fim de tudo, porque o meio foi quando as coisas aconteceram, e lá, eu não estava presente 100%. É quando vejo os acontecimentos como um flash, algo corrido, sem cores, odores, sentimentos. Entendam que meu único arrependimento foi não ter vivido cada segundo intensivamente. Parte da minha meditação me traz a dádiva de saber viver o presente, mas ela também ensina que é importante saber planejar o futuro e respeitar o passado. E no meu caso últimamente, eu não tenho me disciplinado pra poder decidir com sabedoria como dividir meu tempo pra fazer o que precisa ser feito.
Sabedoria: de acordo com o dicionário Houaiss, sabedoria é definida como "prudência e moderação no modo de agir; temperança, reflexão". Eu gosto de definir sabedoria como "saber usar o conhecimento de forma certa". Acho que todo conhecimento que adquirimos na vida só é bem usado, só valeu a pena, se soubermos empregá-lo ou imitá-lo de forma correta na vida. Sabedoria também é auto-conhecimento. Cada um deve, mais do que conhecer a tudo e a todos, conhecer a si mesmo.
Todos temos ídolos: pessoas que nos inspiram, que exprimem sucesso nas características que mais nos identificam. Mas ter um ídolo é algo que tem se confundido em tornar-se aquela pessoa em específico, desistindo do que se é, do que se tem. Saber quem somos e até aonde vamos é poder crescer como somos, sem que nossa identidade se torne vítima da nossa busca por conhecimento, por amadurecimento.
E depois de escrever tudo isso, eu penso, ou melhor, me indago:
"Aonde eu estou? Aonde quero chegar? O que me falta?"
Sabendo o que quero, eu lembro:
"Que eu consiga dar um passo de cada vez, e que eu saiba ouvir cada resposta silenciosamente, sem que as perguntas fiquem sem resposta."
Depois de ter minha disciplina, penso no que me falta:
"Que eu saiba lembrar de todo meu conhecimento, e que saiba usá-lo todo santo dia, para que estes sejam melhores, um após o outro."
Tendo sabedoria, não me perco:
"Sempre que minha vaidade me levar ao meu reflexo, que eu possa lembrar dessa característica, e de todas as outras que estão por trás da minha pessoa, e aprender a cada dia me observar mais e mais profundamente, além da imagem que se mostra no espelho."
sexta-feira, setembro 17, 2004
Rubéola
Engraçada e estranha são as únicas palavras que eu consigo associar à vida neste exato momento, e o porquê disso chama-se rubéola.
Sem mais nem menos, eu acordo e me deparo com meu rosto texturizado, tipo amendoim, sem nem ter idéia do que poderia ser ou de onde veio isso.
"Há males que vem para o bem", "Tudo na vida tem um propósito" também podem ser aplicados nesta situação: se não fosse esta bendita doença, não teria tempo pra estudar, arrumar algumas coisas e organizar outras que meu trabalho+faculdade não estavam permitindo; descansar então, eu nem comento.
Então, nada mais merecido do que dedicar parte deste tempo que me foi cedido para falar sobre este acontecimento engraçado que se decorreu nesta quarta-feira.
Ela me fez pensar também o quanto tenho sido péssimo administrador do meu tempo, que apesar de parecer completamente lotado, sempre há uma brecha, um simples segundo que me faz acordar pro agora. Tenha seu amanhã, lembre de ontem, mas viva o agora.
Sem mais nem menos, eu acordo e me deparo com meu rosto texturizado, tipo amendoim, sem nem ter idéia do que poderia ser ou de onde veio isso.
"Há males que vem para o bem", "Tudo na vida tem um propósito" também podem ser aplicados nesta situação: se não fosse esta bendita doença, não teria tempo pra estudar, arrumar algumas coisas e organizar outras que meu trabalho+faculdade não estavam permitindo; descansar então, eu nem comento.
Então, nada mais merecido do que dedicar parte deste tempo que me foi cedido para falar sobre este acontecimento engraçado que se decorreu nesta quarta-feira.
Ela me fez pensar também o quanto tenho sido péssimo administrador do meu tempo, que apesar de parecer completamente lotado, sempre há uma brecha, um simples segundo que me faz acordar pro agora. Tenha seu amanhã, lembre de ontem, mas viva o agora.
segunda-feira, agosto 23, 2004
Palavras
Um dia andei reparando em mim e nas pessoas, em relação a falar palavrão. Coisa feia, aquelas palavras ofensivas, de mau gosto, que minha mãe cansou de me ensinar a não dizer, principalmente na frente das mulheres.
Só que a vida lá fora me ensinou que os palavrões não são nada perto do que as pessoas podem fazer com as boas palavras, e como elas podem ofender tanto ou até mais do que os conhecidos "maus termos".
Percebi, não agora, que toda a intenção está na índole das pessoas, é como se as palavras tivessem sentimentos imbutidos, não têm significado só. Fácil de explicar: quantas vezes você recebeu um email e teve dificuldades de escolher, em qual dos muitos significados, o texto tinha intenção?
Porque falar mal dos palavrões? Eu penso, e uso, mais no sentido de expressar intensidade. Vamos dar exemplos:
Você está no ponto de ônibus, todo arrumado pra trabalhar na segunda feira, e de repente começa a chover, certo? Mas, como você é uma pessoa previnida, puxou seu guarda-chuva e riu sarcasticamente pra São Pedro, porque não foi desta vez que ele te pegou. Mas aí vem um CORNO e passa com quantos pneus forem possíveis em cima da poça. MERDA, é a primeira palavra que vem na sua cabeça, ou será que você consegue substituir por alguma outra coisa?
Talvez um PUTA QUE PARIU!!!!!
Intenção? de exprimir revolta, talvez não pro motorista, mas pra situação. Ruim, mal educado e grosso seria destratar o trocador do ônibus, só porque você está completamente sujo e molhado muito antes de chegar ao trabalho?
Cuidado com as pessoas, porque as palavras só ganham o poder que elas quiserem.
Só que a vida lá fora me ensinou que os palavrões não são nada perto do que as pessoas podem fazer com as boas palavras, e como elas podem ofender tanto ou até mais do que os conhecidos "maus termos".
Percebi, não agora, que toda a intenção está na índole das pessoas, é como se as palavras tivessem sentimentos imbutidos, não têm significado só. Fácil de explicar: quantas vezes você recebeu um email e teve dificuldades de escolher, em qual dos muitos significados, o texto tinha intenção?
Porque falar mal dos palavrões? Eu penso, e uso, mais no sentido de expressar intensidade. Vamos dar exemplos:
Você está no ponto de ônibus, todo arrumado pra trabalhar na segunda feira, e de repente começa a chover, certo? Mas, como você é uma pessoa previnida, puxou seu guarda-chuva e riu sarcasticamente pra São Pedro, porque não foi desta vez que ele te pegou. Mas aí vem um CORNO e passa com quantos pneus forem possíveis em cima da poça. MERDA, é a primeira palavra que vem na sua cabeça, ou será que você consegue substituir por alguma outra coisa?
Talvez um PUTA QUE PARIU!!!!!
Intenção? de exprimir revolta, talvez não pro motorista, mas pra situação. Ruim, mal educado e grosso seria destratar o trocador do ônibus, só porque você está completamente sujo e molhado muito antes de chegar ao trabalho?
Cuidado com as pessoas, porque as palavras só ganham o poder que elas quiserem.
sexta-feira, agosto 20, 2004
Porquê as pessoas tem o hábito de complicar a vida? Porquê querer fazer dela algo mais meticuloso, mais detalhista, mais enrolado? só porque existe a possibilidade? Talvez seja porque não tenha graça viver uma vida objetiva, simples, direta.
Essa complicação vai do negativismo, quando as pessoas cismam na possibilidade mais remota e absurda possível, até em querer buscar algo a mais em coisas simples, querer porquês demais.
Se uma pessoa do trabalho fala com você de um jeito mais animado hoje do que ontem, deveria ser porquê a pessoa está mais animada hoje do que ontem certo? hum, quem dera.
Após uma resposta à altura do ânimo. começam as indagações, suposições e todo um trabalho inverstigativo, para saber o "porquê" daquele sorriso maior, daquele ânimo. Talvez, o cara tenha alguma intenção, ou talvez não tenha. Não tenha? como assim não tem? Impossível, tem que haver uma explicação... e por aí vai uma série de pensamentos que se concluem em algo ruim, ou desagradável.
A vida é simples, como o agora. Agora, eu estou digitando no computador; neste exato momento não existem dívidas, problemas, complicações, nada. Só existe meu computador, minhas idéias, e o blog, simples.
"A vida é bela, nós é que estragamos ela".
Essa complicação vai do negativismo, quando as pessoas cismam na possibilidade mais remota e absurda possível, até em querer buscar algo a mais em coisas simples, querer porquês demais.
Se uma pessoa do trabalho fala com você de um jeito mais animado hoje do que ontem, deveria ser porquê a pessoa está mais animada hoje do que ontem certo? hum, quem dera.
