Completamente sem sono, por incrível que pareça e pela hora que fui dormir ontem, acordei. Nada, nem sequer um vestígio de álcool, nem uma dor de cabeça, mas o que mais me incomodou foi a ausência de qualquer emoção, sentimendo ou pensamento na minha cabeça e coração.
Lembro de uma frase do meu pai, um dos responsáveis pela herança genética do genio bobo que tenho, que dizia alguém chato quando "dormia fora da geladeia"; fazendo uma pequena adaptação à ela, parece é que fiquei por demais na geladeira, e tudo aqui dentro de repente parou há algum tempo, e eu não tenho nem sequer um fósforo pra acender, um isqueiro pra esquentar, quem dirá uma vela.
Parece repetitivo e maçante ficar escrevendo desse meu vazio incessantemente, algo triste e chato, sem graça, que não adiciona nada a ninguém; agora tente imaginar sentir tudo isso, sem nem ao menos saber porquê.
É como se algo tivesse faltando, uma pequena peça do quebra-cabeça que ninguém sabe qual é, aliás, uma peça que ninguém sabe nem se existe, porque o vazio não tem marca, forma ou padrão; a verdade é que a peça que falta é descobrir que não me falta nada, ou ao menos saber, sentir esta certeza. Ainda não tenho a convicção de que posso ter tudo no mundo, mas hoje sei que tenho um pouco de tudo que uma pessoa precisa pra ser, não só feliz, mas muito feliz.
segunda-feira, dezembro 26, 2005
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Um comentário:
Primeiro a gente busca a felicidade... Depois a gente se empenha em buscar sua plenitude... =)
Gostei daqui! =D
Bjs!
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