terça-feira, dezembro 27, 2005

Tô de volta!

A vida de circo é uma vida de mudanças, vai pra cá e pra lá, desarruma e estende lona, monta camarim, uma série de preparativos.
E nesse tempo de mudanças, esse palhaço aqui andou pensando na vida, com todo esse tempo vago antes que o espetáculo de 2006 comece, pra que aquele sorriso acompanhado da gargalhada em volume alto e incontido - que é a fonte de alegria e sustento do coração do palhaço - possa voltar à toda.

Um trecho de Pedro Mariano, na canção "De repente", diz o seguinte:

"Não há nada a perder, não há nada a ganhar, a não ser o prazer de ser o mesmo mas mudar;
Não há nada só bom, nem ninguém é só mau, se o início e o final de nós todos é um só."


E refletindo na vida, sem maquiagem nem peruca, olhando pro meu eu lá dentro do espelho, encarei e tentei perguntar o porquê da tristeza que me abateu por todo esse tempo. E nada de resposta.
A vida é um mistério divino, um segredo guardado a sete chaves, algo que nem ao mais puro dos corações é entregue, e sabe porquê? Porque cada um tem sua palavra-cruzada, seu quebra-cabeça, ou seu desafio que não importa o nome: é uma lição que cada um precisa superar, precisa aprender a lidar com todas as facetas, superar, mesmo tendo a certeza que nem sempre sairemos vencedores ou nem mesmo a certeza da melhor resposta às perguntas.
E voltando pro espelho, eu vi um alguém, que muito mais do que todo aquele colorido que se vê por fora; e não deixando, mas pondo minha vista de lado ao meu próprio reflexo, eu vi uma vida feliz, mesmo que carregada de momentos não explicáveis.
E que se abram as cortinas, porque o palhaço tá de branco, esperando os fogos chegarem, e desejando a todos um feliz 2006!

6 comentários:

Anônimo disse...

Mas a espera é a mola propulsora da vida! =D

Bjs!!!

Anônimo disse...

Na versão citadina diz-se: "Quem sai aos seus não degenera" Lá no meu roçado se diz: "A frutinha cai ao pé do pau".
E na "vida de margarina" gosto daquela que diz: Bob entra Bob sai... e continua tudo igual QUE BOM NÉ?
Garoto gostei do texto. V. Escreve com o coração, parece alguém que conheço rsrsr. Continue!.

Anônimo disse...

Ser feliz é nossa maior obrigação. Que peso, que caminho, quantas curvas, quantas escolhas, quantas mudanças no percurso. Ruim, só na hora, depois, olhamos e falamos para nós mesmos, porra, nada é fácil, nem quando o maior duelo da vida é com a gente mesmo, e nessa hora a gente já dá uma risadinha, pode ser deboche, pena, medo, pedido de ajuda, e tudo isso para nós mesmo, coisas internas, e nessa hora a gente tem consciência que o problema é “nosso” e ninguém pode ajudar, não tem chopinho, tapa no ombro, colo ou ombro amigo, ninguém vai resolver, só o cara a cara com o espelho, tipo: e aí, qual caminho você quer escolher? Aí nosso “eu” diz direitinho (para o momento, nada de eternidade, mania besta essa), e lá vamos nós... até que ... tudo de novo. O mundo gira, por que ficaríamos parados? A fila anda, o mundo gira, as nuvens se movem... nada é eterno.

Anônimo disse...

Não disse que te amo, pode isso?
Ë que te amo muita coisa, você sabe, mas publicado é... forte, que nem nós, meio pau-brasil, meio bambu, estamos aí e só nós sabemos qual o preço da curvatura ou da rigidez, coisas do espelho, estou te vendo.

Anônimo disse...

Não disse que te amo, pode isso?
Ë que te amo muita coisa, você sabe, mas publicado é... forte, que nem nós, meio pau-brasil, meio bambu, estamos aí e só nós sabemos qual o preço da curvatura ou da rigidez, coisas do espelho, estou te vendo.

Anônimo disse...

Não disse que te amo, pode isso?
Ë que te amo muita coisa, você sabe, mas publicado é... forte, que nem nós, meio pau-brasil, meio bambu, estamos aí e só nós sabemos qual o preço da curvatura ou da rigidez, coisas do espelho, estou te vendo.