Após uma resposta à altura do ânimo. começam as indagações, suposições e todo um trabalho inverstigativo, para saber o "porquê" daquele sorriso maior, daquele ânimo. Talvez, o cara tenha alguma intenção, ou talvez não tenha. Não tenha? como assim não tem? Impossível, tem que haver uma explicação... e por aí vai uma série de pensamentos que se concluem em algo ruim, ou desagradável.
A vida é simples, como o agora. Agora, eu estou digitando no computador; neste exato momento não existem dívidas, problemas, complicações, nada. Só existe meu computador, minhas idéias, e o blog, simples.
"A vida é bela, nós é que estragamos ela".
quarta-feira, agosto 18, 2004
Respeito é uma coisa que falta em todos nós. Taí uma coisa que não vai nos fazer viver vidas perfeitas, muito pelo contrário: vai nos fazer aceitar a vida do próximo, seja o quão louca puder.
Azar se o vizinho ouve musica clássica no café, ou o cara do trabalho é mal humorado pela manhã: o respeito nos mostra que a qualquer momento podemos estar no lugar dele, por mais incrível que isso pareça.
O maior exercício do respeito, na minha opinião, é algo como uma versão distorcida de brincar de faz de conta: tente se colocar no seu alvo de críticas, se veja agindo no lugar dele; tente entender o porquê que ele talvez faça isso, ou se nunca se pegou fazendo algo que incomodou a alguém, e eu duvido que consiga se manter em posição de ataque.
Todos nós chegamos a um ponto em comum de dúvida: Respeito significa aceitação? Não.
Claro que não.
Não quer dizer que eu concorde que é ótimo ouvir musica clássica no café, muito menos vá fazer isso; basta entender que aquele é o vizinho, ele é meio louco, mas é ele. um dia alguém te ensinou que o céu era azul, e você aceitou. Poucos se formaram em física ou astrologia pra tentar responder uma pergunta mal resolvida da infância, a maioria simplesmente aceitou.
Então me responda porquê é tão difícil tentar aceitar as pessoas? Me responda mesmo quem puder, porque eu também preciso dela. Imagino que seja um tipo de comodismo, uma teimosia que é de nossa natureza cobrar dos outros sermos quem somos, porque nossos egos nos mostram como Os medalha de ouro, os primeiros no pódio. Lembrar que o cara que sorriu mesmo estando com o bronze como uma pessoa mais feliz, menos egocêntrica ninguém vê. É aquela coisa: "O importante é competir" é conversa pra boi dormir.
Azar se o vizinho ouve musica clássica no café, ou o cara do trabalho é mal humorado pela manhã: o respeito nos mostra que a qualquer momento podemos estar no lugar dele, por mais incrível que isso pareça.
O maior exercício do respeito, na minha opinião, é algo como uma versão distorcida de brincar de faz de conta: tente se colocar no seu alvo de críticas, se veja agindo no lugar dele; tente entender o porquê que ele talvez faça isso, ou se nunca se pegou fazendo algo que incomodou a alguém, e eu duvido que consiga se manter em posição de ataque.
Todos nós chegamos a um ponto em comum de dúvida: Respeito significa aceitação? Não.
Claro que não.
Não quer dizer que eu concorde que é ótimo ouvir musica clássica no café, muito menos vá fazer isso; basta entender que aquele é o vizinho, ele é meio louco, mas é ele. um dia alguém te ensinou que o céu era azul, e você aceitou. Poucos se formaram em física ou astrologia pra tentar responder uma pergunta mal resolvida da infância, a maioria simplesmente aceitou.
Então me responda porquê é tão difícil tentar aceitar as pessoas? Me responda mesmo quem puder, porque eu também preciso dela. Imagino que seja um tipo de comodismo, uma teimosia que é de nossa natureza cobrar dos outros sermos quem somos, porque nossos egos nos mostram como Os medalha de ouro, os primeiros no pódio. Lembrar que o cara que sorriu mesmo estando com o bronze como uma pessoa mais feliz, menos egocêntrica ninguém vê. É aquela coisa: "O importante é competir" é conversa pra boi dormir.
segunda-feira, julho 19, 2004
Estava eu arrumando minhas gavetas, precisando de mais espaço pras coisas da faculdade, e foi quando vi que tinha uma gaveta cheia de coisas, tralhas e papéis que poderiam dar espaço pro que precisava.
Sentado no chão ao lado da gaveta, me deparei com todo um passado, com várias fases da minha vida ali naqueles papéis, cartas, cartões. Que bom foi abrir cada envelope, ler cada bilhete, ver meus boletins da quarta série, meus contra-cheques de tempos de estágio, tudo como se fosse pela primeira vez! Um turbilhão de emoções invade a lembrança, e me fez pensar em tudo que já passei até hoje, e me faz pensar em que talvez teria feito tudo denovo, mas de forma diferente; não é se arrepender, nem ter vergonha, nem me julgar pelo que fiz, mas simplesmente fazer diferente. Seria injusto me cobrar ter feito tudo que fiz com um comportamento que tenho hoje, que tive que aprender inclusive com tudo isso que me vinha a memória naquele momento.
Parece que uma vida de 150 anos vai ficando pra trás lembrando de tudo isso, mas a verdade é que foi muito pouco, foi um aprendizado, e principalmente, não volta mais.
E quando me lembro do meu objetivo de ter me afundado nessas lembranças, começo a avaliar o que guardar ou não, e quando a decisão foi não guardar, rasguei e joguei fora.
Parece um tanto quanto radical minha atitude, uma coisa rude, grosseira e até desrespeitosa com a minha memória e com as pessoas que a constituem, mas essa primeira impressão deu lugar a um pensamento mais sensato, mais refletido:
Hoje, olho pro meu armário e vejo minha mente, como se tivessem o mesmo espaço pra poder guardar o que acho importante. Me apegar ao passado seria ocupar mais da metade das minhas gavetas com minhas lembranças, memórias e pessoas do passado, e largar espalhado tudo que preciso pro meu dia de hoje, pra minha vida de agora?
Em uma dessas lembranças achei um cartão de páscoa que uma amiga minha do trabalho me deu, há uns 4 anos atrás. Mirna, com seus cabelos cobreados, pele morena, e um sorriso fantástico, que sempre me despertou interesse, principalmente por seu comportamento, por sua sinceridade, por sua irreverência. Nesse cartão, havia na capa um ursinho com um balde de tinta amarela na mão, completamente lambuzado e remendado, com seus furos costurados à mostra, que ela associou a mim quando escolhia o cartão.
Depois desse tempo todo, engraçado foi olhar pro ursinho e ainda me ver nele, um pouco maior, com mais remendos dos tombos e tropeções, mais lambuzado ainda com todas as experiências, mas ainda tentando manter uma serenidade interior, uma essência tranquila e um lado positivo depois de tudo.
Sentado no chão ao lado da gaveta, me deparei com todo um passado, com várias fases da minha vida ali naqueles papéis, cartas, cartões. Que bom foi abrir cada envelope, ler cada bilhete, ver meus boletins da quarta série, meus contra-cheques de tempos de estágio, tudo como se fosse pela primeira vez! Um turbilhão de emoções invade a lembrança, e me fez pensar em tudo que já passei até hoje, e me faz pensar em que talvez teria feito tudo denovo, mas de forma diferente; não é se arrepender, nem ter vergonha, nem me julgar pelo que fiz, mas simplesmente fazer diferente. Seria injusto me cobrar ter feito tudo que fiz com um comportamento que tenho hoje, que tive que aprender inclusive com tudo isso que me vinha a memória naquele momento.
Parece que uma vida de 150 anos vai ficando pra trás lembrando de tudo isso, mas a verdade é que foi muito pouco, foi um aprendizado, e principalmente, não volta mais.
E quando me lembro do meu objetivo de ter me afundado nessas lembranças, começo a avaliar o que guardar ou não, e quando a decisão foi não guardar, rasguei e joguei fora.
Parece um tanto quanto radical minha atitude, uma coisa rude, grosseira e até desrespeitosa com a minha memória e com as pessoas que a constituem, mas essa primeira impressão deu lugar a um pensamento mais sensato, mais refletido:
Hoje, olho pro meu armário e vejo minha mente, como se tivessem o mesmo espaço pra poder guardar o que acho importante. Me apegar ao passado seria ocupar mais da metade das minhas gavetas com minhas lembranças, memórias e pessoas do passado, e largar espalhado tudo que preciso pro meu dia de hoje, pra minha vida de agora?
Em uma dessas lembranças achei um cartão de páscoa que uma amiga minha do trabalho me deu, há uns 4 anos atrás. Mirna, com seus cabelos cobreados, pele morena, e um sorriso fantástico, que sempre me despertou interesse, principalmente por seu comportamento, por sua sinceridade, por sua irreverência. Nesse cartão, havia na capa um ursinho com um balde de tinta amarela na mão, completamente lambuzado e remendado, com seus furos costurados à mostra, que ela associou a mim quando escolhia o cartão.
Depois desse tempo todo, engraçado foi olhar pro ursinho e ainda me ver nele, um pouco maior, com mais remendos dos tombos e tropeções, mais lambuzado ainda com todas as experiências, mas ainda tentando manter uma serenidade interior, uma essência tranquila e um lado positivo depois de tudo.
segunda-feira, julho 12, 2004
Acabou. Simplesmente se foi, como num passe de mágica.
