segunda-feira, dezembro 13, 2004

Cada novo amor é um mergulho.

Olho pra baixo e mal vejo o que há lá, a distância é grande; Estou na beira de um trampolim, me preparando pra poder mergulhar.
Olho ao redor, e vejo as pessoas mais íntimas me dando apoio, me incentivando, acreditando que no fundo desta água que me espera, está minha chance de ser mais feliz.
Ao olhar pra água, lembro das tentativas anteriores, e penso no quanto elas me fazem recuar, ter medo de mais uma vez errar no salto, como um gato já escaldado, receoso, cauteloso.
Mas no fundo, dentro de mim, mora uma confiança resultante das outras tentativas, uma certeza de que lá em baixo é o meu lugar, e que apenas sentar na borda e molhar os pés não vai me trazer tudo que procuro, não vai me fazer mais feliz por me deixar mais seguro.
A adrenalina que nesse momento corre nas minhas veias me lembra do momento em que subo as escadas em direção ao mais alto dos trampolins; lembro do momento em que conheci esta pessoa e daí surgiu algo que a cada dia me fez querer mais e mais, um misto de paixão, excitação, empolgação.
Sentindo o gosto de tudo aquilo, eu pulo.
E no meio deste mergulho, a cada dia que passa, me sinto mais e mais envolto nessa pessoa, como um alguém que perde o senso de identidade e não sabe mais aonde termina e começa o outro.