quarta-feira, agosto 03, 2005

Fechem as cortinhas.

Chega. Tem certos atos do espetáculo da vida que eu realmente acho desnecessário. Tem horas que a encenação cansa, enjoa, e gasta o precioso tempo com atitudes evasivas que só nos levam a mais dúvidas.
Deixo de lado todo meu esforço de fazer esse texto ter toda uma poesia, porque é exatamente de verdade crua e nua que falamos, ou da falta dela.
Porquês não vamos direto ao assunto, pra quê rodear? Porquê não assumimos escancaradamente o que pensamos e sentimos, e ouvimos o outro lado em seguida? Pra quê esse teatro interminável pra fingir o que não queremos?
Eu quero, e quero muito, então eu procuro o que quero; mas se procurar demais, me torno fácil, e posso fazer perder o interesse, então que ela procure; mas ela não procura, será que ela não quer? Talvez ela queira, mas não queira admitir que quer.... ah, porquê tenho que continuar querendo se ela não quer? Opa! ela sentiu falta! então eu procuro... ou não? hmmm.... Claro! porque corro atrás do que quero! Mas será que ela quer? Hmmm....

"Olha, eu gosto de você, não consigo parar de pensar o dia inteiro, quero você por perto, do meu lado, e vc?"
Parece mais fácil, certo? Imagine também que a quantidade de letras que usei pra expressar cada atitude seriam como dias, ou horas... também parece mais rápido de resolver, certo?
Não quero explicação do porquê fazemos isso, porque essa resposta não vai nos fazer deixar de agir assim. Que então fechem as cortinas desse ato idiota e que a disputa de egos cesse, e que tenhamos ao menos a certeza de sermos ou não correspondidos.
Que pulemos pra próxima cena, seja ela de amor ou de dor.

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