Quando o amor vira afeto, quando agente chega perto e o coração palpita nervoso sem saber o que fazer, mas quando a pessoa está de frente, o nervosismo perde a razão.
Não sei qual dos lados é o mais difícil de se estar, e eu já estive dos dois lados. Não é fácil se adaptar a uma perda assim, como também não é fácil seguir sabendo que o outro coração ficou para trás quando deveriam seguir juntos, mesmo que não estando ao lado um do outro.
Nesse intervalo, as músicas vão continuar tocando, mas vão lembrar menos; passaremos pelos lugares, aquela imagem vem e nos faz felizes, mas em um piscar de olhos, caímos na real, e seguimos caminhando, e pra talvez criar novas lembranças.
O coração é um músculo: a cada porrada, cada sufoco e a cada aperto ele aprende, fica mais forte, mas sua essência nunca muda, no cerne ele é sempre o mesmo.
Mas, se a casca endurece demais, mais difícil fica de se ver o que tem dentro, de chegar até lá; ela vira um problema, porque como tudo na vida, perdeu seu equilíbrio, perdeu seu centro, e foi do oito para o oitenta.
Culpa de quem? Dos dois, de cada um, de todos. Culpados por sermos quem somos? Por ter nossos defeitos, nossas qualidades, nossas características?
Culpados somos por não sabermos de verdade amar o outro como é, como nos amamos. E assim, seguimos na busca por alguém que nos pareça familiar, mas que na verdade, tem os mesmo defeitos, em vez de defeitos que não conhecemos.
Quando o amor vira afeto, quando agente chega perto e o coração palpita nervoso sem saber o que fazer, mas quando a pessoa está de frente, o nervosismo perde a razão.
Não sei qual dos lados é o mais difícil de se estar, e eu já estive dos dois lados. Não é fácil se adaptar a uma perda assim, como também não é fácil seguir sabendo que o outro coração ficou para trás quando deveriam seguir juntos, mesmo que não estando ao lado um do outro.
Nesse intervalo, as músicas vão continuar tocando, mas vão lembrar menos; passaremos pelos lugares, aquela imagem vem e nos faz felizes, mas em um piscar de olhos, caímos na real, e seguimos caminhando, e pra talvez criar novas lembranças.
O coração é um músculo: a cada porrada, cada sufoco e a cada aperto ele aprende, fica mais forte, mas sua essência nunca muda, no cerne ele é sempre o mesmo.
Mas, se a casca endurece demais, mais difícil fica de se ver o que tem dentro, de chegar até lá; ela vira um problema, porque como tudo na vida, perdeu seu equilíbrio, perdeu seu centro, e foi do oito para o oitenta.
Culpa de quem? Dos dois, de cada um, de todos. Culpados por sermos quem somos? Por ter nossos defeitos, nossas qualidades, nossas características?
Culpados somos por não sabermos de verdade amar o outro como é, como nos amamos. E assim, seguimos na busca por alguém que nos pareça familiar, mas que na verdade, tem os mesmo defeitos, em vez de defeitos que não conhecemos.
domingo, julho 04, 2004
Nada melhor pra começar a semana do que praia.
1 semana de escritório, muito trabalho, correia total, estudos em fase de fim de período, mochila pesada pra lá e pra cá... e basta pisar na areia, ver a água verde, translúcida, o sol queimando a pele, e tudo isso simplesmente se perde na beleza e simplicidade daquele lugar. Pra mim é a praia, mas cada um tem seu refúgio, seu lugar.
Na praia eu não preciso de roupa social, sapatos e nada demais na mochila. Eu preciso de 10 reais, pra comprar um mate e um biscoito.
Lá, eu vou do jeito que quiser, assim como todo mundo, mas nem eu nem ninguém tá nem aí. É lá que a minha mente se perde, fala sozinha, e não me domina. Não há julgamentos, disputas, sobrevivência.
Quando entro na água, a impressão que tenho é que fui um peixe e retorno pro meu lugar de origem, e não é fácil sair. É uma meditação excelente.
E começo bem essa semana.
1 semana de escritório, muito trabalho, correia total, estudos em fase de fim de período, mochila pesada pra lá e pra cá... e basta pisar na areia, ver a água verde, translúcida, o sol queimando a pele, e tudo isso simplesmente se perde na beleza e simplicidade daquele lugar. Pra mim é a praia, mas cada um tem seu refúgio, seu lugar.
Na praia eu não preciso de roupa social, sapatos e nada demais na mochila. Eu preciso de 10 reais, pra comprar um mate e um biscoito.
Lá, eu vou do jeito que quiser, assim como todo mundo, mas nem eu nem ninguém tá nem aí. É lá que a minha mente se perde, fala sozinha, e não me domina. Não há julgamentos, disputas, sobrevivência.
Quando entro na água, a impressão que tenho é que fui um peixe e retorno pro meu lugar de origem, e não é fácil sair. É uma meditação excelente.
E começo bem essa semana.
Recebi esse texto do meu amigo Paulinho, mais conhecido como Paulo Careca.
Correr riscos
Rir... é correr o risco de parecer tolo.
Chorar... é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão... é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos... é correr o risco de mostrar seu verdadeiro EU.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão... é correr o risco de perder as pessoas.
Amar... é correr o risco de não ser compreendido.
Viver... é correr o risco de morrer.
Confiar...é correr o risco de se decepcionar.
Tentar... é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada!
Pessoas que não se Arriscam:
Podem evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada.
Não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não VIVEM.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente as pessoas que correm riscos.... são livres.
"Os barcos estão seguros, se permanecem no porto.
Mas não foram feitos para isto..!"
Correr riscos
Rir... é correr o risco de parecer tolo.
Chorar... é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão... é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos... é correr o risco de mostrar seu verdadeiro EU.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão... é correr o risco de perder as pessoas.
Amar... é correr o risco de não ser compreendido.
Viver... é correr o risco de morrer.
Confiar...é correr o risco de se decepcionar.
Tentar... é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada!
Pessoas que não se Arriscam:
Podem evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada.
Não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não VIVEM.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente as pessoas que correm riscos.... são livres.
"Os barcos estão seguros, se permanecem no porto.
Mas não foram feitos para isto..!"
quinta-feira, junho 24, 2004
Resistir as mudanças não é algo fácil de se fazer. Dado o momento em que se decide aceitar o presente como algo diferente do usual, uma batalha é travada entre nossa mente e nossa votade.
A mente representa o lado programado da vida, aquele que denomina nossa vida a cada dia como COTIDIANO. É quem está habituado a generalizar tudo, analisa nossas emoções, dos nossos pensamentos e ações, e as transforma em estatísticas, dados, cálculos, respostas automáticas.
Quando mudamos, nossa mente resiste bravamente, e como alguém que sai perdendo, tenta nos convencer que sempre foi daquele jeito, e é assim que vai continuar sendo melhor. Lembra daquele velho ditado: "Não se mexe em time que está ganhando" ?? É dessa forma que a mente convence você. E se você não quiser? Ela continua, como uma tagarela, como aquele cara chato do trabalho que fica te perguntando milhares de coisas no elevador, ou puxa assunto no corredor, quando você tá indo com pressa pra algum lugar. Ela só se convence mesmo de que você não quer, quando não dá a mínima pro que ela fala. Aí sim, ela para.
E quando para, você sente que a recompensa pela luta valeu a pena. Depois que descobre o segredo da luta, de como derrubar sua mente, contra a vontade dela, fica mais fácil fazer o que é da sua vontade, não da dela.
As mudanças, vão parecendo cada vez mais coisas normais, vão perdendo todo o véu de mistério, de dúvida, de incertezas. Quando se descobre que toda a preocupação e energias gastas pensando no futuro nada mais fazem a não ser esgotar seu tempo no presente, o melhor a fazer é aceitar. O que é hoje é o que é hoje, independente de como era ontem, ou como vou querer amanhã. Importante é ter consciência de hoje é assim.
E já que é assim, que seja.
Quer fazer algo pra melhorar no futuro? Faça, você pode. Mas faça agora, no presente.
É aonde vivemos, tendo consciência ou não.
A mente representa o lado programado da vida, aquele que denomina nossa vida a cada dia como COTIDIANO. É quem está habituado a generalizar tudo, analisa nossas emoções, dos nossos pensamentos e ações, e as transforma em estatísticas, dados, cálculos, respostas automáticas.
Quando mudamos, nossa mente resiste bravamente, e como alguém que sai perdendo, tenta nos convencer que sempre foi daquele jeito, e é assim que vai continuar sendo melhor. Lembra daquele velho ditado: "Não se mexe em time que está ganhando" ?? É dessa forma que a mente convence você. E se você não quiser? Ela continua, como uma tagarela, como aquele cara chato do trabalho que fica te perguntando milhares de coisas no elevador, ou puxa assunto no corredor, quando você tá indo com pressa pra algum lugar. Ela só se convence mesmo de que você não quer, quando não dá a mínima pro que ela fala. Aí sim, ela para.
