O orgulho é o combustível da raiva.
Hoje no metrô, estava eu no meu lugar, quieto, tranquilo, até que na estação do Estácio, aonde embarcam os passgeiros da linha 2, fui atropelado e esmagado por uma multidão de pessoas que lutavam entre os que já estavam no metrô e entre eles mesmos, tentanto encontrar um espaço que pudessem se acomodar. Fiquei furioso, porque a cada segundo que passava, o número de pessoas por metro quadrado aumentava significativamente, e meu espaço se reduzia. Minha reação imediata foi empurrar as pessoas de volta, a medida que elas me empurravam.
Depois que saí do metrô, percebi que meu orgulho não me permitia que fosse esmagado, já que não fazia isso com ninguém. Era um absurdo fazerem isso comigo!
Porquê?
Porque eu sou melhor que eles? Porque eu não fiz ou pretendo não fazer? Será que eles fizeram por mal?
Eu sabia de imediato todas essas respostas, e com o tempo, foi ficando mais fácil aceitar meu orgulho, e perceber que a função dele foi botar lenha na fogueira. É como aquele diabinho no ombro, que fica te espetando com o garfinho, dizendo "vai, vai".
E aonde esse orgulho me leva?
A agir da mesma forma errada que as pessoas que me empurravam, a sentir raiva delas e só me prejudicar, ou do jeito que Willian Shakespeare dizia:
"Guardar ressentimentos é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra."
segunda-feira, maio 31, 2004
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