Respeito é uma coisa que falta em todos nós. Taí uma coisa que não vai nos fazer viver vidas perfeitas, muito pelo contrário: vai nos fazer aceitar a vida do próximo, seja o quão louca puder.
Azar se o vizinho ouve musica clássica no café, ou o cara do trabalho é mal humorado pela manhã: o respeito nos mostra que a qualquer momento podemos estar no lugar dele, por mais incrível que isso pareça.
O maior exercício do respeito, na minha opinião, é algo como uma versão distorcida de brincar de faz de conta: tente se colocar no seu alvo de críticas, se veja agindo no lugar dele; tente entender o porquê que ele talvez faça isso, ou se nunca se pegou fazendo algo que incomodou a alguém, e eu duvido que consiga se manter em posição de ataque.
Todos nós chegamos a um ponto em comum de dúvida: Respeito significa aceitação? Não.
Claro que não.
Não quer dizer que eu concorde que é ótimo ouvir musica clássica no café, muito menos vá fazer isso; basta entender que aquele é o vizinho, ele é meio louco, mas é ele. um dia alguém te ensinou que o céu era azul, e você aceitou. Poucos se formaram em física ou astrologia pra tentar responder uma pergunta mal resolvida da infância, a maioria simplesmente aceitou.
Então me responda porquê é tão difícil tentar aceitar as pessoas? Me responda mesmo quem puder, porque eu também preciso dela. Imagino que seja um tipo de comodismo, uma teimosia que é de nossa natureza cobrar dos outros sermos quem somos, porque nossos egos nos mostram como Os medalha de ouro, os primeiros no pódio. Lembrar que o cara que sorriu mesmo estando com o bronze como uma pessoa mais feliz, menos egocêntrica ninguém vê. É aquela coisa: "O importante é competir" é conversa pra boi dormir.
quarta-feira, agosto 18, 2004
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