E quando para, você sente que a recompensa pela luta valeu a pena. Depois que descobre o segredo da luta, de como derrubar sua mente, contra a vontade dela, fica mais fácil fazer o que é da sua vontade, não da dela.
As mudanças, vão parecendo cada vez mais coisas normais, vão perdendo todo o véu de mistério, de dúvida, de incertezas. Quando se descobre que toda a preocupação e energias gastas pensando no futuro nada mais fazem a não ser esgotar seu tempo no presente, o melhor a fazer é aceitar. O que é hoje é o que é hoje, independente de como era ontem, ou como vou querer amanhã. Importante é ter consciência de hoje é assim.
E já que é assim, que seja.
Quer fazer algo pra melhorar no futuro? Faça, você pode. Mas faça agora, no presente.
É aonde vivemos, tendo consciência ou não.
sábado, junho 12, 2004
Vou colocar aqui um trecho da letra do Gabriel, o Pensador, da música "até quando", que é uma verdade que se deve refletir sobre.
Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça semcura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
Muda.
Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça semcura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
Muda.
quinta-feira, junho 10, 2004
Existe uma forma de viver a vida bem melhor do que se pratica hoje, que é ver pelo lado positivo das coisas. Temos uma mania de nos apegarmos ao lado negativo, ao que nos falta, ao que os outros tem e nós não.
Porque não pensar em tudo que nós temos, que tantas pessoas no mundo gostariam de ter? Porque não ver o que não nos falta?
Ao ver das pessoas que conheço, seria eu pobre, seria eu pequeno; seria, porque elas querem ser GRANDES, querem ser mais e mais e mais.
Aonde esse "mais" para? Existe satisfação pra quem busca sempre mais e mais?
Aonde é suficiente? Até aonde se tem tudo que precisa, quando se quer sempre mais?
Quero viver, e ter o que preciso pra ser feliz.
Aliás, a disputa hoje por querer tudo está grande, mais um motivo então pra querer o suficiente. Porque esse, poucos querem e a concorrência é grande.
Porque não pensar em tudo que nós temos, que tantas pessoas no mundo gostariam de ter? Porque não ver o que não nos falta?
Ao ver das pessoas que conheço, seria eu pobre, seria eu pequeno; seria, porque elas querem ser GRANDES, querem ser mais e mais e mais.
Aonde esse "mais" para? Existe satisfação pra quem busca sempre mais e mais?
Aonde é suficiente? Até aonde se tem tudo que precisa, quando se quer sempre mais?
Quero viver, e ter o que preciso pra ser feliz.
Aliás, a disputa hoje por querer tudo está grande, mais um motivo então pra querer o suficiente. Porque esse, poucos querem e a concorrência é grande.
quarta-feira, junho 09, 2004
Vivendo a vida, e vendo nela as lições que descubro.
Como é ruim falar com uma pessoa que sabe tudo, que conhece todas as respostas, e que não tem o dom de ouvir.
Duas coisas aprendi com isso:
1)Saber e gostar de oferecer ajuda as pessoas, mas somente à aquelas que saber pedir ajuda. Tentar ajudar aluém que "não precisa de ajuda", é tempo perdido. Não é o orgulho que me leva a pensar desta forma, mas sim ter aprendido a pedir ajuda, a fortalecer minha humildade, a saber reconhecer quando não sei, e não ter vergonha de demonstrar isso. Antes de começar a aprender isso, era sim, movido pelo orgulho que fazia questão de se alimentar da humilhação de ver as pessoas demonstrando que sabem menos, que precisavam de mim. Hoje, preciso delas tanto quanto elas de mim.
2)Descobrir o quanto preciso prestar mais atenção em mim, e esquecer de criticar os outros, pois percebi que também erro, e às vezes, erro exatamente aonde critico.
Passo a ver todas as pessoas como iguais, com erros, como espelhos meus, e eu delas. Erramos, e como consequência, deveríamos saber nos perdoar mais. Um exemplo fácil é ir a uma lanchonete: Você está do lado de fora, comprando um lanche, está morrendo de fome e pede aquele lanche, já com água na boca, esperando... Você repara que algumas das pessoas que pediram na sua frente e você ainda esperando, e esperando. De repente, você se revolta, porque aquilo é um absurdo, ser atendido desta forma!! Esperar? você é cliente, certo?
Agora se coloque do lado de dentro do balcão: você, naquela vida, insatisfeito, ganhando pouco, aturando um monte de gente exigente, chata, incompreensível, mas você sabe que esse é o seu papel. De repente, uma pessoa começa a lhe tratar mal de uma forma que ninguém gostaria, reclama que ainda não foi atendido, que você é incompetente, que não sabe atender... mas você é elogiado por seus colegas, aquela pessoa nunca lhe viu e fala de você assim? Só porque você se atrasa um pouco, um errinho, que todo mundo comete, e essa pessoa tem o direito de lhe tratar mal?
Engraçado né? Como assim, fica fácil de entender como perdoar os erros, ter compaixão e compreensão... mas nosso ego, nossas manias de "eu sempre primeiro" não deixam. Se parece fácil de entender, porque é tão difícil praticar?
É mais fácil ser o centro das atenções, do que abdicar disso. Abrir mão? quem hoje sabe o que é isso? Quem faz isso, por prazer de ajudar ao próximo?
Como é ruim falar com uma pessoa que sabe tudo, que conhece todas as respostas, e que não tem o dom de ouvir.
Duas coisas aprendi com isso:
1)Saber e gostar de oferecer ajuda as pessoas, mas somente à aquelas que saber pedir ajuda. Tentar ajudar aluém que "não precisa de ajuda", é tempo perdido. Não é o orgulho que me leva a pensar desta forma, mas sim ter aprendido a pedir ajuda, a fortalecer minha humildade, a saber reconhecer quando não sei, e não ter vergonha de demonstrar isso. Antes de começar a aprender isso, era sim, movido pelo orgulho que fazia questão de se alimentar da humilhação de ver as pessoas demonstrando que sabem menos, que precisavam de mim. Hoje, preciso delas tanto quanto elas de mim.
2)Descobrir o quanto preciso prestar mais atenção em mim, e esquecer de criticar os outros, pois percebi que também erro, e às vezes, erro exatamente aonde critico.
Passo a ver todas as pessoas como iguais, com erros, como espelhos meus, e eu delas. Erramos, e como consequência, deveríamos saber nos perdoar mais. Um exemplo fácil é ir a uma lanchonete: Você está do lado de fora, comprando um lanche, está morrendo de fome e pede aquele lanche, já com água na boca, esperando... Você repara que algumas das pessoas que pediram na sua frente e você ainda esperando, e esperando. De repente, você se revolta, porque aquilo é um absurdo, ser atendido desta forma!! Esperar? você é cliente, certo?
Agora se coloque do lado de dentro do balcão: você, naquela vida, insatisfeito, ganhando pouco, aturando um monte de gente exigente, chata, incompreensível, mas você sabe que esse é o seu papel. De repente, uma pessoa começa a lhe tratar mal de uma forma que ninguém gostaria, reclama que ainda não foi atendido, que você é incompetente, que não sabe atender... mas você é elogiado por seus colegas, aquela pessoa nunca lhe viu e fala de você assim? Só porque você se atrasa um pouco, um errinho, que todo mundo comete, e essa pessoa tem o direito de lhe tratar mal?
Engraçado né? Como assim, fica fácil de entender como perdoar os erros, ter compaixão e compreensão... mas nosso ego, nossas manias de "eu sempre primeiro" não deixam. Se parece fácil de entender, porque é tão difícil praticar?
É mais fácil ser o centro das atenções, do que abdicar disso. Abrir mão? quem hoje sabe o que é isso? Quem faz isso, por prazer de ajudar ao próximo?
Uma derrota pra minha mente é a pior derrota de todas. Fiquei repetindo pra mim o tempo todo, firme, com toda a certeza de que não faria aquilo que minha mente me instigava a fazer. Não, de forma alguma, deixar que minha mente me comande, que fale mais alto do que meus objetivos, minha determinação. É ótimo, poder simplesmente pensar "não, não vou fazer", e observar aquela vontade sumir aos poucos... E daí em diante, sinto uma confiança maior, uma confiança de que mais um degrau foi escalado pra me libertar, pra me tornar livre. E de repente, um pensamento leve, quase como um sussurro, e quando vou perceber, me rendi aquela vontade, e assim que termino, me sinto um fracassado; percebo que aquela sensação de alegria que deveria surgir, deixa espaço para uma sensação de derrota, de fracasso, de subordinação. Me deixa decepcionado, mas vamos em frente. Todo dia é um dia de prática, de treinamento.
domingo, junho 06, 2004
Hoje é um dia marcante pra mim. Um dia em que começo com novos ideais, novos objetivos, novas visões, um novo caminho.
Ontem, por motivos ainda desconhecidos pra mim, meu relacionamento acabou. Sei da minha participação nesse fim, mas não sei o quanto contribuí. Sei que acabou, e agora é hora de uma nova fase.
Sou uma pessoa carente, e todo esse tempo, sustentei firmemente a idéia de estar ao lado de alguém pra tentar a felicidade em sua forma completa. Já a algum tempo, essa minha forma de ver as coisas mudou, e agora vou ter a oportunidade de viver minha nova teoria.
