segunda-feira, agosto 23, 2004

Palavras

Um dia andei reparando em mim e nas pessoas, em relação a falar palavrão. Coisa feia, aquelas palavras ofensivas, de mau gosto, que minha mãe cansou de me ensinar a não dizer, principalmente na frente das mulheres.
Só que a vida lá fora me ensinou que os palavrões não são nada perto do que as pessoas podem fazer com as boas palavras, e como elas podem ofender tanto ou até mais do que os conhecidos "maus termos".
Percebi, não agora, que toda a intenção está na índole das pessoas, é como se as palavras tivessem sentimentos imbutidos, não têm significado só. Fácil de explicar: quantas vezes você recebeu um email e teve dificuldades de escolher, em qual dos muitos significados, o texto tinha intenção?
Porque falar mal dos palavrões? Eu penso, e uso, mais no sentido de expressar intensidade. Vamos dar exemplos:
Você está no ponto de ônibus, todo arrumado pra trabalhar na segunda feira, e de repente começa a chover, certo? Mas, como você é uma pessoa previnida, puxou seu guarda-chuva e riu sarcasticamente pra São Pedro, porque não foi desta vez que ele te pegou. Mas aí vem um CORNO e passa com quantos pneus forem possíveis em cima da poça. MERDA, é a primeira palavra que vem na sua cabeça, ou será que você consegue substituir por alguma outra coisa?
Talvez um PUTA QUE PARIU!!!!!
Intenção? de exprimir revolta, talvez não pro motorista, mas pra situação. Ruim, mal educado e grosso seria destratar o trocador do ônibus, só porque você está completamente sujo e molhado muito antes de chegar ao trabalho?
Cuidado com as pessoas, porque as palavras só ganham o poder que elas quiserem.

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