Bem, concluindo a parte do meu raciocínio que o sono não deixou...
Sendo a nossa vida um rally, eu gosto de enfatizar a parte do caminho, que acho bem parecido:
Como um mapa, dividido em trechos em formas de cubos, que gosto de pensar que são momentos. A única diferença é que em uma competição como um rally, o navegador conhece técnicamente as curvas do trajeto, mas nunca passou por elas. Ele consegue visualizar como fazer, a quanto estar no carro, frear ou não, e o que fazer caso as coisas saiam do controle. Na vida, na realidade, temos a teoria de como viver bem, de maneira certa, mas a teoria fica mais distante da realidade. Fica um pouco mais difícil, porque a vida não é tão técnica quanto uma competição. Existe uma parte maior sob responsabilidade da intuição, dos nossos sentimentos que as técnicas e a ciência não explicam.
Hoje em dia, eu estou aprendendo a tentar ler as curvas na minha frente, e até tentando fazê-las da minha forma, algo como mudar o trajeto. Mas sei que posso derrapar nas escolhas, e a decepção entra com tudo, pra acabar com a minha confiança. Tudo na vida, inclusive pra isso, exige equilíbrio, nada de extremos. É planejar com convicção, mas sabendo que algo pode dar errado.
Minha vó diria que não, que nunca devemos planejar pensando nas dúvidas, porque é pensando nelas é que criamos a chance do erro aparecer na história. Eu ainda não sei, ainda estou aprendendo o que melhor se adapta a mim. Por enquanto, observo o passado, olho por onde já passei, a maneira como passei por tudo, e avalio de qual das muitas formas fui mais feliz, e prejudiquei menos a mim e a todos ao meu redor.
domingo, abril 04, 2004
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