Hora de me organizar, de pôr ordem na casa.
Sendo honesto comigo mesmo, sei que errei no começo, e sei aonde errei, e essa é a hora de pensar em como não fazer denovo.
Além dos erros, em geral, existem novas descobertas a serem feitas, a maioria eu ainda nem sei quais são. Mas sei que virão, porque a vida é inconstante, e muda a cada instante. É hora de cuidar da minha mente, do meu espírito.
As mudanças dóem, machucam, principalmente quando nessas perdemos pessoas que gostamos. Mas essa é a forma de lidar e aprender com as mudanças, ou existe outra? Elas me fazem enxergar o princípio da inconstância de que os budistas falam.
Pois que venha esta nova fase, que venha o que está reservado pra mim, porque estarei aqui esperando, pronto pra seguir meu caminho.
Ontem, por motivos ainda desconhecidos pra mim, meu relacionamento acabou. Sei da minha participação nesse fim, mas não sei o quanto contribuí. Sei que acabou, e agora é hora de uma nova fase.
Sou uma pessoa carente, e todo esse tempo, sustentei firmemente a idéia de estar ao lado de alguém pra tentar a felicidade em sua forma completa. Já a algum tempo, essa minha forma de ver as coisas mudou, e agora vou ter a oportunidade de viver minha nova teoria.
Hora de me organizar, de pôr ordem na casa.
Sendo honesto comigo mesmo, sei que errei no começo, e sei aonde errei, e essa é a hora de pensar em como não fazer denovo.
Além dos erros, em geral, existem novas descobertas a serem feitas, a maioria eu ainda nem sei quais são. Mas sei que virão, porque a vida é inconstante, e muda a cada instante. É hora de cuidar da minha mente, do meu espírito.
As mudanças dóem, machucam, principalmente quando nessas perdemos pessoas que gostamos. Mas essa é a forma de lidar e aprender com as mudanças, ou existe outra? Elas me fazem enxergar o princípio da inconstância de que os budistas falam.
Pois que venha esta nova fase, que venha o que está reservado pra mim, porque estarei aqui esperando, pronto pra seguir meu caminho.
quinta-feira, junho 03, 2004
Quantas coisas na vida fazemos sem nem pensar? Pensar... quantas coisas fazemos sem nem ao menos ter noção, e só depois descobrir o que fizemos?
A cada vez que me acontece, serve de lição para como devemos refletir sobre o que falamos, ou sobre o que fazemos. Ter essa filosofia não me leva a ser perfeito, não me impede de errar. Ajuda, na verdade, a aumentar a tolerância com as pessoas, e ver que todos somos iguais, imperfeitos, e que fazemos sem intenção de magoar.
"Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra."
Esse ditado pra mim, tem esse significado. Todos temos erros, e um deles, é criticar o próximo por seus erros. "Mas eu não faço isso!" pode alguém vir a questionar, mas e o que você faz de errado, dará o direito ao próximo de criticar? Você gostaria? Eu não.
O ato de aceitar desculpas, nada mais é que reconhecer que o próximo erra, tanto quanto você! Porquê não perdoar aquele que admite que erra, e não tem intenção de magoar?
Pras pessoas, os erros tem graduação. Existem erros maiores, erros menores, erros perdoáveis ou não, e dentro dessa graduação, as pessoas se dão ao direito de recusar desculpas, de não aceitar esse tipo de erro. Mas o erro que achamos perdoável pre nós, é pro próximo?
A cada vez que me acontece, serve de lição para como devemos refletir sobre o que falamos, ou sobre o que fazemos. Ter essa filosofia não me leva a ser perfeito, não me impede de errar. Ajuda, na verdade, a aumentar a tolerância com as pessoas, e ver que todos somos iguais, imperfeitos, e que fazemos sem intenção de magoar.
"Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra."
Esse ditado pra mim, tem esse significado. Todos temos erros, e um deles, é criticar o próximo por seus erros. "Mas eu não faço isso!" pode alguém vir a questionar, mas e o que você faz de errado, dará o direito ao próximo de criticar? Você gostaria? Eu não.
O ato de aceitar desculpas, nada mais é que reconhecer que o próximo erra, tanto quanto você! Porquê não perdoar aquele que admite que erra, e não tem intenção de magoar?
Pras pessoas, os erros tem graduação. Existem erros maiores, erros menores, erros perdoáveis ou não, e dentro dessa graduação, as pessoas se dão ao direito de recusar desculpas, de não aceitar esse tipo de erro. Mas o erro que achamos perdoável pre nós, é pro próximo?
segunda-feira, maio 31, 2004
O orgulho é o combustível da raiva.
Hoje no metrô, estava eu no meu lugar, quieto, tranquilo, até que na estação do Estácio, aonde embarcam os passgeiros da linha 2, fui atropelado e esmagado por uma multidão de pessoas que lutavam entre os que já estavam no metrô e entre eles mesmos, tentanto encontrar um espaço que pudessem se acomodar. Fiquei furioso, porque a cada segundo que passava, o número de pessoas por metro quadrado aumentava significativamente, e meu espaço se reduzia. Minha reação imediata foi empurrar as pessoas de volta, a medida que elas me empurravam.
Depois que saí do metrô, percebi que meu orgulho não me permitia que fosse esmagado, já que não fazia isso com ninguém. Era um absurdo fazerem isso comigo!
Porquê?
Porque eu sou melhor que eles? Porque eu não fiz ou pretendo não fazer? Será que eles fizeram por mal?
Eu sabia de imediato todas essas respostas, e com o tempo, foi ficando mais fácil aceitar meu orgulho, e perceber que a função dele foi botar lenha na fogueira. É como aquele diabinho no ombro, que fica te espetando com o garfinho, dizendo "vai, vai".
E aonde esse orgulho me leva?
A agir da mesma forma errada que as pessoas que me empurravam, a sentir raiva delas e só me prejudicar, ou do jeito que Willian Shakespeare dizia:
"Guardar ressentimentos é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra."
Hoje no metrô, estava eu no meu lugar, quieto, tranquilo, até que na estação do Estácio, aonde embarcam os passgeiros da linha 2, fui atropelado e esmagado por uma multidão de pessoas que lutavam entre os que já estavam no metrô e entre eles mesmos, tentanto encontrar um espaço que pudessem se acomodar. Fiquei furioso, porque a cada segundo que passava, o número de pessoas por metro quadrado aumentava significativamente, e meu espaço se reduzia. Minha reação imediata foi empurrar as pessoas de volta, a medida que elas me empurravam.
Depois que saí do metrô, percebi que meu orgulho não me permitia que fosse esmagado, já que não fazia isso com ninguém. Era um absurdo fazerem isso comigo!
Porquê?
Porque eu sou melhor que eles? Porque eu não fiz ou pretendo não fazer? Será que eles fizeram por mal?
Eu sabia de imediato todas essas respostas, e com o tempo, foi ficando mais fácil aceitar meu orgulho, e perceber que a função dele foi botar lenha na fogueira. É como aquele diabinho no ombro, que fica te espetando com o garfinho, dizendo "vai, vai".
E aonde esse orgulho me leva?
A agir da mesma forma errada que as pessoas que me empurravam, a sentir raiva delas e só me prejudicar, ou do jeito que Willian Shakespeare dizia:
"Guardar ressentimentos é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra."
segunda-feira, maio 24, 2004
Hoje, conversando com minha namorada, ela me disse algo que, em tempos atrás, me faria reagir de forma defensiva, negando o que eu tinha acabado de ouvir:
"Você não é humilde". Aquelas palavras me atingiram como um punhal, mas ao invés de reagir instanâneamente me defendendo, esperei por mais um mísero segundo, que me fez meditar sobre minha reação, e aceitar a minha verdade: não sou humilde.
Humilde:
- adjetivo de dois gêneros
1 que tem ou manifesta a virtude de conhecer suas próprias limitações
Ex.: o verdadeiro sábio é h.
2 que manifesta sentimento de fraqueza, de modéstia
3 que expressa ou reflete deferência ou submissão
Ex.:
4 inferiormente situado em uma hierarquia ou escala
Ex.: h. funcionário
5 de pouca importância ou brilho; sem realce; apagado, despretensioso, simples, sóbrio
Ex.:
- adjetivo e substantivo de dois gêneros
6 que ou aquele que pertence a uma baixa classe social; plebeu, pobre
Ex.:
-
Minha expressão se vítima fez com que ela sentisse um certo arrependimento, talvez, mas neste momento, tive em mente o que aprendi com um livro do meu irmão, que dizia que somos responsáveis por dar às palavras uma interpretação; meu ego nesse momento, quis fazer dessas palavras uma ofensa, mas minha consciência veio intervir, e deixar que eu aceitasse minha verdade. Ela estava dizendo nada mais que a verdade. E então, a tristeza que me tomou naquela hora não foi por ter sido ofendido, mas por saber que aquilo era verdade, e que em todo esse tempo, tudo que li, aprendi, estudei, não valia de nada, perto do que era ser uma pessoa humilde. Era ser o tipo de pessoa que eu critiquei por muito tempo, mas foi lembrando disso que tive um clarão na minha mente! Bingo: criticar as pessoas era completo oposto de ser humilde! E sabe porquê? porque se achar melhor que os outros é não saber ver que temos erros como os outros que criticamos; que criticar os outros é não saber entender que eles podem não fazer aquilo tão bem quanto você, mas estão tentando dar o máximo de si, como talvez você tente fazer naquilo em que aquela pessoa é excelente. Ficou meio confuso né? Nesse momento, pra mim ficou transparente.
Tudo que li sobre a compaixão, sobre entender o ser humano, sobre perdoar, até agora, eu tinha lido com o lado racional, como alguém que lê um livro de matemática, mas deixa a emoção de lado, e não entende com o coração. E se tratando dessas coisas, nossa mente é burra como uma porta. É como tentar dar uma definição científica ao amor: todos nós sabemos quando amamos, mas sabemos explicar minuciosamente?
"Você não é humilde". Aquelas palavras me atingiram como um punhal, mas ao invés de reagir instanâneamente me defendendo, esperei por mais um mísero segundo, que me fez meditar sobre minha reação, e aceitar a minha verdade: não sou humilde.
Humilde:
- adjetivo de dois gêneros
1 que tem ou manifesta a virtude de conhecer suas próprias limitações
Ex.: o verdadeiro sábio é h.
2 que manifesta sentimento de fraqueza, de modéstia
3 que expressa ou reflete deferência ou submissão
Ex.:
4 inferiormente situado em uma hierarquia ou escala
Ex.: h. funcionário
5 de pouca importância ou brilho; sem realce; apagado, despretensioso, simples, sóbrio
Ex.:
- adjetivo e substantivo de dois gêneros
6 que ou aquele que pertence a uma baixa classe social; plebeu, pobre
Ex.:
-
Minha expressão se vítima fez com que ela sentisse um certo arrependimento, talvez, mas neste momento, tive em mente o que aprendi com um livro do meu irmão, que dizia que somos responsáveis por dar às palavras uma interpretação; meu ego nesse momento, quis fazer dessas palavras uma ofensa, mas minha consciência veio intervir, e deixar que eu aceitasse minha verdade. Ela estava dizendo nada mais que a verdade. E então, a tristeza que me tomou naquela hora não foi por ter sido ofendido, mas por saber que aquilo era verdade, e que em todo esse tempo, tudo que li, aprendi, estudei, não valia de nada, perto do que era ser uma pessoa humilde. Era ser o tipo de pessoa que eu critiquei por muito tempo, mas foi lembrando disso que tive um clarão na minha mente! Bingo: criticar as pessoas era completo oposto de ser humilde! E sabe porquê? porque se achar melhor que os outros é não saber ver que temos erros como os outros que criticamos; que criticar os outros é não saber entender que eles podem não fazer aquilo tão bem quanto você, mas estão tentando dar o máximo de si, como talvez você tente fazer naquilo em que aquela pessoa é excelente. Ficou meio confuso né? Nesse momento, pra mim ficou transparente.
Tudo que li sobre a compaixão, sobre entender o ser humano, sobre perdoar, até agora, eu tinha lido com o lado racional, como alguém que lê um livro de matemática, mas deixa a emoção de lado, e não entende com o coração. E se tratando dessas coisas, nossa mente é burra como uma porta. É como tentar dar uma definição científica ao amor: todos nós sabemos quando amamos, mas sabemos explicar minuciosamente?
terça-feira, abril 13, 2004
Aprender a viver um dia de cada vez é uma das maiores lições que estou tentando aprender na minha vida.
Com os problemas de ontem que já resolvi, virarão lembranças; os que não consegui resolver, se tornarão novos amanhã.
Com as lições que aprendi ontem, se tornarão as forças do amanhã; com as que não consegui, se tornarão os desafios.
Com as pessoas que perdi ontem, lembrarei delas como parte da minha história; com as que conhecerei amanhã, me ajudarão no curso dela.
Do amanhã eu não sei. Enquanto Deus inventa, eu descanso pra poder estar de pé e participar.
Boa Noite.
Com os problemas de ontem que já resolvi, virarão lembranças; os que não consegui resolver, se tornarão novos amanhã.
Com as lições que aprendi ontem, se tornarão as forças do amanhã; com as que não consegui, se tornarão os desafios.
Com as pessoas que perdi ontem, lembrarei delas como parte da minha história; com as que conhecerei amanhã, me ajudarão no curso dela.
Do amanhã eu não sei. Enquanto Deus inventa, eu descanso pra poder estar de pé e participar.
Boa Noite.
domingo, abril 11, 2004
Depois de mais um comercial fantasioso de uma margarina dessas da vida, andei pensando que talvez ainda não tenha encontrado a margarina da minha vida. Alguns, escalam as varandas dos vizinhos, outros acordam cantando e dançando, mas eu, continuo com sono pela manhã e não me arrisco pelas paredes alheias. Quantas pessoas como eu passaram muitos anos da vida, se ainda não passam, esperando que a margarina ideal, ou o refrigerante certo dê sabor as suas vidas? Tolas, acreditando que a culpa de nossa vida não ser aquelas de novela é por faltar o que os contra-regras usam nos cenários?
Eu aprendi que quem faz a minha vida ser a maravilha que ela é, sou eu e meu ponto de vista. "Ponto de vista?"
É, a forma de como eu encaro e vejo as coisas na vida. Um exemplo: se pensar que o chefe do escritório onde eu trabalho ganha 10 vezes mais que eu, vou me sentir um idiota. No entanto, se pensar que tem milhares de pessoas que adorariam ter meu emprego, sou uma pessoa sortuda. Parece difícil?
Porém, muitas pessoas vão confundir isso com comodidade. Sou uma pessoa comodista, porque não passo todo tempo pensando que poderia ter o emprego do chefe do meu escritório? Quem disse que não quero? Só não fico pensando nisso 24h, me torturando, e ao invés, faço uma faculdade pra correr atrás da minha evolução, já que posso.
No mercado, lembre que tanto faz qual margarina compra, importante é lembrar que quem faz o dia ser um "happy day", é você. E televisão, é coisa de outro mundo.
Eu aprendi que quem faz a minha vida ser a maravilha que ela é, sou eu e meu ponto de vista. "Ponto de vista?"
É, a forma de como eu encaro e vejo as coisas na vida. Um exemplo: se pensar que o chefe do escritório onde eu trabalho ganha 10 vezes mais que eu, vou me sentir um idiota. No entanto, se pensar que tem milhares de pessoas que adorariam ter meu emprego, sou uma pessoa sortuda. Parece difícil?
Porém, muitas pessoas vão confundir isso com comodidade. Sou uma pessoa comodista, porque não passo todo tempo pensando que poderia ter o emprego do chefe do meu escritório? Quem disse que não quero? Só não fico pensando nisso 24h, me torturando, e ao invés, faço uma faculdade pra correr atrás da minha evolução, já que posso.
No mercado, lembre que tanto faz qual margarina compra, importante é lembrar que quem faz o dia ser um "happy day", é você. E televisão, é coisa de outro mundo.
quinta-feira, abril 08, 2004
Eu e meu irmão na cozinha, tomando cerveja, discutindo sobre as mulheres, essas que são parte fundamental na nossa vida, fato que elas não podem saber de jeito nenhum.
Mulher bonita ou inteligente? Ainda é um tabu, que uma mulher consiga ter as duas coisas, pelo ao menos na nossa opinião. A beleza, vem primeiro como um cartão de visita, mas a inteligência sustenta aquela admiração. É como uma música, que começa com uma boa batida, mas a letra e os músicos estão totalmente desconjuntados. A beleza conquista no instante, mas a inteligência, a cultura e o recheio prendem pelo tempo, e nós concordamos que o recheio é mais importante.
Enquanto Jack Johnson canta e toca seu violão no som, meu irmão gasta nas suas idéias sobre os eventos, vários eventos que ele tem na cabeça. Se depender das idéias dele, esse garoto vai longe.
E por falar em ir longe, será que vamos longe na vida sem mudar nada em nossas muitas perspectivas?
Eu acho que não. Ser tolerante é ideal, mas é difícil; devemos saber aceitar as pessoas como elas são, e deixar de pensar que todos só são normais se estiverem dentro dos nossos ideais. Elas podem e são ótimas pessoas, sendo quem elas são. E se pararmos pra pensar, talvez sejam até interessantes por esse lado diferente de nós; também é uma forma de aprendermos com elas, porque em toda a diferença, há sempre algo que nosso preconceito não nos deixa ver que é positivo.
É como pensar que as brigas demonstram que existe uma imcompatibilidade entre as pessoas. Minha mãe costuma dizer que só se briga com quem se ama, porque se não for do seu interesse, agente simplesmente não liga. Brigar na maioria das vezes é a nossa mania, nossa natureza de querer impor nossa opinião como única, como principal. Um dia, simplesmente ouça, numa conversa, a opinião sobre seus amigos em relação a um assunto calado, espere até o final, e resista à mania de opinar e pense sobre o que essa pessoa acabou de falar. Você vai acabar percebendo que nem sempre discordou querendo discordar. Viva as diferenças.
Mulher bonita ou inteligente? Ainda é um tabu, que uma mulher consiga ter as duas coisas, pelo ao menos na nossa opinião. A beleza, vem primeiro como um cartão de visita, mas a inteligência sustenta aquela admiração. É como uma música, que começa com uma boa batida, mas a letra e os músicos estão totalmente desconjuntados. A beleza conquista no instante, mas a inteligência, a cultura e o recheio prendem pelo tempo, e nós concordamos que o recheio é mais importante.
Enquanto Jack Johnson canta e toca seu violão no som, meu irmão gasta nas suas idéias sobre os eventos, vários eventos que ele tem na cabeça. Se depender das idéias dele, esse garoto vai longe.
E por falar em ir longe, será que vamos longe na vida sem mudar nada em nossas muitas perspectivas?
Eu acho que não. Ser tolerante é ideal, mas é difícil; devemos saber aceitar as pessoas como elas são, e deixar de pensar que todos só são normais se estiverem dentro dos nossos ideais. Elas podem e são ótimas pessoas, sendo quem elas são. E se pararmos pra pensar, talvez sejam até interessantes por esse lado diferente de nós; também é uma forma de aprendermos com elas, porque em toda a diferença, há sempre algo que nosso preconceito não nos deixa ver que é positivo.
É como pensar que as brigas demonstram que existe uma imcompatibilidade entre as pessoas. Minha mãe costuma dizer que só se briga com quem se ama, porque se não for do seu interesse, agente simplesmente não liga. Brigar na maioria das vezes é a nossa mania, nossa natureza de querer impor nossa opinião como única, como principal. Um dia, simplesmente ouça, numa conversa, a opinião sobre seus amigos em relação a um assunto calado, espere até o final, e resista à mania de opinar e pense sobre o que essa pessoa acabou de falar. Você vai acabar percebendo que nem sempre discordou querendo discordar. Viva as diferenças.
Pensar que tudo na vida tem um propósito é uma excelente filosofia, mas tem seus perigos.
Se a cada vez que espirrar, pensar que tinha que acontecer por um bom motivo passa a ser exagero, fanatismo em cima desta idéia. A verdade é que qualquer um pode adotar esse ponto de vista, que mais é um estilo de vida. "Suas experiências só são possíveis devido as suas convicções."
Pense nisso.
Se a cada vez que espirrar, pensar que tinha que acontecer por um bom motivo passa a ser exagero, fanatismo em cima desta idéia. A verdade é que qualquer um pode adotar esse ponto de vista, que mais é um estilo de vida. "Suas experiências só são possíveis devido as suas convicções."
Pense nisso.
domingo, abril 04, 2004
Bem, concluindo a parte do meu raciocínio que o sono não deixou...
Sendo a nossa vida um rally, eu gosto de enfatizar a parte do caminho, que acho bem parecido:
Como um mapa, dividido em trechos em formas de cubos, que gosto de pensar que são momentos. A única diferença é que em uma competição como um rally, o navegador conhece técnicamente as curvas do trajeto, mas nunca passou por elas. Ele consegue visualizar como fazer, a quanto estar no carro, frear ou não, e o que fazer caso as coisas saiam do controle. Na vida, na realidade, temos a teoria de como viver bem, de maneira certa, mas a teoria fica mais distante da realidade. Fica um pouco mais difícil, porque a vida não é tão técnica quanto uma competição. Existe uma parte maior sob responsabilidade da intuição, dos nossos sentimentos que as técnicas e a ciência não explicam.
Hoje em dia, eu estou aprendendo a tentar ler as curvas na minha frente, e até tentando fazê-las da minha forma, algo como mudar o trajeto. Mas sei que posso derrapar nas escolhas, e a decepção entra com tudo, pra acabar com a minha confiança. Tudo na vida, inclusive pra isso, exige equilíbrio, nada de extremos. É planejar com convicção, mas sabendo que algo pode dar errado.
Minha vó diria que não, que nunca devemos planejar pensando nas dúvidas, porque é pensando nelas é que criamos a chance do erro aparecer na história. Eu ainda não sei, ainda estou aprendendo o que melhor se adapta a mim. Por enquanto, observo o passado, olho por onde já passei, a maneira como passei por tudo, e avalio de qual das muitas formas fui mais feliz, e prejudiquei menos a mim e a todos ao meu redor.
Sendo a nossa vida um rally, eu gosto de enfatizar a parte do caminho, que acho bem parecido:
Como um mapa, dividido em trechos em formas de cubos, que gosto de pensar que são momentos. A única diferença é que em uma competição como um rally, o navegador conhece técnicamente as curvas do trajeto, mas nunca passou por elas. Ele consegue visualizar como fazer, a quanto estar no carro, frear ou não, e o que fazer caso as coisas saiam do controle. Na vida, na realidade, temos a teoria de como viver bem, de maneira certa, mas a teoria fica mais distante da realidade. Fica um pouco mais difícil, porque a vida não é tão técnica quanto uma competição. Existe uma parte maior sob responsabilidade da intuição, dos nossos sentimentos que as técnicas e a ciência não explicam.
Hoje em dia, eu estou aprendendo a tentar ler as curvas na minha frente, e até tentando fazê-las da minha forma, algo como mudar o trajeto. Mas sei que posso derrapar nas escolhas, e a decepção entra com tudo, pra acabar com a minha confiança. Tudo na vida, inclusive pra isso, exige equilíbrio, nada de extremos. É planejar com convicção, mas sabendo que algo pode dar errado.
Minha vó diria que não, que nunca devemos planejar pensando nas dúvidas, porque é pensando nelas é que criamos a chance do erro aparecer na história. Eu ainda não sei, ainda estou aprendendo o que melhor se adapta a mim. Por enquanto, observo o passado, olho por onde já passei, a maneira como passei por tudo, e avalio de qual das muitas formas fui mais feliz, e prejudiquei menos a mim e a todos ao meu redor.
Neste exato momento, deitado no meu quarto, lembrei de uma visão que tive indo para o trabalho, sobre um novo ponto de vista em relação a vida.
Nossa vida parece um rally, um paris-dakar pra ser sincero. Porquê este específico? por ser o mais desafiador de todos eles, ou você conhece um desafio maior que viver?
Somos piloto e co-piloto nesta corrida de obstáculos tão cheia de armadilhas e lições. Nosso caminho é muito parecido com o mapa de um navegador: tudo codificado, dividido em pequenos trechos, com muitas informações que não podemos deixar escapar; talvez, até informações demais, que não conseguimos captar, e fazemos uma curva mais aberta do que o esperado, mas passada a curva, o caminho continua.
Nossa mente é um computador de bordo, GPS, medidores vários, e outras funções mais que nos auxiliam a tomar decisões sobre esse atrelado caminho.
Parte do nosso corpo e da nossa mente seria o veículo que nos locomove nestas pistas variadas, e que ao longo da prova, sofre muitas e muitas avarias, se adapta ao caminho, ou quebra de vez.
Mas a meânica tá sempre la, ejudando a nos tirar do sufoco.
Nossa vida parece um rally, um paris-dakar pra ser sincero. Porquê este específico? por ser o mais desafiador de todos eles, ou você conhece um desafio maior que viver?
Somos piloto e co-piloto nesta corrida de obstáculos tão cheia de armadilhas e lições. Nosso caminho é muito parecido com o mapa de um navegador: tudo codificado, dividido em pequenos trechos, com muitas informações que não podemos deixar escapar; talvez, até informações demais, que não conseguimos captar, e fazemos uma curva mais aberta do que o esperado, mas passada a curva, o caminho continua.
Nossa mente é um computador de bordo, GPS, medidores vários, e outras funções mais que nos auxiliam a tomar decisões sobre esse atrelado caminho.
Parte do nosso corpo e da nossa mente seria o veículo que nos locomove nestas pistas variadas, e que ao longo da prova, sofre muitas e muitas avarias, se adapta ao caminho, ou quebra de vez.
Mas a meânica tá sempre la, ejudando a nos tirar do sufoco.
domingo, março 28, 2004
Todos nós temos um passado, uma história, uma época lá trás que fizemos coisas que hoje rimos, julgamos loucas, ousadas, e se talvez fizéssemos denovo, ou não seria tão bom ou seria algo sem senido agora.
Isso tudo que fomos, ainda é na nossa história, nunca vai deixar de ser. Mas nunca mais seremos esta pessoa que ficou no passaso. A vida é agora, no momento presente, neste exato instante.
Conheço algumas pessoas que vivem presas no passado, porque lá elas foram grandes pessoas, e hoje não tem muito orgulho do que são, ou do que fazem.
Somos nós responsáveis pela nossa felicidade, pelo que fazemos, por quem somos.
Olhar pra trás e ter orgulho e estarmos satisfeitos por quem somos é muito bom, mas quem é você hoje? o menino de anteontem, ou o adolescente de ontem?
Isso tudo que fomos, ainda é na nossa história, nunca vai deixar de ser. Mas nunca mais seremos esta pessoa que ficou no passaso. A vida é agora, no momento presente, neste exato instante.
Conheço algumas pessoas que vivem presas no passado, porque lá elas foram grandes pessoas, e hoje não tem muito orgulho do que são, ou do que fazem.
Somos nós responsáveis pela nossa felicidade, pelo que fazemos, por quem somos.
Olhar pra trás e ter orgulho e estarmos satisfeitos por quem somos é muito bom, mas quem é você hoje? o menino de anteontem, ou o adolescente de ontem?
sábado, março 27, 2004
Sábado, 21:40, ouvindo "Café del mar", relaxando...
Vou sair por esse mundo afora atrás de diversão, mas sem expectativas porque eu sei que a felicidade está comigo, e só eu posso permitir que ela aconteça ou não. As outras pessoas do mundo só podem fazê-la maior. Meu mal foi a vida inteira esperar demais das pessoas, quando o certo não é esperar muito, não contar demais, porque é daí é que vem a decepção.
Veja: se eu imaginar que um amigo sempre tem que estar lá quando eu precisar vou me decepcionar, porque sei que ele também tem suas dificuldades, seus problemas. Seria até injusto cobrar isso.
O segredo está nas pequenas coisas: poder sair à noite, ver gente (bonita é sempre melhor, mas sem preconceitos), poder conversar com meus amigos, rir e me divertir. Não penso que tenha que ser o melhor lugar, as pessoas mais lindas, a melhor cerveja, o melhor sábado à noite. E sei que vou me divertir com isso. Mas caso seja tudo isso de melhor que falei, otimo! Melhor ainda, porque veio de surpresa.
É como pedir algo de natal e ganhar o dobro. Não é bom?
Vou sair por esse mundo afora atrás de diversão, mas sem expectativas porque eu sei que a felicidade está comigo, e só eu posso permitir que ela aconteça ou não. As outras pessoas do mundo só podem fazê-la maior. Meu mal foi a vida inteira esperar demais das pessoas, quando o certo não é esperar muito, não contar demais, porque é daí é que vem a decepção.
Veja: se eu imaginar que um amigo sempre tem que estar lá quando eu precisar vou me decepcionar, porque sei que ele também tem suas dificuldades, seus problemas. Seria até injusto cobrar isso.
O segredo está nas pequenas coisas: poder sair à noite, ver gente (bonita é sempre melhor, mas sem preconceitos), poder conversar com meus amigos, rir e me divertir. Não penso que tenha que ser o melhor lugar, as pessoas mais lindas, a melhor cerveja, o melhor sábado à noite. E sei que vou me divertir com isso. Mas caso seja tudo isso de melhor que falei, otimo! Melhor ainda, porque veio de surpresa.
É como pedir algo de natal e ganhar o dobro. Não é bom?
domingo, março 14, 2004
Domingo. Acordei lá pelas 10 e poucas da manhã, pra me perparar pra iro pra terceira etapa do campeoato de arrancada, pra ver o Fabinho correr com a saveiro turbo dele. Chegando lá, o clima do lado de fora aparenta um lugar deserto, calmo, vazio, e totalmente diferente do que rola lá dentro. O carro vai chegando perto do portão, e o barulho dos canos de descarga vai aumentando, ficando mais alto que o som da música, vai liberando a adrenalina, a curiosidade vai crescendo, e tudo que você quer é estar naquelas arquibancadas torcendo, rindo, vibrando. É aquela emoção toda na veia!!
Foi show. Várias fotos, vários vídeos, muitas pessoas diferentes, tudo lotado, 10.
Saindo de lá, fomos ao Barrashopping, queria procurar uma mochila nova pra mim, que pudesse arcar com as novas bagagens da minha vida atual: trabalho, faculdade, inglês, revistas, discman. Achei a mochila ideal, e já saí usando ela. Rodamos o shopping e um fato muito marcante me fez escrever hoje.
Passamos pelo fliperama, chamado de HotZone, e dois molques brincavam numa máquina de kickboxing, onde você chuta pra marcar pontos. Os garotos chutavam e chutavam, passavam o cartãozinho e gastavam, e chutavam, repetidamente seguindo essa rotina. Olhava pra aquela máquina,e me va descarregando todo meu stress, minhas dúvidas, inseguranças, insatisfações. Bruno, ao meu lado, mordia os beiços, e se continuasse ali ou chutaria a máquina, ou o próximo que passase pela frente, como se o seu organismo pedisse aquilo, como um alívio, como uma dependência.
Dada uma certa hora, depois de uma muitos 20 chutes, duas meninas que pasaram inocentes pelo brinquedo, balançaram o alvo dos chutes, fazendo com que a máquina usasse o crédito dos garotos. Logo, os dois vieram ao encontro delas, desconcertados, informando elas que eles estavam usando a máquina, e que elas tinham gasto um crédito deles. Ela, imediatamente, puxou da bolsinha o cartão do fliperama, passou na máquina, devolveu o crédito, sairam , e tudo continuou.
Ao ver, não acreditava, não conseguia. Eu estava diante de uma dimensão diferente da minha, onde aquele cartãozinho mandava naquele outro mundo, dee maravilhas coloridas e divertidas, longe do mundo lá fora, onde toda aquela violência fere de verdade, não tem "Game Over" e nem tem recomeço ou nova chance ao simples usar de um cartão.
Minha mente entrou num conflito de milhões de pensamentos diante daquilo: seria um mundo que eu queria na infância, ou mesmo agora? foi melhor ter crescido do lado de fora do fliperama, e ver que meus erros não tinham segunda chance, mas me ensinaram a pensar até aonde posso ferir as pessoas com minhas atitudes? Será o melhor lugar de criar meus filhos? Não sei.
Foi show. Várias fotos, vários vídeos, muitas pessoas diferentes, tudo lotado, 10.
Saindo de lá, fomos ao Barrashopping, queria procurar uma mochila nova pra mim, que pudesse arcar com as novas bagagens da minha vida atual: trabalho, faculdade, inglês, revistas, discman. Achei a mochila ideal, e já saí usando ela. Rodamos o shopping e um fato muito marcante me fez escrever hoje.
Passamos pelo fliperama, chamado de HotZone, e dois molques brincavam numa máquina de kickboxing, onde você chuta pra marcar pontos. Os garotos chutavam e chutavam, passavam o cartãozinho e gastavam, e chutavam, repetidamente seguindo essa rotina. Olhava pra aquela máquina,e me va descarregando todo meu stress, minhas dúvidas, inseguranças, insatisfações. Bruno, ao meu lado, mordia os beiços, e se continuasse ali ou chutaria a máquina, ou o próximo que passase pela frente, como se o seu organismo pedisse aquilo, como um alívio, como uma dependência.
Dada uma certa hora, depois de uma muitos 20 chutes, duas meninas que pasaram inocentes pelo brinquedo, balançaram o alvo dos chutes, fazendo com que a máquina usasse o crédito dos garotos. Logo, os dois vieram ao encontro delas, desconcertados, informando elas que eles estavam usando a máquina, e que elas tinham gasto um crédito deles. Ela, imediatamente, puxou da bolsinha o cartão do fliperama, passou na máquina, devolveu o crédito, sairam , e tudo continuou.
Ao ver, não acreditava, não conseguia. Eu estava diante de uma dimensão diferente da minha, onde aquele cartãozinho mandava naquele outro mundo, dee maravilhas coloridas e divertidas, longe do mundo lá fora, onde toda aquela violência fere de verdade, não tem "Game Over" e nem tem recomeço ou nova chance ao simples usar de um cartão.
Minha mente entrou num conflito de milhões de pensamentos diante daquilo: seria um mundo que eu queria na infância, ou mesmo agora? foi melhor ter crescido do lado de fora do fliperama, e ver que meus erros não tinham segunda chance, mas me ensinaram a pensar até aonde posso ferir as pessoas com minhas atitudes? Será o melhor lugar de criar meus filhos? Não sei.
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Ah, a vida! Eu acordo de manhã, cantando feliz contente, num mundo perfeito, penteado e cheiroso, tomo um café da manhã espetacular, com duas mesas de tamanho, e vou ao encontro de pessoas sorridentes, felizes e sem problemas, pro meu trabalho perfeito, onde tudo de melhor acontece...
Parece ridículo né? Porque é ridículo, óbvio. Quem vê tudo aquilo e espera que seja assim, já acordou pensando errado. Espere coisas reais na sua vida, e não o que a TV mostra. Aliás, na TV, você já viu em novela alguém ir ao banheiro (não estou nem falando de banho)? pegar ônibus ou metrô cheio? acordar amarrotado, despenteado, e evitar aquele beeeeijo no companheiro amado logo quando acorda, porque afinal de contas, pode ser a Malu Mader, mas ela tem bafo, te garanto.
Parece ridículo né? Porque é ridículo, óbvio. Quem vê tudo aquilo e espera que seja assim, já acordou pensando errado. Espere coisas reais na sua vida, e não o que a TV mostra. Aliás, na TV, você já viu em novela alguém ir ao banheiro (não estou nem falando de banho)? pegar ônibus ou metrô cheio? acordar amarrotado, despenteado, e evitar aquele beeeeijo no companheiro amado logo quando acorda, porque afinal de contas, pode ser a Malu Mader, mas ela tem bafo, te garanto.
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